Zampieri defende gestão enxuta e atenção aos bairros

Ponta Grossa

30 de outubro de 2020 20:01

Afonso Verner


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Foto: Arquivo JM
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Candidato do Republicanos destaca experiência no Legislativo e fala em administração enxuta para gerenciar a Prefeitura

Eleito o vereador mais jovem da Legislatura de 2016 em Ponta Grossa, Ricardo Zampieri (Republicanos) quer agora ser eleito o vice-prefeito mais jovem da história da cidade. O radialista e empreendedor é candidato a vice na chapa liderada por Marcio Pauliki (SD) em 2020. Nesta sexta-feira (30), Ricardo foi sabatinado nos estúdios do Portal aRede e Jornal da Manhã na série de entrevistas feitas em parceria com o blog do Doc.Com.

Durante a sabatina, Ricardo defendeu uma gestão enxuta do município, com diminuição no número de cargos em comissão e uso racional de recursos. Zampieri defendeu as propostas da coligação, além de ressaltar a intenção de aplicar recursos nos bairros das cidades, “áreas mais vulneráveis do nosso município”. Acompanhe a sabatina abaixo:

Jornal da Manhã: Ricardo, você planejou uma candidatura ao cargo prefeito. O que te levou a optar por uma candidatura a vice na chapa liderada por Pauliki? 

Ricardo Zampieri: Estamos quase no fim do processo eleitoral e, particularmente, posso dizer que estou muito feliz nesse projeto. Decidi unir forças com o Márcio porque nós temos princípios e valores semelhantes. São pontos que eu valorizo muito dentro da política. Não abrimos mão das nossas propostas para a cidade, que também estão contempladas no plano de governo ‘PG +200’. Temos um perfil de eleitorado muito parecido e, por isso, acredito que precisamos de união. Sempre disse que eu não manteria minha candidatura por questão de ego ou por qualquer outro motivo. Quando temos projeto que contempla o que nós acreditamos que Ponta Grossa Precisa, dentro de um planejamento com pessoas comprometidas e propondo um governo honesto, podemos nos associar e seguir nessa proposta.

JM: Qual é a importância dos servidores públicos para o projeto da sua chapa?

Ricardo: Eu uso o exemplo do Márcio, que tem o seu case de sucesso no empreendedorismo nas lojas MM, que foi contemplada recentemente como uma das melhores empresas para se trabalhar. Quando vamos até os bairros e encontramos pessoas que trabalharam na MM, elas nos cumprimentam e dizem “estamos com vocês, porque eu trabalhei lá”. Essa forma de trabalho é o que queremos levar para a Prefeitura. Hoje, o problema não é só o plano de cargos ou discussão de salários. O grande problema dos servidores são as condições de trabalho. Existem salas e departamentos da prefeitura que são verdadeiros fornos, com ventiladores que não funcionam, cadeiras horríveis e um piso todo solto, por exemplo. São questões básicas, mas que interferem na qualidade do atendimento, no contentamento das pessoas e na forma que elas trabalham. Primeiramente, queremos proporcionar um ambiente digno e de qualidade para que os nossos servidores possam entregar um serviço ainda melhor. Comparando com uma empresa, o objetivo é prestar um ótimo atendimento ao cliente, que no nosso caso é o cidadão. Grandes discussões ligadas aos servidores precisam de ser tratadas, como a questão do depósito correto do FGTS e do 13º salário. Tenho uma vida pública e uma vida política completamente independente. Infelizmente, a gente ainda acompanha pessoas que tentam linkar coisas que não existem. Acho engraçado, por exemplo, quando me cobram sobre alguns posicionamentos relacionados ao meu pai. Temos alguns pensamentos políticos muito diferentes em alguns pontos. Sempre serei grato pelo trabalhador que ele por ter me proporcionado a oportunidade de começar na política desde cedo, sempre valorizando as pequenas conquistas e lutando pelos objetivos. No entanto, é importante salientar a todos que os caminhos, os pensamentos e os pontos de vista são diferentes. É importante separar o joio do trigo, até porque temos uma grande independência política. Justamente por isso, mantenho meus princípios e os valores que eu acredito serem certos. Por isso, estou ao lado do Pauliki. Comungamos dos mesmos propósitos para a cidade, principalmente quando o assunto é o Servidor Público. Não só com relação às conquistas do setor que precisam ser trabalhadas, mas também sobre o próprio Dia do Servidor Público. É uma data que merece ser valorizada por todo o trabalho dos profissionais que fazem a nossa cidade girar. Fomos um dos primeiros candidatos a visitar a prefeitura de Ponta Grossa para conhecer a realidade dos servidores. Nossa coligação está comprometida com esse trabalho perante todos os funcionários para prestar um serviço de qualidade para todos.

