VCG emite nota de esclarecimento sobre nova tarifa

Ponta Grossa

20 de setembro de 2019 18:46

Afonso Verner


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Foto: Imagem: Arquivo JM
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Empresa emitiu longa nota com esclarecimento à sociedade pontagrossense

A Viação Campos Gerais (VCG),  concessionária do serviço público de transporte coletivo em Ponta Grossa, emitiu uma nota pública de esclarecimento à sociedade pontagrossense. O documento foi enviado à imprensa após a polêmica envolvendo o aumento no valor da passagem e também uma proposta do vereador Daniel Milla (PV) que trata da quebra do monopólio da companhia. 

De acordo com a nota, após 19 meses desde o último reajuste tarifário, ocorrido em 8 de fevereiro de 2018, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa editou na última quarta-feira (18) o Decreto Municipal elevando a tarifa do transporte coletivo para R$ 4,30 (quatro reais e trinta centavos), “valor inferior ao correto, mais uma vez”, segundo a empresa.

A VCG argumentou ainda que a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte de Ponta Grossa (AMTT), órgão técnico municipal responsável pelo cálculo tarifário, concluiu que a “tarifa devia ser reajustada para R$ 4,43 (quatro reais e quarenta e três centavos), valor que foi conferido e reputado correto pelo Conselho Municipal de Transporte (CMT), órgão representativo da sociedade civil, o qual recomendou fosse a tarifa fixada em R$ 4,40 (quatro reais e quarenta centavos) apenas para facilitar o troco no pagamento da passagem em dinheiro”, diz a nota.

A empresa ressalta que tanto a AMTT como o CMT têm “pleno acesso a todos os dados do sistema de transporte coletivo de Ponta Grossa, aí incluindo-se a contabilidade completa da própria concessionária”. 

Crítica ao cálculo da Prefeitura

Segundo a VCG, ao fixar a tarifa em R$ 4,30 (quatro reais e trinta centavos), a Prefeitura Municipal “ignorou o cálculo realizado pela AMTT e o parecer do CMT, descumprindo a legislação e o contrato de concessão”. 

“Tal situação infelizmente não se trata de ato isolado, pois em fevereiro de 2018 a AMTT havia indicado a necessidade de elevar a tarifa para R$ 3,99 (três reais e noventa e nove centavos), valor que foi “arredondado” (!) para R$ 3,80 (três reais e oitenta centavos), tendo a concessionária operado desde aquela época com tarifa defasada em R$ 0,19 (dezenove centavos), causando vultuosos prejuízos a todo o sistema”, afirmou em nota.

Segundo a empresa, a contínua defasagem tarifária “vem afetando gravemente a saúde financeira da concessionária do transporte coletivo, exigindo enormes esforços para promover os investimentos necessários para a constante modernização do serviço”

A VCG destaca ainda que “assim como ocorre nas demais cidades brasileiras, o principal fator a impactar a tarifa do transporte coletivo de Ponta Grossa é a diminuição do número de passageiros pagantes em razão em grande parte, da oferta de alternativas por aplicativos não regulamentados de transporte sob demanda, os quais operam na informalidade, sem ter de observar as mesmas exigências impostas à concessionária do transporte coletivo (operação contínua em horários e linhas de baixo fluxo, transporte de gratuidades, etc)”, diz a nota. 

“Em tal quadro, é preciso buscar caminhos que tornem o transporte coletivo mais eficiente, econômico e funcional, estando a VCG, como sempre esteve, aberta à discussão com a sociedade de Ponta Grossa. Cabe ressaltar que a busca por soluções para tornar o sistema mais eficiente e produtivo deve ser pauta constante do CMT, não apenas em época de reajuste, onde as dificuldades se sobressaem ao papel social que o serviço exerce na comunidade”, destaca. 

“Apesar dos desafios, a VCG mantém-se fiel ao seu compromisso de prestar com qualidade o serviço de transporte coletivo de passageiros”, informa o documento.  ]

Com informações da assessoria. 

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