Dr. Magno busca desvincular o carreirismo político

Ponta Grossa

26 de junho de 2020 20:38

Dhiego Tchmolo


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Dr. Magno é presidente municipal do PDT Foto: Divulgação
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Médico e vereador sinaliza que não irá carregar apenas a bandeira da saúde, cita apoio de outros partidos e cita que é candidato por não se sentir representado em Ponta Grossa

O médico e vereador Doutor Magno Zanellato (PDT), deu sequência à série de entrevista dos pré-candidatos à Prefeitura de Ponta Grossa nas eleições municipais de 2020. O parlamentar, que participou do ‘Doc.com na Rede!’, iniciativa do Portal aRede e Jornal da Manhã com o blogdodoc.com, citou que sua candidatura traz um diferencial: não estar ligada ao famoso carreirismo político. Confira os principais pontos da entrevista.

Veja a entrevista completa clicando aqui.

Por que ser prefeito? Qual intenção, ideia para a cidade?

Dr. Magno: Estamos com um projeto diferente, de um nome de uma terceira via. Alguém assim que não tenha seu nome consolidado na política. Eu entrei na política há três anos e meio como candidato a vereador pelo PDT. Nesse período concorri, depois de dois anos, a conjuntura política era extremamente favorável, a gente acabou soltando o nome como deputado estadual.

À época fizemos uma campanha praticamente sozinho, sem muitos apoios e fizemos uma votação expressiva. E, novamente vejo um cenário que nos permite colocar o nome, mas fundamentalmente uma proposição diferente: alguém que não pleiteia a vida pública assim como uma única opção de vida, uma carreira política única.

Eu sou médico, gosto muito da minha profissão, exerço ela da melhor maneira possível. Entrei na política para contribuir. A gente consegue notar que o Legislativo contribui bastante. Nós como podemos fiscalizar, temos um poder grande de influenciar nas decisões do Executivo. Mas, como Poder Executivo, aí você tem a caneta na mão.

O senhor é o presidente municipal do PDT. Existe conversa com outro partido para viabilizar a campanha?

Dr. Magno: Não somos ingênuos em pensar que o partido, por mais que seja médio ou grande, ele sozinho vai fazer, concretizar essa eleição. Precisamos de apoio. Estamos buscando isso desde que pegamos a presidência do diretório municipal de Ponta Grossa. Desde o final do ano passado estamos trabalhando intensamente nisso.

Não são questões fáceis. As pessoas que têm características, que se aproximam mais daquilo que você propõe. Temos alguns partidos: conversamos com o MDB, com sua direção municipal, estadual, e a conversa foi muito propositiva, muito boa. Acredito que existe uma proximidade muito grande, gostaríamos de ter o MDB nesse apoio.

Vejo que alguns partidos, evidente, do jeito que o ‘Magno’ procura, os outros pré-candidatos vão procurar esses partidos. Nós tivemos essa conversa, muito produtiva. Outro partido é o Patriotas. Tivemos uma conversa muito boa com o Avante.

Até as convenções, que foram postergadas por conta do adiamento das eleições, tem muitas conversas. Patriotas e Avante: o senhor acha que viabilizaria uma candidatura sua?

Dr. Magno: Acredito que nós viabilizaremos nem que formos independente. Se for só PDT, vamos propor a candidatura mesmo com o partido sozinho. Evidentemente, quanto mais forças agregarem, melhor. Mas, se não conseguirmos nenhuma força adicional, queremos participar mesmo que seja somente o PDT, nosso partido.

Temos um compromisso com o diretório municipal, uma chapa completa de vereadores, pessoas que acreditaram numa organização diferente do partido. Temos debatido um programa de governo com todos esses pré-candidatos a liderança da nossa cidade. Estamos trabalhando semanalmente a respeito dessas proposições.

O reflexo da pandemia do coronavírus será sentindo muito pelo próximo prefeito. Como o senhor enxerga isso?

