Vereadores pedem que MP paralise instalação de aterro

Ponta Grossa

11 de junho de 2019 19:54

Rodrigo de Souza

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Guiarone (esq.) e Cieslak estiveram na sede do Ministério Público na terça-feira (11) Foto: Divulgação
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Sargento Guiarone (PROS) e Celso Cieslak (PRTB) protocolaram documentos na sede do órgão em Ponta Grossa. Grupo vê irregularidades em empreendimento da Zero Resíduos.

A novela envolvendo a instalação do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) na divisa entre os municípios de Ponta Grossa e Teixeira Soares, às margens do Rio Guaraúna, ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (11). Os vereadores Celso Cieslak (PRTB) e Sargento Guiarone (PROS) protocolaram no Ministério Público (MP) um pedido para que seja paralisado o processo de instalação do empreendimento.

Os dois ainda contam com o apoio do vereador e presidente da Câmara de Teixeira Soares, Emerson Vidal (PSD), na tentativa de não permitir o início do funcionamento do aterro. De acordo com o grupo, o empreendimento está instalado em um local irregular e com alguns procedimentos que não foram autorizados por órgãos competentes – dentre eles o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Os vereadores ainda alegam problemas de caráter ambiental, opinião intensificada após a divulgação de imagens aéreas mostrando que o excesso de chuvas causou o alagamento em regiões muito próximas ao CTR. De acordo com os vereadores, existe uma preocupação em relação à contaminação das águas da região.

Na terça-feira (11), Guiarone e Cieslak ainda se reuniram com procurador do MP, Honorino Tremea, para explicar alguns dos itens que compõem a documentação entregue ao órgão. Os vereadores foram alertados, no entanto, que é preciso que a comarca de Teixeira Soares do Ministério Público acione apoio de Ponta Grossa nas investigações, já que o aterro está instalado no município vizinho.

“Estamos em conversa com os vereadores de lá [Teixeira Soares] para que sejam apresentados os documentos na comarca. Não somos técnicos, mas através das imagens e da documentação colhida, acreditamos existir provas suficientes para que os órgãos competentes peçam a paralisação temporária da instalação, até que seja feita uma nova vistoria”, explica Guiarone.

Dentre as provas, o vereador cita a escavação irregular do terreno e a instalação de um dreno – ambos sem autorização do IAP, segundo ele. O grupo ainda explica que o empreendimento está construído a 13 km do Aeroporto Sant’Ana, mas a Legislação obrigaria que a instalação fosse feita em uma distância mínima de 20 km. “Não somos contra o empreendimento, mas pedimos atenção em relação ao lugar que ele foi instalado. Se chegarem ao consenso de que está tudo dentro da legalidade, aí não vejo problema algum no aterro”, garante Guiarone.

Grupo tem apoio de 16 órgãos

Quando reuniu a documentação necessária para o pedido de paralisação da instalação, os vereadores receberam apoio ou um aval técnico de 16 entidades e órgãos públicos, segundo Guiarone. Dentre eles estão a Sanepar, o Consórcio da Bacia do Tibagi e técnicos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Nos últimos dias, o grupo também recebeu o apoio da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), presidida pelo deputado estadual Goura Nataraj (PDT).

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