Em PG, pastor é preso suspeito de violentar a filha adotiva

Ponta Grossa

30 de setembro de 2020 14:35

Afonso Verner


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Homem atua como pastor e guarda municipal de cidade no interior de São Paulo. Garota foi adotada após ser abusada pelo pai biológico

Um homem foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (30), em Ponta Grossa - o homem foi preso suspeito de violentar a própria filha adotiva, uma menina de 13 anos de idade. De acordo com as autoridades, o homem é pastor e atua como Guarda Municipal (GM) na cidade de Capivari, no interior do estado de São Paulo. A criança já havia sido abusada pelo pai biológico. O pastor e a família fugiram para Ponta Grossa e uma ação conjunta das Polícias Civis de SP e do PR viabilizou a prisão. 

Segundo as autoridades, a vítima, uma menina de 13 anos de idade, foi adotada pelo pastor e pela esposa depois de ser abusada sexualmente pelo próprio pai - o responsável por essa primeira agressão foi preso. Após a prisão do agressor, o pastor e a esposa solicitaram a guarda da menina junto ao Poder Judiciário e a garota morou com o casal entre o final de 2019 e julho de 2020.

Em agosto de 2020, a mãe biológica da vítima, após retomar a guarda da criança, notou fatos estranhos que estariam acontecendo com a criança e o Guarda Municipal / pastor. A mulher chegou a surpreender a criança dormindo em seu quarto, em companhia do acusado - ambos estariam enrolados em um lençol. Foi após isso, que a mãe da vítima registrou a ocorrência. 

Testemunho da mãe

A mãe da criança contou que o pastor estava se comportando de modo incomum, tendo presenteado a filha com dois celulares, já que a criança já não estava mais residindo em sua companhia. Segundo a Polícia, como se não bastasse, o primeiro celular havia sido danificado pela esposa do acusado - a mulher ameaçou a integridade física da criança, pois, segundo a polícia, tinha conhecimento da prática criminosa.

Ainda no testemunho, a Polícia soube através dos autos que a mulher do acusado ofendia constantemente a integridade física da criança, lhe submetendo a condições de tortura física e psicológica. Segundo as investigações, em alguns períodos em que manteve a guarda da menina, o pastor proibiu a garota de sair de casa e ela ainda era obrigada a ler a bíblia como forma de punição pelos seus atos.

Após, ser registrada a comunicação do crime nesta Unidade Especializada em Defesa da Mulher, o acusado, fugiu de Capivari, tomando rumo incerto e ignorado. O homem fugiu logo após ter a prisão pedida pela delegada Maria Luisa Dalla Bernardina Rigollin. 

Prisão

Depois de quase dois meses foragido, através de trabalho de inteligência policial da Polícia Civil de Capivari e da Polícia Civil de Paraná, o acusado foi preso em Ponta Grossa foi encaminhado para o município de Capivari/SP a fim de ser submetido a interrogatório e depois colocado à disposição da Justiça. 

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