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Cargill e Tetra Pak puxam exportações de PG em 2018

Ponta Grossa

08 de novembro de 2018 20:44

Fernando Rogala


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Planta da Cargill lidera as exportações da cidade Foto: Divulgação/Cargill
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Com incremento nas importações, saldo da balança comercial caiu, registrando um superavit de R$ 350 milhões


Outubro foi bastante positivo para o mercado exterior ponta-grossense. Neste mês, o município registrou o maior valor exportado do ano, somando US$ 65,56 milhões (ou seja R$ 244 milhões, se convertido no dólar cotado a R$ 3,723 no último dia de outubro). Antes disso, o melhor resultado tinha sido registrado em julho, US$ 54,47 milhões (R$ 202,7 milhões). Somados os valores acumulados neste ano, são US$ 468,7 milhões, ou seja, R$ 1,74 bilhão comercializado a outros países. No topo do ranking das maiores exportadoras estão a Cargill e a Tetra Pak. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Na comparação com as outras cidades paranaenses, nestes dez meses foi a quinta que mais comercializou produtos fabricados ou armazenados com outros países, atrás apenas de Paranaguá, Maringá, Curitiba e São José dos Pinhais. São 56 empresas exportadoras, que representam uma participação de 3,4% de tudo o que é enviado ao Exterior a partir do Estado do Paraná, a 82º cidade no ranking das exportações nacionais. Quando comparado com o registrado no acumulado do ano passado, contudo, observa-se uma grande retração, de 62,33%, já que esse valor era de R$ 1,24 bi entre janeiro e outubro de 2017.

No que tange as importações, houve um crescimento na comparação com o registrado no acumulado de 2017. Nestes dez meses, US$ 374,85 milhões (R$ 1,39 bilhão) foram adquiridos junto a empresas de outros países. É um aumento de 8,2% se comparado com os US$ 346,4 milhões (R$ 1,28 milhão) acumulados no mesmo período em 2017. O montante representa uma participação R$ 3,6% no bolo das importações estaduais, a sexta maior importadora do estado, a 86º do Brasil, de produtos adquiridos junto a 77 empresas diferentes.

Diante dos resultados, com um crescimento nas importações e uma redução nas exportações, o saldo da balança comercial da cidade despencou. O superavit registrado até o momento é de US$ 93,9 milhões (R$ 350 milhões), caiu em quase 90% - no ano passado o valor registrado até outubro era de R$ 897,9 milhões (R$ 3,34 bilhões). 

O secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonare, acredita que o crescimento das exportações em outubro está relacionado à greve no transporte. Historicamente as exportações crescem a partir de abril. “Ponta Grossa tem uma grande diversificação na produção para o mercado interno e exportação. E nesse momento que o país está atravessando, está propício para as exportações. Mesmo se a economia não está crescendo, as exportações mantêm o emprego e a arrecadação de impostos, que são posteriormente aplicados em saúde, educação, segurança pública”, completa.


Lista das maiores exportadoras é bastante variada

Em um ranking parcial das empresas que mais exportaram até o momento no Brasil, a primeira colocada de Ponta Grossa é a Cargill, que trabalha com a moagem de soja na cidade, na 329ª posição entre todas as empresas brasileiras. Ela é seguida de perto pela Tetra Pak, na posição 341. Embora o ranking não traga o valor exportado, pela categoria de produtos, é possível identificar que a Tetra Pak comercializou US$ 95,8 milhões (R$ 356 milhões), mostrando que a Cargill comercializou valores mais próximos de US$ 100 milhões (R$ 372 milhões). Na sequência aparecem as empresas Biosev (556ª) e Louis Dreyfus (614ª). Depois, figuram a LP Brasil OSB, Crown, Meridional TCS, Makita, Continental, Heineken e Cofco. Apenas na 12ª posição aparece a Bunge, que nos anos anteriores sempre ocupou o ‘top 3’ das maiores exportadoras da cidade. A Nidera Sementes, que sempre aparecia entre as líderes, não aparece mais no ranking.


Paraguai é o maior parceiro comercial

Entre os países que mais adquiriram os produtos que partiram de Ponta Grossa, o destaque vai para o Paraguai. O país vizinho recebeu 14% de tudo o que foi vendido pela cidade (US$ 64,46 milhões). Na segunda colocação aparece a Coreia do Sul e na terceira a China, que historicamente é o maior parceiro comercial. O maior país do mundo absorveu US$ 38 milhões, ou seja, US$ 250,2 milhões a menos que os quase US$ 300 milhões até outubro de 2017.

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