Pietro ressalta intenção de governar “para as pessoas”

Ponta Grossa

28 de outubro de 2020 19:40

Afonso Verner


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Foto: Imagem: Cristiano Barbosa
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Candidato a vice-prefeito na chapa de Mabel Canto (PSC), o advogado Pietro Arnaud (PSB) tem experiência em diversas áreas dos serviços públicos

Cumprindo o segundo mandato como vereador na Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG), Pietro Arnaud (PSB) busca alçar voos maiores em 2020. O advogado é candidato a vice-prefeito na chapa liderada por Mabel Canto (PSC). Ao lado de Mabel, Pietro defende um governo “para as pessoas” e maior participação popular na Prefeitura de Ponta Grossa. 

Pietro foi sabatinado nesta quarta-feira (28) na redação do Jornal da Manhã e do portal aRede. Acompanhe:

Jornal da Manhã: Explique como se deu essa decisão de ser vice da Mabel?

Pietro Arnaud: É uma grande alegria para mim esta oportunidade, estou ocupando este espaço de candidato a vice-prefeito, especialmente por ser a Mabel Canto a candidata a prefeita. Ela é uma deputada austera que em dois anos economizou mais de R$ 1,6 milhões na Assembleia. Mabel é uma mulher de caráter, tem condutas no seu dia-a-dia que a tornam admirável e eu também a admiro muito. Eu fui líder de oposição no primeiro governo do prefeito Marcelo Rangel, embora nós tivéssemos uma candidatura à reeleição a vereador, supostamente fácil, embora nenhuma candidatura é fácil. Inclusive quero elogiar todos os candidatos a vereadores e também aos candidatos a prefeitos pela coragem em um momento de tanta dificuldade em nosso país colocar os seus nomes à disposição.  Apesar de alguns serem adversários, vendo pessoas disputando isso é muito importante para todos nós. Eu tenho formação em Direito, eu tenho 37 anos, eu sou casado com a Patrícia, eu sou pai da Aurora e da Valentina, sou formado em Direito e tenho curso superior em Gestão Pública Municipal. Então, eu advogo, tenho minha autorização pela OAB e tenho curso superior na administração pública. Eu não gosto de falar que conheço tanto, mas é um fato que nós estudamos e trabalhamos a administração há 16 anos e me sinto preparado para exercer o cargo e ajudar a Mabel para governar a cidade.

JM: Você teve uma participação no Procon no governo Pedro Wosgrau. Como isso aconteceu?

Pietro: Sim, eu comecei a trabalhar na Secretaria de Administração e Negócios Jurídicos. A Guarda Municipal, Praça de Atendimento, Arquivo Público Municipal e outros departamentos importantes do município eram desta secretaria.  E nos dois últimos anos e meio, eu estive na administração e a oportunidade de ser chefe do Procon, onde eu desenvolvi um papel especial, fico bastante contente com a postura e da evolução do órgão quando estava a frente dele. 

JM: A Mabel também é advogada e muitos candidatos têm falado em experiência administrativa. Passar por órgão administrativo é fundamental?

Pietro: Dizem que a política é algo amoroso para com o povo. O que eu acho essencial para o administrador é o carinho que ele tem com as pessoas e a possibilidade que ele tem de poder se colocar no lugar das pessoas. Isso é especial. Apesar de eu lecionar numa faculdade disciplinas do curso de Direito [Direito Ambiental e Direito das Cidades], e me considero uma pessoa técnica. Eu digo para você que o que faz para administrar uma cidade é o coração. É a força de tomar as decisões mais acertadas e a coragem de tomar as melhores decisões. Eu e Mabel somamos esses inúmeros fatores. Ela administra um gabinete que é gigantesco e ela economizou, faz administração, gastou quase nada de verba. Ela é uma administradora de fato e tem muita a agregar para a cidade como mulher, mãe e forte que ela é. Aliás todas as mulheres são fortes, Mabel é uma delas. Queria aproveitar a data de hoje para parabenizar todos os servidores públicos, que nós queremos fazer um mandato muito parceiro com os servidores públicos, que muitas vezes são desvalorizados em nosso país.