JM: Quais são as propostas da chapa para a criação de emprego e renda em Ponta Grossa?

Ricardo: Sempre falamos que o maior trabalho social é o emprego. Precisamos trabalhar neste sentido. Nessa última semana, fizemos uma visita na fábrica da BrasLar. Esperamos estar lá novamente no ano que vem para anunciar mais de 350 novos funcionários que a fábrica pretende contratar. Existem também outros empreendimentos, como a Havan (que será inaugurada aqui), a Declaton e a Leroy Merlin, que poderão gerar ainda mais empregos. Mesmo em candidatura estamos tentando anunciar novas oportunidades. Pretendemos realizar um trabalho amplo na Agência do Trabalhador. Queremos fomentar os bairros de Ponta Grossa para poder desenvolver o comércio. Outra pauta importante é a desburocratização. Hoje, temos empresas que levam meses para conseguir um alvará na prefeitura e isso inclui empreendimentos de pequeno porte também. Nós não podemos atrapalhar essas pessoas. É preciso valorizar quem trabalha. Temos um compromisso muito grande com o comércio popular da cidade e em várias outras frentes. As micro e pequenas empresas são responsáveis por 80% da geração de empregos no país e, muitas vezes, elas se sentem pressionadas pelo excesso de cobranças do poder público. Tentaremos desburocratizar o máximo possível e favorecer a geração de oportunidades.

JM: Como você avalia seu mandato como vereador?

Ricardo: Foi uma trajetória maravilhosa e gratificante. Quando você faz aquilo que ama, você faz bem feito. As pessoas precisam buscar fazer o que gostam, pois assim você se torna bem sucedido. Visitar todos os bairros e Vilas de Ponta Grossa é muito gratificante tanto para mim, quanto para o Márcio, porque nós amamos fazer isso. Conversar com as pessoas e ouvir as demandas é que estamos nos propondo a fazer. Como vereador, não foi diferente. Muitas pessoas se desencantam com a política, já que é um meio muito difícil e delicado. Renunciei todos os privilégios e sou o único vereador com 100% de presença, sem nunca faltar uma sessão. É a obrigação, mas fiz. Não tenho nenhum cargo comissionado e nenhuma indicação política seja na câmara, na prefeitura e qualquer outro lugar. Não acredito que isso seja certo. Existem técnicos capacitados que precisam estar nesses locais. Também fiscalizamos com veemência exercendo a função do cargo de vereador. Fui presidente de CPIs e denunciei a rotatória do milhão, por exemplo. Esse é o papel do parlamentar. Para nós a prefeitura é como uma empresa. A única diferença é que na empresa, você precisa enxugar a máquina para gerar lucro. Na prefeitura, isso ocorre da mesma forma, mas o objetivo é garantir que sobre dinheiro, proporcionando um lucro social que será revertido para a população. Precisamos de bons administradores para retomar as boas ações em toda a cidade.

JM Quais são as propostas da chapa para a pavimentação?

Ricardo: Nós andamos mais pelos bairros da cidade e engolimos muito pó ao longo do trajeto. Essa é a realidade de muitas pessoas diariamente. Ponta Grossa possui muitas vulnerabilidades. A periferia da nossa cidade não está nos morros e sim nos bairros. Quando você anda pelos fundos da Vila Hilgemberg ou no Maracanã, por exemplo, você vê a população à beira do esgoto e com uma péssima qualidade de vida. É para essas pessoas que nós queremos trabalhar. Com relação ao asfalto, temos um projeto que propõe mais de 200 km de pavimentação. Temos uma grande alternativa,que eu já havia proposto como vereador, que é o asfalto poliédrico em paver. Essa estrutura é mais ecológica e custa a metade do preço regular. Essa é uma das nossas alternativas. Nós não temos comprometimento com os outros deputados federais que fazem parte das outras chapas. Queremos que os 17 deputados federais que conquistaram votos em Ponta Grossa voltem para a cidade trazendo recursos, não só em época de eleição. Estamos cobrando isso deles. Hoje, o orçamento do município está comprometido. A margem que sobra é muito pequena e todas as nossas propostas de baseiam nesse orçamento. Através destas emendas parlamentares, podemos fomentar ainda mais a infraestrutura e vários outros setores.

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