Rangel ataca ação para impedir cessão de imóvel à PM

Ponta Grossa

01 de agosto de 2020 13:04

Da Redação


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Imóvel onde fica a Casa da Memória deve ser cedido à PM pela Prefeitura Foto: Divulgação
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Prefeito diz que oposição tenta impedir que imóvel onde fica a Casa da Memória seja cedido à Polícia Militar para nova sede da 1ª Companhia

O prefeito Marcelo Rangel (PSDB) usou as redes sociais na manhã deste sábado (1º) para fazer duras críticas a opositores. Segundo ele, a oposição “tenta impedir que Rangel coloque a Polícia Militar na casa em frente à Maria Fumaça”, citando uma ação do Conselho Municipal de Políticas Culturais que quer manter a Casa da Memória funcionando no imóvel.

O chefe do Executivo refere-se à ação proposta junto ao Ministério Público do Paraná (MPPR) que aponta três supostas irregularidades na cessão anunciada por ele nesta semana. “Precisamos sim preservar aquele patrimônio que hoje está sendo depredado por vândalos e maconheiros que dias atrás botaram fogo nas paredes internas do prédio, quebraram vidros, picharam tudo e até fizeram necessidades na Maria Fumaça”, disse Rangel ao justificar a importância da ter uma base da PM naquele local, acrescentando ainda que pedestres que frequentavam o Parque Ambiental já foram atacados quando passavam por ali.

“O prédio com a 1ª Companhia será um símbolo de segurança e logística para o deslocamento rápido e atendimento, terá recursos para restauro (…) e voltará para as famílias como patrimônio lindo da nossa história”, argumenta. Rangel ainda acrescenta que a Casa da Memória será transferida para a Mansão Vila Hilda, onde fica a sede da Fundação Municipal de Cultura, e critica o que chama de “oposição raivosa” que quer “causar polêmica política devido ao ano eleitoral”.

Ele também lembra que opositores tentaram impedir a restauração da Estação Saudade quando houve a cessão do imóvel à Fecomércio. “(…) entraram com ações na Justiça contra o nosso projeto da Estação Saudade (alguém lembra?) dizendo que era uma vergonha fazer a concessão à Fecomércio, e o que era a cracolândia em 2013 hoje é nosso maior cartão postal”, conclui o prefeito.

Argumentos do Conselho

Uma das explicações para a ação que tenta barrar a cessão do imóvel à Polícia Militar lembra a lei 13.026/2017, que institui o Plano Municipal de Cultura, tem entre seus artigos a garanti de que “imóveis de uso cultural do Município (Estação Saudade, Estação Arte, Mansão Vila Hilda, Estação Paraná, Casa da Dança, Cine Teatro Ópera, Centro de Cultura e Concha Acústica Carlos Gomes) permaneçam dentro da área de cultura com finalidade de valorização cultural e histórica da cidade”.

Além disso, há o argumento de que a lei 5.018/94, que cria a Casa da Memória de Ponta Grossa, estabelece que “sua instalação será feita no imóvel denominado Estação Paraná, de propriedade do Município, tombado pelo Patrimônio Histórico da Secretaria de Estado da Cultura, de 1990”. Por fim, os conselheiros também dizem que não foram ouvidos sobre a proposta de cessão do imóvel e classificam o anúncio de Rangel como “decisão unilateral”.

Mudança de sede

No ano passado, todo o acervo da Casa da Memória foi transferido para um imóvel alugado pela Fundação Municipal de Cultura para que o telhado da Estação Paraná fosse reformado. Até agora, os documentos não foram devolvidos para a sede oficial da entidade responsável por preservar a história do município. Caso a instalação da 1ª Companhia da PM seja confirmada, a Casa da Memória ficará na Mansão Vila Hilda. Hoje, a sede da 1ª Cia fica no Parque Ambiental, próximo ao Shopping Palladium.

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