JM: Sobre o Transporte público, sua chapa comentou ideias das praças de integração, das faixas preferenciais para ônibus e outras medidas. Explique como vai ser o trabalho para a próxima concessão?

Pietro: Primeiro é importante salientar que em épocas de campanha eleitorais, muitos fazem politicagem. A cada 4 anos vemos muita gente discutindo, mas sem um embasamento técnico, fazendo politicagem em cima disso. Em nossa chapa entendemos que o transporte coletivo é vital e essencial para toda cidade, precisamos cuidar disso. Em 2002 o transporte público perdeu 400 mil passageiros. São 700 mil passageiros no mês. Isso faz com que a tarifa sofra um impacto negativo, sujeitando aumentar o valor pago. Tem muita gente deixando de utilizar o transporte coletivo. Precisamos dar iniciativas para as pessoas se sentirem bem no transporte e precisamos discutir um modelo. Nós queremos criar um grande conselho de comunidade, que junto com outros conselhos municipais que, no meu ponto de vista, vem sendo desrespeitados. Queremos fortalecer estes conselhos e debater com eles as próximas alternativas, neste momento oportuno para discutir o transporte coletivo. Nós temos como projeto no transporte além das faixas preferenciais, para que os ônibus possam chegar em seus locais com mais velocidade e menos desgaste do cidadão. Nós também queremos trazer as praças de integração. Essa proposta foi feita para os servidores da Autarquia que não prestigiaram. Nós acolhemos esta proposta e o próprio governo acabou divulgando. A ideia para as praças de integração é fazer uma integração temporal, sair de um ônibus e entrar em outro ônibus sem precisar pagar. O professor Igor da UEPG publicou um estudo que destaca ser mais sofre o impacto do transporte público sobre o desempregado. Nós temos que cuidar desta pessoa. É preciso entender o perfil de cada local. O empregado e a própria empresa paga o transporte para o trabalhador. E para o desempregado? Precisamos resolver esta questão. Estamos andando nos bairros e ouvimos as pessoas. Fala-se muito em novos terminais, como o terminal do Santa Paula. Perguntamos... vocês querem descer em outro terminal? Eles falam que não, eles querem ir direto ao centro. Nós vamos ter uma praça de integração lá que vai direto para o terminal. Mas é preciso de estudo, importante que as pessoas tenham o cartão eletrônico para prever a movimentação na cidade. Falar em bilhete único poderia ser interessante há sete anos, agora infelizmente é uma grande bobagem.

JM: Sobre a geração de emprego, como deve agir o administrador como prefeito e vice?

Pietro: Não depende muito de estudo e sim de sensibilidade. É preciso demonstrar confiança e dar confiança para investir em Ponta GRossa. Nós temos quatro eixos que dão o norte no nosso plano de governo: austeridade e transparência, mostrando para a cidade que é possível ser transparente. Nós queremos transformar a Controladoria Geral do Município em secretaria de governança e transparência. Essa secretaria vai ter uma grande responsabilidade de abrir tudo que está fechado na prefeitura. As pessoas precisam ter acesso a essas informações. Neste eixo de austeridades vamos cortar 50% dos cargos de confiança que vão permitir nós economizar R$ 40 milhões em quatro anos. Dinheiro que queremos investir em saúde, educação e qualificação profissional. Temos o segundo eixo que é a Cidade para todos e trata diversos assuntos, como meio ambiente, saúde e educação. Também temos o terceiro eixo que é a política para as mulheres e o quarto eixo que é a retomada econômica para PG. Nós temos uma grande preocupação e estão sendo feitos estudos pela própria Associação Comercial, em parceria com outras entidades, sobre a retomada econômica. Essas pesquisas concluíram que há necessidade de desburocratização. Precisamos dar abertura de empresas e investir em tecnologias e aplicativos e no respeito aos estudantes que estão em universidades aqui de PG. 

JM: Tem algum programa que consta no governo de vocês que será extinto, reformado, ou vão ser dado continuidade?