Dr. Magno: Há pouco, antes de iniciar a pandemia, nós dentro da Câmara Municipal discutimos o orçamento do ano 2021, previsto em torno de R$ 1 bilhão. Hoje em dia só se formos inocentes pensar que vai manter esse orçamento. Deve ter caído aos mesmos números de 2020, se não caiu até um pouco mais.

Vamos trabalhar com o mesmo orçamento de R$ 700, 750 milhões. O estrago que foi feito nas empresas de Ponta Grossa, nós vamos ver esse reflexo no segundo semestre e evidentemente se concretizando no ano que vem. Mais uma vez falo que isso aí é mais um fomentador da necessidade de você fazer uma administração extremamente técnica, equilibrada.

Como o senhor avalia o enfrentamento da pandemia em Ponta Grossa?

Dr. Magno: É muito difícil um prefeito, numa novidade dessa, problema desse, muitas vezes tomar o caminho mais certo possível. Mesmo porque a gente não sabe qual que é o mais certo. Quando você começa a analisar o que já aconteceu e já passou, e depois de três meses decorridos, veja, nós fechamos a Câmara Municipal dia 23 de março. Reabrimos praticamente três semanas depois.

Estamos tendo sessões desde então. Mas, o comércio não abriu nesse período. Nós complementamos três meses num atendimento muito aquém daquilo que faz manter a empresa com as portas abertas. Para mim tá muito claro que isso, tudo vendo agora, retrospectivamente, e que a gente fechou com antecedência e agora a gente pode julgar.

Diante do cenário que o senhor expôs, com as dificuldades em futuro próximo, como seu plano de Governo lidará com isso?

Dr. Magno: Por que eu lanço meu nome a uma pré-candidatura à Prefeitura de Ponta Grossa? Porque eu não vejo o candidato A, B, C ou D me representar. Se eu achasse que têm alguns candidatos que me representassem, que eu realmente visse que tinha características de seriedade, com o trato com o dinheiro público, eu provavelmente iria apoiar esses candidatos.

Em detrimento da minha profissão, eu gosto muito da minha profissão, atuar como médico e não precisaria estar entrando na política para participar. Não consigo ver nessas pessoas, pré-candidatos, alguém que represente, que tenha essa seriedade. Vou dar um exemplo: na gestão atual e de tantas outras que já passaram, nós precisamos com o dinheiro, é um todo, você não tem mais do que isso aqui.

Sua bandeira em relação à campanha vai ser a saúde?

Dr. Magno: Eu tenho várias bandeiras. A saúde não tem como fugir da minha pessoa. A minha vida é uma vida dentro de hospital, área da saúde, atendimento as pessoas, aos problemas de saúde. Então, essa (área) tá em primeiro lugar. Mas, eu acho que tenho absoluta convicção que eu tenho uma vivência, algo que eu posso ver na questão da educação.

E, o que nós queremos no PDT? Estamos juntando 29 pré-candidatos. Mais de seis, sete, oito pessoas que são professores falando da educação o tempo inteiro. Nós queremos estar junto com pessoas dentro do próprio partido, temos pessoas que estão à frente da educação há anos, tem know hall dentro da educação. Como não vamos fazer algo interessante na educação, se estamos cercando de pessoas que conhecem muito bem da educação?

Direita e esquerda. Como o senhor se posiciona?

Dr. Magno: O equilíbrio é sempre no meio. Muitas vezes se fala no centro, parece algo que está em cima do muro, mas equilíbrio é o que precisa, isso que a gente tenta agregar. Eu sempre fui um profissional liberal e que imagino o nosso sistema gestor eficiente. Se o comando é estatal, ou se o comando é privado, isso é uma questão de capacidade e competência.

Se nós tivéssemos certeza absoluta que um comando estatal fosse realmente efetivo, eficaz, tivesse resultados maravilhosos, por que não estatal? Mas, o que a gente vê é influência política em cima da gestão. E, quando se tem apenas interesses políticos, a eficiência cai. Esse é o grande problema.

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