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VCG reporta prejuízo de R$ 50 mi e exige custeio

Ponta Grossa

01 de abril de 2021 16:48

Da Redação


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Empresa emitiu nota oficial na tarde desta quinta-feira (1º). Foto: Arquivo/aRede
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VCG afirma que serviço só pode ser retomado com a participação efetiva do poder público em seu custeio

A Viação Campos Gerais (VCG), concessionária do serviço de transporte público em Ponta Grossa, alega um prejuízo de R$ 50 milhões desde o início da pandemia e condiciona o retorno das operações a ajuda financeira da Prefeitura, que é o poder concedente. A empresa distribuiu nota ao Portal aRede e ao Jornal da Manhã na tarde desta quinta-feira (1º), detalhando a grave crise financeira que está enfrentando.

"Desde o início deste período pandêmico, a VCG já registrou mais de 50 milhões em perdas econômicas e financeiras para chegar prestando o serviço até este momento, e não tem mais condições de arcar com estas perdas que ainda vem sendo acumuladas", diz a empresa.

"Até agora, a população não havia sofrido com a interrupção do transporte, e os nossos colaboradores vinham sendo pagos regularmente, apesar de todas as dificuldades. Isso se deve aos esforços da VCG que fez tudo, absolutamente tudo, que estava em seu alcance para honrar seu contrato com o município e seus compromissos com parceiros e colaboradores. A decretação da paralisação do sistema de transporte, contudo, cortou o já insuficiente fluxo financeiro da operação, que agora só pode ser retomado com a participação efetiva do poder público em seu custeio.", ressalta a nota da empresa.

Veja a seguir a íntegra da nota da VCG:

"A Viação Campos Gerais é uma empresa que se orgulha de sua tradição na operação do sistema de transporte coletivo de Ponta Grossa.

Junto com seus colaboradores, a VCG vem prestando ao longo dos anos o serviço que lhe é determinado pelo Município com extrema eficiência. Em toda história, sempre excedemos os parâmetros avaliativos do Poder Público, sem nunca deixar de honrar com nossos compromissos, sejam estes com nosso contratante, parceiros, colaboradores ou usuários. 

Até pouquíssimo tempo, jamais havíamos atrasado um dia sequer os compromissos com nossos colaboradores em toda nossa história. 

Temos alertado o poder público há mais de um ano da necessidade urgente, a exemplo de diversos municípios que o fizeram, de uma avaliação detida sobre o sistema de transporte para manutenção do equilíbrio da concessão. 

Com o surgimento da pandemia, o sistema de transporte coletivo que a própria constituição estabelece como um serviço absolutamente essencial à população, rapidamente perdeu sua sustentabilidade econômico-financeira.

Não se tem notícia de nenhuma avaliação profunda que tenha sido feita sobre a situação pelo município a fim de encontrar alternativa que garantisse a não interrupção do serviço prestado à população. 

Vale ressaltar que nenhum dos inúmeros ofícios protocolados junto à Prefeitura sobre o risco de colapso no sistema, conforme foi ocorrendo o seu agravamento ao longo dos meses, desde março de 2020, foram respondidos até o presente momento.

É compreensível as dificuldades que esta situação vem impondo a todos nós, mas o Poder Concedente é o responsável direto pela sustentabilidade do serviço, cabendo à empresa apenas obedecer às determinações e executá-lo conforme exigido. Era previsível que a manutenção da operação determinada pelo Poder Público, quase que na sua integralidade durante no período pandêmico, com as receitas cobrindo pouco mais que a metade do custo, não gerariam outro resultado que não o colapso total hoje vivido.

Desde o início deste período pandêmico, a VCG já registrou mais de 50 milhões em perdas econômicas e financeiras para chegar prestando o serviço até este momento, e não tem mais condições de arcar com estas perdas que ainda vem sendo acumuladas. 

Importante lembrar que o caos atual só ocorreu à medida em que as ações efetivas de enfrentamento da crise não foram tomadas pelo poder público, especialmente logo no início do problema quando ainda não tinha a proporção que atingiu atualmente. 

Para o Poder Público esta situação não é nenhuma surpresa, até porque possui todas as informações necessária à análise da situação, e dos prejuízos causados, as quais, inclusive, estão totalmente públicas no Portal da Transparência da AMTT (https://amtt.pontagrossa.pr.gov.br/transportes/transparencia/). 

Até agora, a população não havia sofrido com a interrupção do transporte, e os nossos colaboradores vinham sendo pagos regularmente, apesar de todas as dificuldades. Isso se deve aos esforços da VCG que fez tudo, absolutamente tudo, que estava em seu alcance para honrar seu contrato com o município e seus compromissos com parceiros e colaboradores. A decretação da paralisação do sistema de transporte, contudo, cortou o já insuficiente fluxo financeiro da operação, que agora só pode ser retomado com a participação efetiva do poder público em seu custeio. 

Estamos totalmente sensibilizados com a situação de nossos funcionários que estão sem salário. É uma situação que nos dói profundamente, porque sabemos o quanto estes não mediram esforços para manter a linha de frente deste serviço essencial em meio à pandemia, e agora, assim como a VCG, sofrem diretamente as consequências desta situação que jamais deveria ter ocorrido, e poderia ter sido evitada, especialmente se tratada logo em seu início lá em março/abril de 2020.

Agora, sem o envolvimento do Município que, reforce-se, é sim o responsável pela sustentabilidade econômica do sistema, o colapso é inevitável. 

Neste cenário, perde a empresa, perdem os funcionários, perde o comércio, perde toda a comunidade. Esperamos que o município possa finalmente tomar as rédeas da situação assumindo a responsabilidade que tem com a empresa contratada, seus colaboradores e toda a comunidade ponta-grossense".

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