Em nota, Sindicato explica pedido de licença de servidores

Ponta Grossa

24 de março de 2020 18:31

Da Redação


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Segundo o sindicado, servidores que pediram afastamento fazer parte dos 'grupos de risco'

Em nota enviada à Redação do portal aRede, nesta terça-feira (24), o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa, explica as razões de alguns servidores da área de saúde terem pedido afastamento das atividades. A manifestação do sindicato aconteceu em razão de um pronunciamento do prefeito Marcelo Rangel, que se queixou das ausências num momento em que ‘a cidade realiza diferentes ações de enfrentamento ao coronavírus’.

Segundo o sindicado, ‘Esses servidores foram afastados por serem servidores dos grupos de risco, com mais de 60 anos de idade, servidores com doenças crônicas, gestantes e lactantes’. Esclarece também que ‘os servidores que pertencem a estes grupos de risco devem, por indicação médica, ficar em quarentena’.

Veja a íntegra da nota do Sindserv

"COMBATE AO CORONAVÍRUS

Após fala equivocada do prefeito, Sindserv sai em defesa dos trabalhadores da saúde

Em vídeo publicado nas suas redes sociais neste dia 24 de março, o prefeito Marcelo Rangel fala sobre o combate ao coronavírus e afirma que “muitos servidores da saúde pediram licença, se afastaram, pediram licença médica para não atuarem, muitos não ficaram nessa guerra”.

Não é verdade prefeito! Esses servidores foram afastados por serem servidores dos grupos de risco, com mais de 60 anos de idade, servidores com doenças crônicas, gestantes e lactantes

Alertamos o prefeito Marcelo Rangel que deve especificar quais servidores chamou de "naturalmente medrosos".  Já que os únicos afastamentos permitidos pelo Decreto 17.112, assinado pelo próprio prefeito no último dia 19 de março, são os sexagenários, doenças crônicas, gestantes e lactantes.

Fatalmente estes servidores se sentiram ofendidos e menosprezados. Na verdade, muitos desses trabalhadores relataram que gostariam de estar junto com os seus colegas de trabalho nesse enfrentamento à pandemia. 

Os servidores que pertencem a estes grupos de risco devem, por indicação médica, ficar em quarentena. Se esses servidores fizessem parte da linha de frente no combate ao coronavírus, como parece que desejava o prefeito, poderiam brevemente sair da linha do atendimento para um leito de hospital ou até mesmo para a UTI, pois como registramos, fazem parte dos grupos de riscos. 

“Não é uma questão de coragem ou de medo, prefeito. Tomar a decisão correta é sobretudo uma questão de responsabilidade e inteligência”, concluiu Roberto Ferensovicz, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa."

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