Produção de máscaras ajuda na renda de famílias de PG

Ponta Grossa

23 de maio de 2020 10:00

Da Redação


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A criatividade dos empresários garante a variedade de modelos, cores e preços para a população

O uso obrigatório de máscaras no Paraná como medida de prevenção ao coronavírus tem gerado renda para muitas pessoas que enxergaram uma oportunidade nessa situação crítica. Muitos são profissionais autônomos de diferentes áreas, que enfrentando dificuldades financeiras e até o impedimento de exercerem a sua profissão, estão ‘se virando’ e ao mesmo tempo contribuindo para todo mundo use máscara, e com estilo!  

O salão de beleza de Walquíria Gonçalves, situado no Jardim Paraíso, anda silencioso nas últimas semanas. Com o aperto nas despesas, os cuidados com os cabelos e unhas ficaram de lado. “E o movimento do salão, as clientes estão economizando porque estão dando prioridades para pagar contas, ir ao mercado, outras coisas”, conta a empresária que ultimamente passa a maior parte do tempo produzindo máscaras, uma ocupação que surgiu sem pretensão de lucro.

Walquíria, que se equilibra para cuidar dos dois filhos pequenos, da casa e do salão, começou fazendo máscaras para os membros da família, mas de boca em boca, as peças foram fazendo sucesso e agora garantem um reforço na renda familiar. “Tem me ajudado bastante, quase não dou conta das minhas encomendas, daí um vai passando para o outro, é o dia todo gente batendo aqui, e como eu faço muito por encomenda cada um escolhe o jeito que quer fazer”, relata.  As máscaras de estampas variadas são produzidas em tecidos tricoline e 100% algodão e comercializadas pelo Facebook a R$ 5, exceto pelos kits com tiara, que tem um preço diferenciado.

Originalidade

Quem também está produzindo máscaras personalizadas na cidade é o músico e empresário Mário Sergio. Baterista de duas bandas locais, mas sem poder fazer shows, Mário se mantém com a sua própria marca de vestuário, a GooTrip, criada há quatro anos e que agora, além de moletons, calças e camisas, também tem linhas criativas de máscaras. 

Segundo Mario, as que mais saem são as lisas, e em cores escuras, mas as estampadas também estão fazendo sucesso. Naruto, Dragon Ball, Bob Esponja, Coringa, Simpsons, são inúmeras opções que surgem de ideias dos próprios clientes. Confeccionadas em algodão na parte interna e poliéster na externa, as peças são vendidas por valores que variam entre R$ 5 e R$ 7. 

Além de garantir um retorno financeiro, as máscaras ajudam na divulgação da marca, já que muitos clientes que se interessam pelo item de segurança acabam aumentando a compra. “Esses dias eu vendi uma máscara do Goku para um menino, ele veio buscar e já viu uma camiseta, então está ajudando”, comenta Mário, que deixa seus produtos no salão de beleza da mãe, no bairro Nova Rússia.

Chique

Antes da pandemia, Isis Ribeiro trabalhava como juíza de paz e personal celebrant, e a sua sogra, Nice França, como costureira especializada em vestidos de festa, como formaturas e casamentos. Com as medidas de isolamento e sem eventos acontecendo, ambas ficaram sem trabalho, cenário que só mudou quando Nice começou a produzir máscaras.

Na linha de produção são vários estilos, todos seguindo as recomendações do Ministério da Saúde e com um clipe nasal para aumentar a sensação de segurança. São produzidas máscaras no modelo tradicional e bico de pato, lisas e estampadas, e as que mais chamam atenção com aplicação em renda e/ou paetês, e ainda tem os kits ‘mãe e filha e laço’, ‘mãe pai e filho (a)’ e ‘dono e pet (laço ou bandana)’.

Quem cuida das vendas é Isis, que tem usado principalmente as redes sociais para divulgar os itens que têm preço a partir de R$ 7 – dinheiro que ajuda a sogra e a nora a contornarem o momento difícil. “A produção de máscaras estilosas foi uma ótima alternativa. Como a gente trabalhava com eventos e foi tudo adiado tem ajudado bastante como renda extra... e com estilo e personalizado, sempre!”, comenta Isis.

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