Policiais do Gaeco realizam buscas no Detran de PG

Ponta Grossa

03 de dezembro de 2019 09:49

Da Redação


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Os mandados são cumpridos na residência do suspeito e na 2ª Ciretran de Ponta Grossa. Foto: Divulgação
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Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Ponta Grossa em investigação sobre possíveis crimes cometidos por servidor da Ciretran

Onúcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manhã dessa terça-feira (3) dois mandados de busca e apreensão em investigação destinada a apurar possíveis crimes de corrupção e falsidade ideológica envolvendo despachantes e um servidor da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), no bairro da Ronda, em Ponta Grossa.

As investigações, iniciadas há cerca de um ano a partir de elementos encaminhados pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), apontam indícios de que um servidor recebia vantagens indevidas para patrocinar o interesse privado de determinados despachantes e de particulares perante o órgão de trânsito, facilitando a emissão de documentos em desacordo com a legislação e omitindo irregularidades em inspeções veiculares. 

 Em entrevista ao Jornal da Manhã e Portal aRede, o coordenador do Gaeco em Ponta Grossa, o promotor de Justiça Antônio Juliano Souza Albanez, explica que foram apreendidos diversos documentos e aparelhos telefônicos. A autoridade ainda esclarece que as informações repassadas pelo órgão “davam conta de possíveis dados falsos em vistorias e procedimentos para a emissão de documentos veiculares em Ponta Grossa. Por enquanto não houve pedidos de prisão e as investigações devem seguir sob sigilo com a análise dos materiais apreendidos”, complementa Albanez.

Os mandados são cumpridos na residência do servidor suspeito e na 2ª Ciretran de Ponta Grossa. O promotor assinala que o “Gaeco visa desarticular supostos crimes de corrupção e falsidade ideológica envolvendo a 2° Ciretran de Ponta Grossa e o possível favorecimento a despachantes e particulares por servidores do órgão”, diz Albanez.

No dia 20 de novembro, o Gaeco cumpriu cinco mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão dentro da Operação Taxa Alta, que apura suposto direcionamento de procedimento efetivado em 2018 pelo Detran do Paraná. Dentre os alvo estava o  ex-diretor-geral do Detran, atual diretor-geral da Alep, Marcello Panizzi.


Órgão afirma ajudar com operação

Em nota divulgada à imprensa, através da assessoria de comunicação, o Detran do Paraná se coloca à disposição do Ministério Público do Paraná para colaborar com as investigações a cerca do Ciretran de Ponta Grossa. O órgão ainda afirma que “está abrindo um processo administrativo para apurar os fatos e aguarda o fim das investigações para tomar as medidas cabíveis”, diz a assessoria de imprensa.

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