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CEI quer investigar utilização do aterro do Botuquara

Ponta Grossa

25 de julho de 2017 06:05

Afonso Verner


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Foto: Imagem: Cristiano Barbosa
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A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) adiou por uma semana a definição dos integrantes da Comissão Especial de Investigação (CEI) do aterro do Botuquara. Criada a pedido dos vereadores Celso Cieslak (PRTB) e Sargento Guiarone (PROS), a CEI quer buscar mais informações sobre a utilização do aterro. O grupo teria os membros definidos nesta segunda-feira (24), mas a escolha acabou adiada após polêmica entre os parlamentares.

O presidente da Casa de Leis, vereador Sebastião Mainardes (DEM), usou a palavra para informar sobre a escolha dos membros e questionar se os vereadores e líderes de partidos haviam sido consultados sobre o ato. Após a fala do presidente vários parlamentares questionaram a escolha dos parlamentares que integrariam a comissão e após uma breve polêmica a escolha foi postergada para a sessão da próxima segunda-feira (31).

Mesmo com a mudança, deverão compor a CEI os vereadores Celso Cieslak e Guiarone – a dupla vem discutindo a situação do Botuquara há meses e é defensora da construção de uma usina de lixo na cidade. “Nossa intenção é buscar informações sobre a atividade no Botuquara. Entendemos que algumas coisas precisam ser alteradas e muitos aspectos devem ser esclarecidos”, explicou Guiarone do PROS.

Inicialmente deverão compor a Comissão, além de Guiarone e Celso, os vereadores Geraldo Stocco (REDE), Ricardo Zampieri (SD) e Eduardo Kalinoski (PSDB) – a formação só será oficial após a ratificação dos líderes partidários. Guiarone lembrou que independente da formação, o “importante é que os vereadores que integrarem a CEI tenham consciência e tempo para debater o assunto”, salientou o parlamentar.

A criação da CEI acontece após um período turbulento no setor ambiental. Em junho acabou o prazo do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre a Prefeitura de Ponta Grossa e o Ministério Público (MP) que previa o fim do aterro do Botuquara. O prazo venceu no último dia 17 de junho e o MP já afirmou que irá executar o TAC que prevê uma multa diária de R$ 1 mil caso o terro seguisse sendo utilizado.

Prefeitura tenta resolver problema histórico

A Prefeitura tem apresentado esforços na tentativa de solucionar o problema histórico representado pelo Botuquara. O aterro é o destino do lixo doméstico produzido na cidade desde a década de 1950 e fica próximo a locais de preservação ambiental. Para resolver a situação, o município abriu licitação para contratar um aterro privado e o certame está agendado para o dia 20 de setembro. Além disso, um grupo de trabalho foi formado em conjunto com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para buscar uma parceria para a destinação final dos resíduos sólidos da cidade. 

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