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Nova tarifa de ônibus em PG deve passar de R$ 6

Ponta Grossa

02 de fevereiro de 2021 19:09

Da Redação


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Informações preliminares apontam para um valor superior a R$6,00, a partir de abril Foto: Arquivo aRede
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Presidente do Sintropas diz que preço inviabiliza o transporte público em Ponta Grossa. Reajuste deve acontecer em abril

Há quase dois anos sem aumento tarifário no transporte coletivo em Ponta Grossa, nesta semana o Conselho Municipal de Transportes (CMT) se reúne para discutir o novo reajuste. Segundo o presidente do Sintropas-PG, Luizão, que também integra o Conselho, informações preliminares apontam para um valor superior a R$6,00, a partir de abril. “Isto inviabiliza o transporte público em Ponta Grossa”, avalia.

Atualmente, a passagem de ônibus custa R$ 4,30. Entre os itens considerados para a base de cálculo está o Índice de Passageiro por Quilômetro (IPK), que já apresentava queda nos últimos anos em Ponta Grossa, mas despencou consideravelmente em função da pandemia. “Não existe uma solução simples. O executivo junto com a AMTT vai ter que buscar meios de viabilizar subsídios para o transporte coletivo”, considera Luizão.

Na segunda-feira (01), Luizão esteve em Araucária (PR), em reunião com o secretário de Planejamento, Samuel Almeida da Silva, com o superintendente do Transporte Coletivo, Vilmar Jacob da Silva, e com o jornalista Laécio Monteiro, para conhecer a medida implantada no município, que resultou na tarifa mais barata do país: R$2,20.

O intuito é trazer ideias a Ponta Grossa a fim de contribuir com a redução da passagem de ônibus. “Temos a preocupação em trazer inovação para que a tarifa não seja aumentada. Para isto, buscamos entendimento e vamos atrás de outras realidades. É uma responsabilidade social, como presidente do sindicato”, frisou Luizão.

A iniciativa de Araucária deu tão certo que a expectativa é de futuramente implantar a tarifa zero. De acordo com o jornalista do município, Laécio Monteiro, a cidade nunca teve uma tarifa social como atualmente, “o que se tornou visível a adesão dos usuários ao transporte coletivo, diminuindo fluxo de veículos nas vias e, consequentemente, aumentou a utilização dos ônibus por todas as classes sociais”, analisou.

Confira mais detalhes sobre o projeto aplicado em Araucária na entrevista de Luizão ao Portal do Sintropas-PG. O presidente do sindicato também falou sobre as medidas que devem ser adotadas em Ponta Grossa para evitar o aumento significativo da passagem de ônibus.

Qual a medida adotada pelo município de Araucária, que resultou na menor tarifa do país?
Antes vamos destacar que a cidade possui mais de 146 mil habitantes, e o salário do motorista é de R$3.200,00. Hoje Araucária subsidia o transporte coletivo total. Ela paga a operação das empresas e a arrecadação da tarifa. Este valor entra paro o cofre municipal como parte do custeio do transporte. É um benefício que a cidade entrega aos seus munícipes em forma de uma tarifa cidadã.

Segundo secretario de Planejamento, se a tarifa não fosse subsidiada, custaria em torno de R$4,50 e o Índice de Passageiro por Kilômetro (IPK) seria muito baixo, o que consequentemente deixaria a tarifa mais alta.

Como o município conseguiu o subsídio?
Em Araucária, existia uma autarquia que gerenciava o trânsito e o transporte, Companhia Municipal de Transporte Coletivo de Araucária. A atual gestão, que inicia o segundo mandato, extinguiu o órgão e entregou a pasta do transporte e da fiscalização para a Secretaria de Planejamento. Isto gerou economia significativa e a verba pode ser aplicada como subsídio no transporte coletivo.

A ideia da cidade é promover o transporte para quanto mais pessoas utilizarem, menos carro vai trafegar na rua, vai haver menos trânsito, menos acidente e mais barato vai ficar para o trabalhador usar este meio de locomoção. Em Araucária o transporte também é integrado.

Com a expectativa de tarifa superior a R$6,00 em Ponta Grossa, qual seria a solução para a redução?
Não existe uma solução simples. O executivo junto com a Autarquia Municipal de Trânsito (AMTT) vai ter que buscar meios de vialibilizar subsídios para o transporte coletivo. Não estou dizendo que a cidade tem que entregar renda ou dinheiro para a Viação, pelo contrário, até porque não é o que Araucária faz. Mas, se Ponta Grossa não encontrar uma forma de subsidiar, vamos ter cada vez mais carros e menos ônibus circulando, tornando o transporte muito caro. O IPK daqui é muito baixo porque a tarifa é alta. Com a passagem superior a R$6,00 vai ficar insustentável para a cidade. Em todo os lugares temos exemplos de transporte subsidiado pelo poder público.

Se o IPK for alto, é possível que os trabalhadores tenham um salário maior e transporte com mais estrutura, como ar-condicionado?
Sim, com o IPK alto existe fluxo maior de arrecadação da tarifa, desde que ela seja baixa. Consequentemente, haverá mais gente andando de ônibus, se tornando mais fácil a negociação salarial e a cidade ganha mais.

Tudo isto, entre outras melhorias, será possível, desde que não haja este aumento considerável na passagem em Ponta Grossa, pois o número de usuários, que já é baixo, vai reduzir mais. Durante esta semana teremos uma reunião para analisar a tarifa e levarei minha contribuição, como sindicato, e o poder público terá a autonomia de avaliar o que poderá ser feito.

Com informações da assessoria do Sintropas

 

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