Começa julgamento de rapaz que tentou matar a ex em PG

Ponta Grossa

11 de fevereiro de 2020 15:33

Afonso Verner


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Foto: Divulgação
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João Carlos dos Santos está preso. Ele é acusado de tentativa de feminicídio contra Franciele Cristina Gonçalves

O Poder Judiciário inicia o julgamento de João Carlos dos Santos* nesta quarta-feira (12). O rapaz foi acusado pelo Ministério Público (MP-PR) por tentativa de homicídio pela utilização de meio cruel e por feminicídio. De acordo com a denúncia do MP, João tentou matar a ex-namorada, Franciele Cristina Gonçalves, no dia 3 de novembro do ano passado. A jovem sobreviveu, mas sofreu uma série de danos causados por um acidente vascular cerebral (AVC).

O crime foi cometido na rua Lambari, na região do Cará-Cará. Segundo a denúncia, João desferiu chutes na cabeça e teria jogado gasolina no corpo da garota. Os golpes desferidos pelo rapaz causaram graves lesões corporais na vítima. A investigação apontou ainda que o rapaz teria jogado gasolina no corpo de Franciele, “causando dor e sofrimento exacerbados”, como descreve a denúncia. A afirmação é questionada pela defesa do réu.

Franciele e João conviveram por aproximadamente seis anos e estavam separados há um ano e três meses. De acordo com o Ministério Público, João Carlos “apenas não matou Franciele em virtude de circunstância alheia à sua vontade” , já que terceiros impediram ele de continuar as agressões. A jovem recebeu pronto atendimento médico, sendo internada na Unidade de Tratamento Médico Intensivo (UTI) do Hospital Regional de Ponta Grossa.

O advogado Gustavo Madureira, representante de Franciele, informou que as lesões corporais graves “praticadas covardemente pelo réu” resultaram em graves seqüelas à saúde da vítima. “Entre elas cito o comprometimento da fala e da movimentação, hoje a vítima está impossibilitada de exercer qualquer atividade e necessita de tratamento médico constante, inclusive deve ser submetida a nova cirurgia”, contou o advogado.

O que diz a defesa

João é defendido pelo advogado Arauna Antenor Rodrigues. Segundo o defender, o julgamento será a oportunidade de “contraditar” a versão sobre o caso. Antenor sustenta a tese de que não houve agressão da parte do réu, mas sim uma discussão entre João e Franciele, seguida de empurra-empurra. A defesa diz que a jovem teria caído e batido a cabeça, causando o AVC.

Já sobre a presença de gasolina na cena, Araúna informou que João teria caído de moto e, por isso, suas roupas estavam encharcadas de gasolina que vazou do veículo após o acidente. Essas informações sobre o caso já teriam sido apresentadas pelo próprio João Carlos no depoimento prestado à Polícia Civil.

Início do julgamento   

O inicio do julgamento do acusado será nesta quarta-feira (12), a partir das 14h, quando devem ser ouvidos pela Justiça as testemunhas arroladas na denúncia, a defesa e interrogado o réu. Após essa etapa do processo, será decidido se o réu deve ir à Júri Popular. João está preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza e à disposição da Justiça.

* A única foto de João divulgada pelas autoridades mostra o rapaz apenas de costas

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