PG possui a menor incidência de dengue em todo o estado

Ponta Grossa

02 de julho de 2020 15:33

Da Redação


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Conforme os dados da FMS, foram confirmados 12 casos autóctones este ano no município Foto: Divulgação
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Conforme os dados da FMS, foram confirmados 12 casos autóctones este ano no município

O último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná indica um dado relevante para Ponta Grossa. De acordo com o documento publicado em 30 de junho, a cidade é a que possui o menor índice de incidência da Dengue em todo o Paraná.

Na semana epidemiológica de 31/2019 a 26/2020, Ponta Grossa apresentou uma incidência de 3,16 casos a cada 100 mil habitantes. Os dados de Dengue em um ano para o município foram de 249 casos notificados, 43 confirmados, 190 descartados e nenhum óbito. As cidades registradas com o maior número de casos suspeitos foram Londrina, Foz do Iguaçu e Maringá. Os números notificados chegaram a 51.974, 25.368 e 16.955, respectivamente. 

Até o momento, Ponta Grossa conta com 43 casos confirmados da doença, desde que um novo ano epidemiológico começou, em agosto de 2019. A contagem dos casos é feita com base no formulário padrão do Ministério da Saúde que contém a ficha de Dengue e Chikungunya. A partir dessa ficha, estabelecimentos de saúde preenchem e encaminham para o departamento de epidemiologia da Prefeitura, que são os responsáveis por calcular os casos.

“Com base nos dados da ficha e que são inseridos no Sistema de Informação, podemos fazer a contagem do número de notificados, confirmados e descartados, além de traçar o perfil epidemiológico dos casos confirmados”, explica a Coordenadora de Epidemiologia, Caroliny Stocco.

A Coordenadora da Vigilância em Saúde, Priscila Santos, comenta que o trabalho das Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e do Governo Federal, é principalmente, monitorar o índice de infestação e orientar a população sobre os cuidados a serem tomados. Mas é responsabilidade do cidadão manter a casa em condições sanitárias adequadas.

“É de suma importância que as pessoas façam um checklist em suas residências e eliminem, ou mantenham limpos e sem qualquer acúmulo de água, recipientes que possam vir a ser um foco de mosquito. Esse checklist precisa ser feito, pelo menos, de duas a três vezes por semana para evitar a proliferação do mosquito e é a mais efetiva ação contra o mosquito”, destaca Priscila. 

Priscila complementa que diante das análises realizadas pela Vigilância, constatou-se uma incidência maior relacionada ao mosquito da Dengue nos bairros Ronda, Santo Antônio e o Centro. Em Ponta Grossa, a vistoria contra o mosquito da Dengue é realizada pela equipe de Zoonoses da Prefeitura. O departamento é o responsável por fazer o levantamento rápido em quatro ciclos no ano, vistorias domiciliares e a cada quinze dias em pontos estratégicos, como cemitério e ferro velho. 

Atualmente, a equipe conta com 50 agentes, sendo 41 agentes das Unidades de Saúde e nove que atuam na coordenação da Zoonoses. Os agentes fazem as vistorias de acordo com a localidade mais próxima, visando eliminar os criadouros do mosquito da Dengue, além de incentivar e orientar a população sobre os cuidados. “As pessoas podem contribuir fazendo vistoria pelo menos uma vez por semana no quintal de suas casas, verificando recipientes com água parada e quando houver lixo acumulado, dar o destino correto”, afirma o Coordenador do Controle de Zoonoses, Leandro Monteiro Inglês. 

Mesmo Ponta Grossa sendo uma das cidades com o menor número de casos registrados de Dengue, é necessário manter os cuidados para que esses números se mantenham baixos. A Dengue é uma doença transmitida por um vírus, através da picada do mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em locais com água parada.

Em Ponta Grossa, nos últimos três anos, o número de casos notificados da doença subiu de 20 para 199. Quanto aos casos importados que foram confirmados, aumentou de zero para 33. Enquanto que os autóctones foram de um para 12, de acordo com dados da Gerência de Epidemiologia, da Fundação Municipal de Saúde. 

“Se descuidarmos agora, que é onde normalmente os insetos estão com o metabolismo mais lento por estar frio, no calor os transmissores da doença se proliferam. Então, se a gente fizer a tarefa de casa, independente se é calor ou não, quando chegar no verão a gente vai ter menos casos”, alerta Priscila.


Serviço:

Para denunciar casos de descuido com a Dengue e risco com a saúde pública, a população pode ligar no telefone 3220-1015, ramal 4094 ou 4095. 

Com informações da Assessoria de Imprensa

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