Krum cita que casos da Covid devem diminuir em outubro

Ponta Grossa

21 de setembro de 2020 18:53

Dhiego Tchmolo


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'Efeitos' do feriado de 15 de setembro podem atrasar queda nos infectados de PG Foto: Divulgação
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Vice-reitor da UEPG sinalizou, em live ao Portal aRede, que queda do contágio segue modelos científicos observados na região – e reforça importância de medidas sanitárias

O município de Ponta Grossa completou seis meses do primeiro caso positivo do novo coronavírus nessa segunda-feira, 21 de setembro, com perspectiva de diminuição de casos nas próximas semanas. Para elucidar quais ações foram tomadas, medidas e estratégias a serem adotadas e previsão do comportamento da doença, o Portal aRede e Jornal da Manhã entrevistou o vice-reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), professor Doutor Everson Krum.

Segundo o gestor, o comportamento da doença pode ser comparado com regiões do Paraná e a própria Curitiba. Dessa forma, Ponta Grossa estaria ‘duas ou três semanas’ atrás da capital (que vem tendo a diminuição de casos), mas que é preciso analisar as consequências do feriado de 15 de setembro, aniversário do Município, que pode influenciar no índice de contaminação de acordo com as aglomerações que ocorreram.

Para elucidar esses pontos, o vice-reitor destaca os métodos que são utilizados para fazer estas projeções. “A ciência consegue identificar, mapear e demonstrar alguns caminhos que a doença apresenta: os índices de infectados no mundo, pacientes que vão precisar de hospitais, pacientes moderadores, graves. Isso a ciência conseguiu acompanhar e está reproduzindo na nossa região”, aponta o especialista.

Após essa análise, Ponta Grossa pode ter uma diminuição de casos e efeito contrário da curva ainda em outubro. “Se houver o comportamento semelhante (ao verificado em outras regiões), pode, dentro de umas duas a três semanas, a diminuição do número de casos e aí assim se começa a planejar algumas atividades a mais, mas com muito cuidado”, explica Krum.

Essa retomada gradual, complementa o vice-reitor, precisa acontecer com determinadas restrições, principalmente em grupos que podem aumentar a disseminação. “Algumas dessas atividades não pode incluir aglomeração de adultos jovens, até cerca de 18 anos, e crianças, visto que eles acabam se aglomerando, adquirem o vírus, são assintomáticos, tem uma boa resposta. Mas, eles são transmissores e acabam transmitindo para aqueles do grupo de risco: diabéticos, hipertensos e os idosos. E, aí assim, pode ter um aumento do número de casos, que o que estamos acompanhando no Hemisfério Norte”, conclui Krum.

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