Pietro: É preciso ampliar os programas que funcionam. É chegado o momento que de se descartar esta situação de que entra um novo administrador muda os nomes dos programas antigos, ou esconde os projetos antigos. Precisamos cuidar dos projetos que funcionam. O PDT criou uma grande proposta no Restaurante Popular, que estão sendo copiadas, aliás outras propostas nossas também estão sendo copiadas e faz parte do processo. A proposta é descentralizar o restaurante popular para as comunidades.

Vamos ter uma tecnologia, um programa específico sobre esse assunto, melhorar a qualidade de alimentos desta população, ainda mais aqueles que estão sobrevivendo apenas com o auxílio emergencial. Precisamos melhorar estes programas. Toledo têm mais de 4 restaurantes populares. Nossa proposta é sem amarras, não pensamos na Prefeitura como negócio e isso permite tomar decisões corretas, sem vínculos com empresas e terceiros.

JM: Além e Roberto Mongruel, existem outros nomes de secretários?

Pietro: Nós não estamos debatendo com as pessoas e os grupos políticos os cargos de secretário. Vamos fazer uma reforma administrativa, nós estamos fazendo uma campanha livre, sem muitos recursos, sem o fundo eleitoral e isso nos permite numa campanha simples e modesta. Não temos compromisso em quem são as pessoas que vão sentar no lugar de secretário. Precisamos nomear pessoas técnicas e corretas e também ter sensibilidade. A Prefeitura deve ser pensada como em todas as pessoas.

JM: A candidatura de vocês é de esquerda ou é de direita?

Pietro: O Aliel é o único deputado federal em atuação no momento. É o responsável de muitos recursos que vem para PG. Ele foi o deputado que mais trouxe recursos para a cidade e frequentemente é homenageado pelos seus posicionamentos e seu trabalho. Quando a gente vê esse debate superficial, percebemos que a própria Câmara Municipal, onde vemos políticos que entendemos como de direita fazendo programas de esquerda. E políticos que da,os a entender de esquerda fazendo programas de direita. O que queremos ultrapassar é este discurso direita e esquerda. Queremos governar para a as pessoas, queremos colocar o ser humano no centro da nossa atenção, fazer uma aliança por PG para governar para todas as pessoas.

JM: Qual a proposta para a saúde pública?

Pietro: Tem muitos recursos sendo investidos. Queremos revolucionar a saúde, fazendo algo que é simples. Sem grandes construções, nós queremos cuidar das pessoas, que é muito mais importante que fazer um prédio. Cuidar do ser humano é mais importante do que isso; Nós queremos fortalecer a atenção básica. No passado, PG teve uma visão hospitalar. Nós queremos fortalecer a atenção básica criando as policlínicas, com uma equipe multidisciplinar atendendo as pessoas, atendendo dentro da atenção básica. Cuidando muito bem das unidades básicas de saúde. Essas policlínicas da saúde podem revolucionar a vida das pessoas. Pois vai dar uma atenção integral para as pessoas, cuidando da saúde corporal mental e dando a atenção necessária para elas. Dar atenção básica para elas. Mudando a vocação do PS [Pronto Socorro] e fazendo as cirurgias eletivas e os mutirões com consórcios. Nós devemos fortalecer os consórcios e pensar em nossos irmãos que estão na cidade vizinha que às vezes não tem especialistas. Enquanto falam em fazer planos de saúde municipal, nós queremos cuidar do SUS, investir no SUS e nos servidores que estão lá na unidade básica de saúde. 

JM: Sobre o Mercado Municipal, este governo teve a iniciativa de revitalizar o espaço e a empresa não cumpriu no que se comprometeu. Qual a proposta de vocês para o Mercadão?

Pietro: Como não temos nenhumas amarras, vamos deixar essa decisão pelo Conselho de Comunidade. A população precisa tomar uma decisão, porque foi entregue a uma empresa com pouca credibilidade em uma parceria pública privada de 35 anos que tem sido muito desgastante para toda a cidade. Tombaram literalmente nosso Mercado Municipal e isto foi muito triste. Mas o que a população tem que debater é o que fazer com o terreno do Mercadão Municipal. Pelo que parece a Prefeitura “passa a mão” e protege a empresa. Não recebi informação de multas ou de rompimento de contrato.

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