Liberação do FGTS deve movimentar comércio em PG 

Ponta Grossa

17 de julho de 2019 19:11

Lucas Matos

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Expectativa é que o valor seja investido diretamente nas lojas Ponta Grossa e ajude na recuperação do comércio Foto: Divulgação
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Proposta do Governo Federal irá injetar R$63bi na economia 

 

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou na quarta-feira (17), a intenção do Governo Federal em liberar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Programa de Integração Social e Programa de Formação de Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). A medida objetiva aquecer a economia nacional ao colocar R$63 bilhões de reais em circulação. 

A notícia anima os setores do comércio em Ponta Grossa. Em baixa no primeiro semestre de 2019, a expectativa é que o valor seja investido diretamente nas lojas ponta-grossenses e ajude na recuperação dos lojistas.  

Para o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (Sindilojas), José Loureiro, por se tratar de valores extras no orçamento da população, o dinheiro ajude a alavancar a economia como um todo. “Esse valor é um dinheiro que ninguém estava esperando receber e deve ajudar no crescimento do número de vendas que estamos tendo, que está em baixa. Isso vai começar a movimentar a economia, pois aumenta o comércio, isso movimenta a indústria e assim vai”, afirma. 

Segundo os últimos dados divulgados pela Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) na segunda-feira (15), em maio as vendas no varejo em Ponta Grossa tiveram queda de -0,17% em relação ao mês de abril. O número foi puxado pela pelas compras de Dia das Mães em Lojas de Departamentos. 

Com mais dinheiro em circulação, Loureiro espera que a medida ajude a recuperar as perdas do primeiro semestre no varejo. “A expectativa é de que, se sair esse dinheiro do FGTS, nós consigamos recuperar as perdas no comércio no primeiro semestre. Assim poderemos ter um segundo semestre melhor para as vendas em Ponta Grossa”, complementa. 

O vice-presidente do Grupo MM, Márcio Pauliki, explica que esse crescimento é importante para que as empresas consigam superar o aumento de despesas. “As empresas precisam de pelo menos 5% de crescimento em relação ao ano passado. Talvez com o FGTS possamos vislumbrar num horizonte próximo esse crescimento. Se for parecido com o que aconteceu na última liberação, onde tivemos um crescimento de 3,7%. Então é possível um crescimento de 3 a 5%”, explica. 


FGTS deve ser usado para quitar dívidas 

O vice-presidente do Grupo MM, Márcio Pauliki, lembra dos resultados da Liberação do FGTS e PIS/Pasep no Governo Temer, em 2017. “A última vez que teve essa liberação, boa parte desses valores vão para pagamento de dívidas, o que não é ruim para as empresas, porque há um índice de inadimplência muito grande hoje. Quando as pessoas puderem pagar parte das suas dívidas, não apenas isso entra no caixa das empresas, mas também faz com que as pessoas possam reabilitar seus créditos podendo fazer novas compras então o ciclo da economia possa seguir em frente”, afirma.

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