Hospital Universitário completa um ano sem infecções urinárias

Ponta Grossa

17 de julho de 2019 11:20

Da Redação

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Taxa zero de infecções é resultado de práticas de excelência e qualidade dos cuidados Foto: Reprodução/Aline Jasper
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Resultado é relacionado à participação em um projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde 

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário da UEPG comemora nesta quarta-feira (17) um ano sem infecções de trato urinário associadas a dispositivos. O resultado é relacionado à participação em um projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

O coordenador da UTI, Simonei Bonatto, conta que o projeto funciona com base no reforço de rotinas, e não em grandes mudanças de procedimentos. “É um reforço de ações simples, mas indispensáveis para o controle de infecções. Por exemplo, se implementa uma discussão diária da necessidade de inserção e retirada de dispositivos invasivos”, explica.

São pequenas mudanças nas rotinas de trabalho, que trazem respostas positivas sem aumento de custos. Dentre as mudanças implementadas, destaca-se a higienização das mãos antes e depois do contato com cada paciente, a limpeza correta dos dispositivos, a verificação de todos os procedimentos por meio de um fast-checklist, a ampliação dos horários de visita dos familiares e a criação de vínculos entre os técnicos de enfermagem e pacientes. Dispositivos invasivos, como cateteres, sondas e acessos, são uma das principais “portas de entrada” de microorganismos que causam infecções. Por isso, o projeto propõe a rediscussão da necessidade de uso destes dispositivos.

“A mudança de processos traz resultados positivos e melhora a qualidade de atendimento, possibilitando que se salve vidas”, conta a enfermeira Daniele Brasil, líder do projeto no HU-UEPG e Diretora do Núcleo de Qualidade e Análise de Dados e Informações (NUIAS). Além disso, a redução das infecções diminui os custos com tratamentos e internamento prolongado dos pacientes.

A Chefe do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NUCIH), Joseane Quirrembach, destaca que a taxa zero de infecções é resultado de práticas de excelência e qualidade dos cuidados.

As duas Unidades de Terapia Intensiva do HU (UTI 1 e 2) têm registrado resultados positivos com as mudanças de rotina. As infecções de trato urinário estão zeradas por um ano na UTI 2 e oito meses na UTI 1. Outros dois tipos de complicações associadas à assistência em saúde relativamente comuns nas UTIs têm tido decréscimos constantes: não há registros de pneumonias associadas à Ventilação Mecânica há oito meses na UTI 1 e seis meses na UTI 2; enquanto que a infecção na corrente sanguínea associada ao uso de cateter, um dos maiores desafios do projeto, está zerada há quatro meses na UTI 1.

“Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”

O projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” é realizado por meio do PROADI-SUS, em parceria com o Institute for Healthcare Improvement e hospitais de excelência, que atuam como orientadores (coachs). São cinco hospitais que comandam e orientam grupos de instituições (hubs), cada um com 24 hospitais participantes.

O intuito do projeto é orientar quanto às melhores práticas de cuidado com a segurança do paciente em hospitais de saúde pública. Em 3 anos (2017-2020), a meta, em âmbito nacional, é de reduzir em 50% o número de infecções relacionadas à assistência à saúde, em especial as infecções mais comuns nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI): infecção na corrente sanguínea associada ao uso de Cateter Venoso Central; pneumonia associada à ventilação mecânica; e infecção do trato urinário associada ao uso de Cateter Vesical de Demora.

O projeto está em andamento desde dezembro de 2017. Em visitas periódicas, equipes do Hospital Sírio Libanês, que orienta o projeto no HU-UEPG, avaliam resultados, conversam com a equipe e acompanham as ações.

 Informações Assessoria de Imprensa

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