PG lidera a geração de empregos no Estado do Paraná

Ponta Grossa

29 de outubro de 2020 17:59

Fernando Rogala


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Setor da indústria foi o segundo que mais se destacou na geração de emprego em Ponta Grossa Foto: Arquivo JM
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Entre janeiro e setembro, Ponta Grossa criou 3.140 novas vagas de trabalho, resultado que é o quinto melhor do Brasil


Pelo terceiro mês seguido, Ponta Grossa teve um dos melhores resultados na geração de emprego no Brasil, fazendo com que o município figure entre os que mais geraram vagas no país no acumulado do ano. Somadas as 3.818 admissões e as 2.888 demissões no último mês de setembro, Ponta Grossa teve um saldo de 930 novos postos criados no período, número que impulsionou o total do acumulado do ano, que chegou a 3.140 vagas novas preenchidas no decorrer de 2020. Com esse total, Ponta Grossa se consolida na liderança estadual, como o município que mais gerou empregos no ano, com mais de mil vagas a mais que a segunda colocada, e na quinta colocação no Brasil, em um levantamento que levou em conta todas as mais de 5,5 mil cidades brasileiras. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Governo Federal.

Em âmbito nacional, Ponta Grossa ficou apenas atrás de uma capital (São Luis - MA) e outras três cidades, sendo uma delas do Sul do Brasil, Chapecó. As duas que mais criaram oportunidades entre janeiro e setembro foram Parauapebas (PA) e São Luis, com 7,5 mil e 7,3 mil vagas criadas, respectivamente. Depois, na lista aparecem Lençóis Paulista, em São Paulo, (3.330 vagas criadas) e Chapecó, em Santa Catarina (3.271) – ou seja, se Ponta Grossa tivesse criado mais 200 vagas no ano, ocuparia a terceira colocação nacional. Por outro lado, em âmbito estadual, o segundo município que mais gerou vagas em 2020 foi Ortigueira, com 2.112 vagas criadas, seguida por Matelândia (1.764) e Toledo (1.598).

Entre os cinco setores avaliados na geração de emprego na cidade, todos tiveram saldo positivo no mês de setembro, com destaque para a construção civil, com 450 vagas. Depois apareceram indústria (325 vagas), serviços (92), comércio (57) e agropecuária (6). No acumulado do ano, a liderança é da construção civil, cujo saldo é de 3.579, seguida pela indústria (561) e agropecuária (230). Estão negativos o setor de serviços (-400) e o comércio (-623). Nestes nove meses, apenas dois meses tiveram o saldo negativo em Ponta Grossa, abril (-1.449) e maio (-240); enquanto que os últimos três meses apresentaram os melhores resultados do ano, com 837 em julho, 1.179 em agosto e 930 em setembro.

Kelyn Kris Gonçalves, diretora da Agência do Trabalhador, relaciona esse destaque nacional à recuperação econômica do município, que se concretiza em todos os setores. Ela reconhece a construção civil como o setor de maior destaque no momento na cidade, mencionando grandes obras de infraestrutura (linhas de transmissão, viadutos e trincheiras) e da construção de empreendimentos residenciais e edifícios. “É um crescimento concreto, iniciado a partir de junho e consolidado nos meses subsequentes, em maior nível na construção civil. Esse impacto positivo refletiu nos outros setores da economia, gerando assim, números positivos e consistentes na geração de emprego”, destaca.

 

Grandes cidades têm queda de emprego 

No total, no acumulado deste ano, o número de cidades paranaenses que geraram vagas de emprego (pelo menos um posto positivo) foi de 260, e entre estas, apenas sete tiveram um saldo acima de mil. Outras nove cidades tiveram o saldo zero e 129 registraram um saldo negativo na geração de emprego. Em uma comparação entre as maiores cidades paranaenses, apenas Ponta Grossa e Cascavel (esta com 830 vagas criadas no ano) estão com o saldo positivo no Caged; as outras cinco ocupam as últimas colocações no ranking estadual: São José dos Pinhais perdeu 2.445 vagas, Maringá reduziu em 2.636, Londrina teve a retração de 3.328 vagas, Foz do Iguaçu perdeu 6.427 postos de trabalho, e Curitiba teve a retração de 12.936 postos.

 

Paraná e Brasil

Em âmbito nacional, 313.564 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. Este foi o melhor resultado para meses de setembro desde o início da série histórica do Caged, em 2010. No acumulado do ano, no entanto, o mercado de trabalho continua sentindo o impacto da pandemia. De janeiro a setembro, foram fechadas 558.597 vagas, o terceiro pior resultado para o período desde o início da série histórica, só perdendo para os nove primeiros meses de 2015 (-657.761 empregos) e 2016 (-683.597).

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em setembro. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 128.094 novos postos, seguido pelo Nordeste, com 85.336 postos criados, e pelo Sul, com mais 60.319 postos. O Paraná criou 19.732 vagas de emprego no último mês, o segundo melhor desempenho da região, atrás de Santa Catarina, que criou 24.827 oportunidades. 

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