PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Irmãos Oliveira: grandes demais para o próprio bem

Política na Rede

19 de novembro de 2021 16:42

Afonso Verner


Relacionadas

Pela primeira vez, vereadores de PG têm emendas impositivas

Justiça proíbe PG de alugar quadras de society e ginásios

Irmãos Oliveira: grandes demais para o próprio bem

Jocelito já está no aquecimento para 2022
Bolsonaro volta a PG após três anos. Qual a diferença?
Francischini cassado: a dança das cadeiras na ALEP
O racha no PSOL em Ponta Grossa
Irmãos Oliveira se tornaram representantes políticos importantes para. a cidade; Foto: Arquivo JM
PUBLICIDADE

Marcelo Rangel (PSDB) e Sandro Alex (PSD) se tornaram dois dos principais representantes políticos de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Mas os irmãos ficaram grandes demais para o próprio bem

A eleição de 2022 será um teste para os irmãos Oliveira, Sandro Alex (PSD) e Marcelo Rangel (PSDB). Pela primeira vez a dupla terá que pensar como se encaixar na disputa por votos em Ponta Grossa - desde que entraram na vida pública, ainda na primeira década dos anos 2000, Marcelo e Sandro disputaram cargos alternados (sem disputar o mesmo voto) e ambos sempre estiveram em posição ascendente, sem nunca recuar ou dar um passo atrás. 

Em 2022 Sandro precisará escolher: ele poderá disputar o quarto mandato como deputado federal ou arriscar uma vaga no Senado Federal - atualmente Sandro é secretário de Estado do Governo de Ratinho Junior (PSD) e está licenciado do cargo como deputado. O problema é que Sandro tem perdido a disputa interna com Guto Silva (chefe da Casa Civil) para decidir quem será o candidato de Ratinho ao Senado. 

Enquanto isso, Marcelo Rangel vive um limbo após uma carreira política ascendente. Rangel entrou na vida pública em 2006 quando se elegeu deputado estadual, sendo reeleito quatro anos depois (2010). Em 2012, Rangel disputou o cargo de prefeito de Ponta Grossa e venceu uma disputa acirrada com Péricles de Mello (PT) - ambos eram deputados estaduais e protagonizaram a disputa mais acirrada por votos da história de Ponta Grossa. 

Após dois mandatos como prefeito (o primeiro mais problemático e o segundo mais tranquilo), Rangel elegeu a sucessora, Professora Elizabeth - ela era sua vice-prefeita e havia sido secretária de Marcelo ainda no primeiro mandato. Após ser o principal cabo-eleitoral de Elizabeth em 2020 e conseguir uma virada do primeiro para o segundo turno, Rangel lançou uma pré-candidatura ao Senado Federal. 

O problema é que a proposta de Rangel não foi aceita de forma unânime no PSDB, atual legenda de Marcelo, e mesmo que mude de partido Rangel poderia disputar o cargo de senador com um aliado do Governo Ratinho (do qual Rangel hoje faz parte e sempre foi aliado) ou até mesmo com um nome como Sérgio Moro, presidenciável do Podemos que pode migrar para uma disputa pelo Senado. 

Desta forma, é nítido que Rangel e Sandro ficaram grandes demais para o próprio bem. Sandro teria uma candidatura "tranquila" para o cargo de deputado federal, mas esse já seria um quarto mandato em Brasília. Enquanto Rangel, após ser deputado e prefeito, não pode disputar o cargo de deputado federal com o irmão e ainda não tem fôlego suficiente para disputar uma vaga no Senado. 

Em 2022, os irmãos Oliveira terão um dilema para ser enfrentado. Qual deles dará um passo atrás? Uma boa saída para Marcelo era voltar à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e uma oportuna dobradinha com o irmão, Sandro. Os irmãos deverão continuar sendo "grandes" na política local, mas deverão amargar determinado nível de "estagnação" caso as peças do jogo não mudem. 

PUBLICIDADE

Recomendados