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PSOL se mantém neutro e pede voto consciente no 2º turno

Ponta Grossa

20 de novembro de 2020 09:52

Da Redação


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PSOL pede que simpatizantes façam a escolha de acordo com a própria consciência e análise individual Foto: Divulgação
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Em nota, partido diz não aprovar continuísmo representado por Professora Elizabeth e critica partidos coligados com Mabel Canto

Depois de uma eleição histórica, em que elegeu sua primeira vereadora, o PSOL emitiu nota na manhã desta sexta-feira (20) declarando neutralidade no segundo turno em Ponta Grossa. O comunicado assinado pelo diretório municipal do partido na cidade pede que os simpatizantes com as ideias da sigla votem conscientes e analisem a melhor opção. No primeiro turno, Professor Gadini ficou em quarto lugar, com 3,04% dos votos válidos (5.029 votos).

“A direção municipal do PSOL em PG espera que os simpatizantes, colaboradores, filiados ou eleitores do Partido façam a escolha de acordo com a própria consciência e análise individual, pois não cabe à direção fazer qualquer indicação de voto”, indica a nota do partido, que também lembra da importância do ineditismo em duas mulheres disputarem o comando do Poder Executivo na cidade.

“A candidata da situação representa não apenas o continuísmo da atual gestão (PSDB, PSD, PV e Avante), que dura oito anos, mas em boa medida os oito anos da administração anterior e, pois, traduz praticamente 16 anos de um mesmo grupo à frente da Prefeitura de PG”, pondera o diretório municipal do PSOL. “A outra candidata representa uma coligação de diversos partidos (PSC, Podemos, PSB, Cidadania, PP e PDT), agregando grupos que estavam no governo local até a eleição e integram a base dos governos Ratinho (PSD) e Bolsonaro (PSL), como é o caso do PSC que vota contra os direitos dos trabalhadores, seja no Congresso Nacional ou na Assembleia Legislativa do Paraná”, analisa o comunicado do partido.

A nota também garante que o mandato coletivo conquistado no último domingo (15) vai atuar como oposição ao governo local a partir de janeiro de 2021 “pela simples constatação de que, seja quem for o vencedor da eleição, não se pode compactuar com nenhum desrespeito aos direitos de trabalhadores e trabalhadoras, bem como à solução dos grandes problemas vivenciados pela população da Cidade”.

Confira abaixo, na íntegra, a nota do PSOL:

Nenhum voto no continuísmo, sem ilusão com quem ataca trabalhadores
A eleição municipal de 2020 em Ponta Grossa destaca um fato inédito, que precisa ser lembrado: duas mulheres chegam ao segundo, representando grupos políticos que já estiveram ou estão na administração da Prefeitura local.
A candidata da situação representa não apenas o continuísmo da atual gestão (PSDB, PSD, PV e Avante), que dura oito anos, mas em boa medida os oito anos da administração anterior e, pois, traduz praticamente 16 anos de um mesmo grupo à frente da Prefeitura de PG, responsável por incontáveis problemas de gestão, falta de transparência e prioridades administrativas que deixam problemas sociais expostos na vida da população pobre da Cidade. Um rápido olhar nos problemas de PG indica claramente que não se pode ter qualquer ilusão com o continuísmo que reproduz vícios em troca de cargos comissionados no Palácio da Ronda.
A outra candidata representa uma coligação de diversos partidos (PSC, Podemos, PSB, Cidadania, PP e PDT), agregando grupos que estavam no governo local até a eleição e integram a base dos governos Ratinho (PSD) e Bolsonaro (PSL), como é o caso do PSC que vota contra os direitos dos trabalhadores, seja no Congresso Nacional ou na Assembleia Legislativa do Paraná, onde a própria candidata votou, desde que assumiu como deputada, contra direitos de aposentadoria conquistados por servidores públicos, apoiou a destinação e o uso de dinheiro de escola pública para colégios militares, além de aprovar o fim de licença especial para servidores e professoras do Estado do Paraná. Não parece sobrar ilusão com quem vota pela retirada de direitos de trabalhadores para se manter alinhada ao governo de plantão.
O mandato popular eleito pelo PSOL na Câmara Municipal deve atuar como oposição ao governo local, a partir de janeiro de 2021, pela simples constatação de que, seja quem for o vencedor da eleição, não se pode compactuar com nenhum desrespeito aos direitos de trabalhadores e trabalhadoras, bem como à solução dos grandes problemas vivenciados pela população da Cidade.
Diante deste cenário, a direção municipal do PSOL em PG espera que os simpatizantes, colaboradores, filiados ou eleitores do Partido façam a escolha de acordo com a própria consciência e análise individual, pois não cabe à direção fazer qualquer indicação de voto.
E não restam dúvidas de que, seja em PG, no Paraná ou Brasil, é preciso organizar as lutas da maioria da população para enfrentar os desmandos de governos que estão serviço de poderosos, grupos financeiros e defensores da privatização de serviços e do patrimônio público, como acontece no País.
Fortalecer as lutas da maioria de pobres não é uma tarefa apenas do PSOL, mas de todas organizações sociais e coletivas e partidos que assumem a defesa dos direitos humanos e a dignidade de milhões de pessoas desrespeitadas.
Vamos seguir em luta, nas ruas, praças, espaços públicos e, a partir de 2021, também na Câmara Municipal de Ponta Grossa.
Diretório Municipal do PSOL em PG
Ponta Grossa/PR, 19 de Novembro de 2020.

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