“A defesa do SUS deve ser compromisso do prefeito”, diz Gadini

Ponta Grossa

29 de outubro de 2020 21:00

Da Redação


Relacionadas

Mulher de 65 anos é a 160ª vítima da Covid-19 em PG

Mabel Canto responde comentários de seguidores do portal aRede

Ponta Grossa bate novo recorde de casos da Covid

Grupos de Mabel e Elizabeth lutam por maioria na Câmara de PG
PG tem 2º turno inédito para eleger primeira prefeita da história
Beto Preto diz que Paraná está perto do colapso
Professor Dalmo deixa o hospital após 39 dias de luta
Foto: Arquivo JM
PUBLICIDADE

Candidato do PSOL defende o fortalecimento de políticas sociais de saúde e a valorização dos servidores públicos

 “Não podemos silenciar diante da ameaça do governo federal de privatizar o Sistema Único de Saúde”, defendeu o candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em conversa ao vivo no Facebook com a participação das servidoras públicas Dra. Albertina de Miranda Soares (professora da UEPG há 23 anos) e Tereza Miranda (Assistente Social em PG há 25 anos), realizada na noite da quarta-feira (28).

O governo Bolsonaro publicou na segunda-feira (26) o decreto 10.530, que propõe estudo para privatizar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde. Após pressão de entidades da área da saúde e parlamentares, que se mobilizaram para reverter a medida, na quarta-feira (28) a presidência revogou o decreto.

“Em plena pandemia mundial da Covid-19, que já causou a morte de 158 mil pessoas no Brasil, e na mesma semana em que se comemora o dia dos servidores públicos, Bolsonaro mostra claramente o projeto de país que ele e seus aliados defendem: privatizar serviços essenciais”, alerta professor Gadini. “Nossa luta em defesa do SUS é permanente e representa pauta primordial para a gestão pública das cidades”, defende o candidato.

Durante 60 minutos, professor Gadini, Tereza Miranda e Albertina Soares apresentaram dados que revelam a importância do SUS, inclusive no que diz respeito às ações e atendimento por servidores públicos que atendem a saúde, seja nas UBS’s, hospitais, laboratórios e vigilância sanitária. Atualmente, a cada 10 pessoas, 8 dependem exclusivamente do atendimento do SUS, o que representa, de 80 a 90% da população, segundo estimativas do próprio Ministério da Saúde.

Embora tenha sido revogado, as convidadas alertaram para o fato de que Bolsonaro pode reeditar o decreto de ataque à saúde da população. “Vivemos é uma cultura de crise, onde o governo promove o desmonte dos serviços públicos para propor uma solução mágica, enganando as pessoas de que o estado não tem como manter os atendimentos e por isso a inciativa privada poderia resolver, promover melhorias e modernizar o sistema. Foi osso que aconteceu com a reforma da previdência”, afirma Albertina.

Professor Gadini destaca que os mesmos parlamentares que votaram junto com o governo de Michel Temer (MDB) pela ‘PEC do teto dos gastos” (PEC 55/2016), que congelou por 20 anos recursos destinados à saúde e educação, votaram favoráveis e aprovaram, em abril deste ano, o repasse de R$ 1,2 trilhão aos bancos.

O decreto foi assinado pelo presidente Bolsonaro e o Ministro da Economia, Paulo Guedes. “É um dado revelador, pois não é o ministro da saúde que assina, mesmo em plena pandemia”, ressalta Tereza Miranda. “O 28/10 é um dia de luta em homenagem aos servidores públicos e luto por mais esse ataque do governo. Devemos cobrar dos políticos que elegemos, valorizar profissionais técnicos do serviço público e fortalecer os conselhos para fiscalizar a aplicação correta do dinheiro público”, conclui Tereza.

As informações são da assessoria.  

PUBLICIDADE

Recomendados