Após seis meses do 1º caso de Covid, PG inicia retomada

Ponta Grossa

18 de setembro de 2020 20:30

Dhiego Tchmolo


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Atividades, como galerias, foram reabertas nos últimos meses Foto: Cristiano Barbosa
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Ações tomadas durante mais de 180 dias permitem que município retome, gradualmente, várias atividades

Neste dia 21 de setembro, segunda-feira, Ponta Grossa completa exatos seis meses do primeiro caso do novo coronavírus no município, passando pelo maior número de infectados e mortes nos últimos meses. Contudo, ações, decretos e medidas tomadas pela Prefeitura Municipal, Fundação Municipal de Saúde (FMS) e outras secretárias, além do apoio do Legislativo e Judiciário ponta-grossenses, permitiram que os efeitos fossem mitigados, tornando o Município uma referência no combate à Covid-19.

Segundo a atualização dessa sexta-feira (19), da Saúde, Ponta Grossa chega próximo aos seis meses da pandemia com 4.299 casos confirmados, 2.645 recuperados e 1.517 em isolamento domiciliar. Em relação as vítimas fatais, Ponta Grossa foi a última grande cidade a registrar um óbito confirmado pela doença, no dia 9 de junho, 80 dias após o primeiro caso registrado. De lá para cá, o total de mortes cresceu, com 84 vítimas fatais até o início da noite da última sexta-feira.

Uma das principais inovações em Ponta Grossa, que permitiram um controle mais e entendimento mais efetivo da pandemia no município, foi a inclusão da ‘Estatística Georreferencial Covid-19’ no site da Prefeitura. Desta forma, pode-se compreender quais regiões, bairros e localidades possuíam maior impacto de contaminados, com uma série de dados demonstrativos, como por faixa etária, sexo e aumento de infectados por dia.

Assim, Ponta Grossa chega a seis meses com mais de 35 mil notificações, mais de 5 mil descartados e quase 26 mil suspeitos. Tanto para homens, quanto para mulheres, de 21 de março até o último levantamento, as faixas etárias que estão em fase ativa de trabalho entre 21 a 30 anos e 31 a 40 anos, corresponderam ao maior número de infectados.

Os decretos da Prefeitura permitiram que esses efeitos fossem controlados e tornassem Ponta Grossa uma referência (que continua com os seis meses completos): desde o início, o poder público tomou ações para garantir o funcionamento do comércio, sem a implementação do lockdown. O escalonamento, que se mostrou eficiente, diminui os impactos negativos na economia.

Ainda, houve a prorrogação do prazo de recolhimento do ISS por parte dos contribuintes do Simples Nacional. Houve a viabilização de crédito para micro e pequenas empresas, complementando as ações para diminuir o contágio sem onerar o setor privado. Para fechar as ações dentro dos seis meses, o pioneirismo no uso de máscaras, proibição de eventos e retomada gradual de inúmeras atividades.

Em complemento, ações como o incentivo ao delivery, permitem que, gradualmente, Ponta Grossa possa retomar vários setores de forma antecipada.

Cidade se destaca entre as grandes

Seis meses após o primeiro caso, os números de Ponta Grossa continuam mostrando que o município vem tendo menos infecções e mortes entre as cidades com mais de 200 mil habitantes, segundo a Secretaria do Estado da Saúde (Sesa), que não tem a mesma atualização das secretarias municipais: em Curitiba, são 34,8 mil casos, com 1.176 mortes; em Londrina, o número de infectados é de 8.9 mil, enquanto  218 pessoas perderam a vida pela doença; na vizinha Maringá, o número de casos é 6,7 mil, com 119 óbitos no total; Cascavel conta com 7,1 mil infectados e 130 mortes; em Foz do Iguaçu, são 5,5 mil confirmados e 81 mortes; e, em São José dos Pinhais, são 3,3 mil casos positivos, com 148 mortes. Neste recorte, Ponta Grossa tem 3,2 mil casos e 84 mortes.

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