Marca-passo: quando usá-lo e como é viver com o aparelho

Ponta Grossa

29 de outubro de 2020 13:47

Da Redação


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A vida da pessoa que usa marca-passo tem suas peculiaridades Foto: Divulgação
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Aparelho monitora a atividade elétrica do coração, identifica se houve interrupção, irregularidade ou lentidão e atua na correção para manter o ritmo cardíaco

Quando o ritmo das batidas do coração não está regular, uma das alternativas para solucionar o problema é o marca-passo. O aparelho monitora a atividade elétrica do coração, identifica se houve interrupção, irregularidade ou lentidão e atua na correção para manter o ritmo cardíaco em uma frequência mínima.

A necessidade de intervenção cirúrgica talvez seja o motivo de maior preocupação dos pacientes. Conforme o caso, a colocação dele pode ser provisória, quando o quadro é reversível; ou definitiva, quando se trata de um problema crônico.

Em geral, a pessoa que vive com um marca-passo tem uma vida normal, sendo orientada pelo cardiologista sobre quais exames devem ser feitos e quais cuidados deve adotar. Mas, quando é realmente necessário colocar o aparelho?

Quando se torna uma opção?

O médico é o profissional responsável por considerar se o marca-passo é necessário para o paciente diagnosticado com alguns casos de arritmias, doença do nó sinusal, bloqueio atrioventricular, hipersensibilidade do seio carotídeo.

O equipamento também é indicado quando são detectadas pausas de mais de três segundos entre as batidas ou para quem tem bradicardia: frequência muito baixa, menor que 40 batimentos por minuto - o normal está entre 60 e 90. Nesse caso, a pessoa pode ter tonturas, vertigens, desmaios, cansaço, falta de ar e edema. Com o marca-passo, a ocorrência dos sintomas pode diminuir ou desaparecer.

Conforme as queixas dos pacientes, o especialista pode solicitar vários exames para investigar as causas e determinar os possíveis tratamentos. Um eletrocardiograma (ECG) é um dos pontos de partida de detecção de problema referente ao ritmo dos batimentos cardíacos.

Outro exame que pode ser solicitado é o monitoramento com o holter digital. Trata-se de EGC gravado continuamente por 24h, que ajuda na investigação de arritmias cardíacas, isquemia miocárdica silenciosa, síncope e avaliação de marca-passo, contribuindo para identificar possíveis complicações. Por meio de um software, são analisadas a variabilidade de frequência cardíaca para avaliação do sistema nervoso autônomo e a estratificação de risco de morte súbita.

Colocação do aparelho

Quando a necessidade é comprovada, o marca-passo é colocado em uma cirurgia que dura entre 1h e 2h. O paciente recebe anestesia geral ou sedação e analgesia para ficar mais confortável. O médico fará um corte de cerca de 5 cm no peito, embaixo da clavícula ou no abdômen.

Ao coração são acoplados eletrodos que identificam alterações nos batimentos cardíacos. Os cabos são ligados a um gerador de bateria que abastece o funcionamento dos eletrodos e gera impulsos para normalizar o ritmo das batidas. O marca-passo substitui o sistema elétrico natural do coração para atender às necessidades do organismo.

Na etapa da recuperação, o curativo deve ser trocado ou limpo de acordo com a técnica utilizada para fechar a pele. A alta pode ocorrer em até dois dias, dependendo do quadro. No primeiro mês, é recomendado repouso, não carregar peso, evitar dirigir e mexer no lugar onde o gerador foi colocado, além de manter contato constante com o cardiologista.

Vivendo com marca-passo

A vida da pessoa que usa marca-passo tem suas peculiaridades. O cardiologista vai monitorar de forma periódica a duração da bateria do marca-passo, que varia conforme o uso. Quando estiver perto de acabar, o paciente será submetido a uma cirurgia para a troca do gerador.

As orientações gerais são para evitar atividades que atinjam o aparelho e movimentos repetitivos ou bruscos no braço do lado em que ele foi colocado.

Quem porta um marca-passo deve avisar antes de passar por alguns sistemas de segurança, como os instalados em bancos, por exemplo, e quando for solicitada uma ressonância magnética ou fisioterapia. Máquinas que criam campo magnético podem causar interferência no aparelho.

Atividades físicas devem ser liberadas pelo médico para estar adaptada às necessidades e ao quadro do paciente. Costuma ser recomendado evitar esportes de contato, lutas e levantamento de peso. Em caso de algum mal-estar, recomenda-se entrar em contato imediato com o cardiologista.

 

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