Indefinição impede acerto do horário especial de Natal

Ponta Grossa

30 de novembro de 2020 20:23

Fernando Rogala


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Sem acordo, há indefinição sobre a abertura das lojas em horário estendido Foto: Cristiano Barbosa
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Termo aditivo que regulamenta o horário especial está no acordo coletivo, ainda não fechado entre os sindicatos da cidade

Nesta terça-feira começa dezembro, o mês de maior volume de vendas para o comércio. Tradicionalmente, em Ponta Grossa, é quando começa o Horário Especial de Natal, quando as lojas podem abrir até mais tarde, mediante o acordo assinado entre os sindicatos laboral e patronal. Contudo neste ano, esse acordo ainda não foi assinado: ainda há o impasse quanto a assinatura do Acordo Coletivo, que define o reajuste dos salários dos trabalhadores, e tem o termo aditivo, o qual traz o alinhamento da abertura das lojas. A data-base venceu dia primeiro de maio, e há alguns meses há as tratativas, porém sem sucesso. Assim, não há oficialmente um acordo com um horário estendido para a abertura das lojas. 

O acordo não foi fechado porque os sindicatos não chegaram a um consenso quanto ao valor do reajuste salarial. O Sindilojas (sindicato patronal) quer ofertar apenas o reajuste do INPC, ou seja, a reposição da inflação do período, o que resultaria um valor de R$ 1.429,32; enquanto que o Sindicato dos Comerciários (laboral) quer que o salário seja o estipulado pelo Governo Estadual, o mínimo regional para o comércio, de R$ 1.436,60. Nas tratativas, o sindicato patronal até chegou a ofertar um pouco mais, chegando a R$ 1.430,00; e o sindicato laboral sinalizou com aceitar um pouco menos, R$ 1.435,00. Mas o acordo não foi firmado. Com isso, na última sexta-feira, o sindicato patronal enviou uma proposta apenas com o horário estendido de Natal, começando com a abertura até às 20h nesta semana. Isso, contudo, não foi visto com bons olhos pelo sindicato laboral, que afirmou que quer assinar o acordo com ambos (salário e horário). 

“Nós oferecemos um valor e eles querem mais que isso, mas nós não conseguimos dar mais. Foi um ano muito ruim com o comércio – quem ganhou bastante foi o comércio virtual; as lojas do comércio de rua perderam. Oferecemos o INPC e subimos um pouco até R$ 1.430, e mesmo assim, vamos ficar com um dos pisos mais altos do Estado”, declarou José Loureiro, presidente do Sindilojas, mencionando os valores acordados em algumas cidades, como Castro (R$ 1.413,95), Curitiba (R$ 1.420,00), Cascavel (R$ 1.425,53), Guarapuava (R$ 1.411,67), Paranaguá (R$ 1.417,00) Toledo (R$ 1.403,31) e União da Vitoria (R$ 1.406,52). Segundo Loureiro, nos dias de semana, mesmo sem acordo as lojas poderiam abrir até às 20h, desde que os lojistas sigam a CLT, pagando horas extras.

Já o presidente do sindicato laboral, João Vendelin Kieltyka, reforça o desejo do fechamento no piso estadual. “Entendemos que o Paraná tem um piso, que é de R$ 1.436,60 e estamos lutando para que esse piso seja pago aos comerciantes. Já fechamos convenção de Irati e Prudentópolis por R$ 1.435,00; com os mercados a R$ 1.437,00, mas falta com o comércio de Ponta Grossa. Estamos tentando acertar desde maio e não chegamos a uma conclusão”, destacou.

A proposta enviada pelo Sindilojas do Sindicato Laboral, apenas com o horário especial, não agradou Vendelin. Ele afirmou que quer fechar o acordo coletivo, que contempla o aditivo do horário estendido. “Devido a não ter fechado a convenção coletiva, achamos que não tem por que assinar somente o horário natalino”. Com o impasse, Vendelin afirma que o sindicato começará a fechar acordos direto com os lojistas a partir desta terça-feira (1), cujo acordo salarial seria de R$ 1.435,00. “As lojas abriram a partir de amanhã até às 20h, e no sábado, dia 6, até às 18h. No domingo acreditamos que não há motivos para abrir. Na semana seguinte também seria até às 20 horas, e domingo, dia 13, das 14h às 20h. E na outra semana seria até às 22 horas. No sábado e domingo (dias 19 e 20), abrira até às 20 horas. E no dia 24 das 9h às 18h”, disse o líder sindical.

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