MP denuncia Jhonatan pela morte de Lidiane

Ponta Grossa

03 de abril de 2019 17:02

Leonardo Carriel


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Jhonatan se escondeu em Curitiba logo após o crime e se apresentou para esclarecimentos na 13º Subdivisão Policial de Ponta Grossa apenas no dia 14 de março Foto: Divulgação
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Acusado pelo assassinato da ex-namorada e por tentativa de homicídio contra a mãe da moça, o rapaz de 22 anos aguarda julgamento por homicídio triplamente qualificado

O Ministério Público denunciou Jhonatan Campos, através da Vara de Proteção à Mulher, pelo assassinato de sua ex-namorada, Lidiane Oliveira, e tentativa de homicídio contra a mãe da moça, Rosa Aparecida Oliveira. O rapaz de 22 anos será julgado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado – considerando motivo torpe, além de ter usado recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e feminícidio. A denúncia também contempla a tentativa de homicídio contra a mãe de sua ex-companheira.

Na noite do dia 10 de março, Jhonatan Campos teria discutido com Lidiane após voltarem de uma casa noturna da cidade. O conflito continuou até o momento em que a moça e sua mãe acionaram autoridades da Polícia Militar. Jhonatan fugiu do local e voltou momentos depois.

O acusado teria entrado pelos fundos da propriedade portando uma faca e, uma vez dentro da residência, desferiu golpe no pescoço de Rosa Aparecida Oliveira, de 64 anos, que ficou em estado grave no Hospital Regional de Ponta Grossa até receber alta no dia 17 de março. Lidiane tentou impedir os golpes contra a mãe, foi também esfaqueada no pescoço e veio a óbito no local.

Jhonatan se escondeu em Curitiba logo após o crime e se apresentou para esclarecimentos na 13º Subdivisão Policial de Ponta Grossa apenas no dia 14 de março. A versão do acusado é de que o assassinato foi motivado por ciúmes devido ao fato de que Lidiane seria, supostamente, uma garota de programa. Em entrevista coletiva, o rapaz disse ter sido humilhado por Lidiane com várias ofensas, na noite do crime.

Logo após audiência de custódia, Jhonatan foi encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, onde permanece aguardando julgamento. O advogado criminalista Ângelo Pilatti Junior, que já atuou na condenação de vários acusados de feminicídio na cidade de Ponta Grossa, atuará como assistente do Ministério Público durante o julgamento do caso.

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