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Câmara adia debate sobre suporte para bikes nos ônibus

Ponta Grossa

14 de março de 2018 18:21

Afonso Verner


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Foto: Imagem: Kauter Prado / CMPG
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O projeto de lei (PL) 95/2017, de autoria do vereador Geraldo Stocco (REDE), prevê a instalação de racks (suportes) para bicicletas no transporte público de Ponta Grossa. A proposta começou a ser discutida na Câmara Municipal durante a sessão desta quarta-feira (14) e causou polêmica: mesmo sendo tida como inovadora, a medida foi questionada pelos parlamentares. Na visão de Stocco, a medida contribuirá para a melhoria da mobilidade urbana no município.

O autor do projeto buscou defender a validade da iniciativa – o projeto foi tido como constitucional pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR). “Temos que evoluir quando o assunto é mobilidade urbana, acredito que esse é um projeto ousado mas que terá efeitos muito positivos no futuro. Não podemos ficar apenas fazendo projetos paliativos para o transporte coletivo”, argumentou Geraldo Stocco.

Walter José de Souza, o Valtão (PROS), questionou o projeto diante de uma possível “insegurança”, tanto para pedestres como para os passageiros do transporte coletivo, além de apontar para uma possível “majoração” da planilha de custos. “Acredito que é um projeto interessante, mas alguns pontos me fazem questionar a medida”, explicou o vereador do PROS na tribuna.

Ricardo Zampieri (SD) também foi outro parlamentar que debateu o projeto. “É uma iniciativa ousada, mas tenho alguns medos sobre a segurança dos pedestres”, lembrou. Durante a discussão, Zampieri trouxe informações sobre casos em que os suportes para as bicicletas (ou as próprias bikes) ficaram presos em pedestres ou causaram outros tipos de lesões. “O mérito do projeto é muito bom, mas o aspecto técnico me preocupa”, contou.

De acordo com o PL sugerido por Stocco ganhou vistas de 12 dias a pedido do próprio vereador – o pedido foi formalmente feito por Zampieri. A medida prevê instalação gradativa dos racks, primeiro nos ônibus que fazem trajetos entre os terminais e na sequência nos demais veículos. Além disso, os novos ônibus adquiridos para renovação da frota também contariam com o mecanismo.

A proposta deverá ganhar ajustes e, diante do pedido de vistas, só retornará ao debate na Casa de Leis no mês de abril.

VGC ressalta ‘efetividade do uso’

Através da assessoria de imprensa, a Viação Campos Gerais (VCG), empresa concessionária do serviço, comentou o projeto. O primeiro aspecto ressaltado pela VCG foi o possível custo para implementação da medida, em segundo lugar a empresa também ponderou sobre a “efetiva utilidade desse mecanismo” [suporte para bicicletas]. Por fim, a própria empresa destacou a questão do passivo: “em caso de acidentes em que as bicicletas sejam danificadas, quem pagaria os custos?”, questionou a VCG via assessoria. 

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