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Câmara critica repasse de dinheiro para a VCG

Ponta Grossa

17 de maio de 2021 18:45

Rodolpho Bowens


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Galeria da Câmara teve a presença de funcionários da VCG. Foto: Luiz Lacerda/CMPG
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Vereadores criticaram veemente a concessionária responsável pelo transporte público coletivo; parlamentares reforçaram que ajuda será para os funcionários e não para a empresa

O Projeto de Lei 086/2021 (clique aqui para ler na íntegra), que autoriza a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) a indenizar a Viação Campos Gerais (VCG) em R$ 1.718.363,37, foi aprovado em regime de urgência pela Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG). Agora, o PL tem 15 dias corridos para ser analisado pelas Comissões do Legislativo, bem como ser votado para aprovação, ou não, dos vereadores. Durante as discussões iniciais, os parlamentares criticaram veemente a concessionária responsável pelo transporte público coletivo da cidade ponta-grossense, e solicitaram algum documento judicial, para que a VCG se comprometa a encaminhar o dinheiro a seus funcionários.

A proposta, de autoria do Executivo, indenizará a VCG em mais de R$ 1,7 milhão pelos dias que a empresa ficou parada – 18 de março a 4 de abril de 2021 –, em decorrência de decretos municipais para combate à covid-19. Esse valor seria utilizado pela concessionária para acertar os salários atrasados do mês de abril.

Debates

Segundo o vereador Izaías Salustiano (PSB), “ninguém aprova nenhum tipo de subsídio” para a empresa, mas, sim, para que se pague os atrasos dos colaboradores. Ele também lembrou sobre a ação que existe na 2ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa, onde a VCG pede indenização para a Prefeitura, além de solicitar o aumento da tarifa. Izaías questionou se “o acordo acaba com o processo ou não”. Por fim, ele lembrou de ajudas que a empresa já vem recebendo nos últimos anos.

O parlamentar Leandro Bianco (Republicanos) disse ser contrário ao PL. “Fica aqui meu repúdio. A culpa é da VCG de não pagar os salários. Se o serviço ficar parado novamente, a culpa é da empresa e não desta Casa de Leis”, explicou. O vereador Geraldo Stocco Filho (PSB) comentou que “1,2 mil famílias estão sofrendo e trabalhando de graça. Não é uma votação a favor da VCG. Estamos aqui, resolvendo problemas de gestões passadas”, reforçou durante a comunicação parlamentar.

Emerson Sansana (MDB), que está substituindo o vereador Julio Francisco Schimanski Kuller (MDB) por motivos de saúde, afirmou que é “justa essa indenização a VCG. A Prefeitura causou esse desequilíbrio. O repasse não é para ajudar a Viação, mas, sim, o que é de direito desses funcionários”. Ainda durante as discussões, Ezequiel Marcos Ferreira Bueno (Avante) explicou ser “totalmente contra um repasse à VCG. A população está sofrendo. Precisamos de amparo jurídico para que a empresa entregue o dinheiro para os funcionários”, lembrou na CMPG.

Outro vereador que criticou a atuação da VCG, e também do Sintropas, que defende a classe dos trabalhadores, foi Filipe Chociai (PV). “Essa situação foi criada pela empresa e pelo sindicato, que não defende seus funcionários. Ambos não fizeram nada para achar uma solução”. O parlamentar Erick Camargo (PSDB) também disse não ser “favorável ao repasse à VCG, mas, sim, aos trabalhadores. Também espero que a Justiça vá atrás dos sócios da empresa, para que vá atrás de bens deles”, como forma de acertar os atrasos da VCG.

Leonilton Antonio Carneiro (PV) solicitou transparência “e que esse dinheiro vá para os funcionários. A população está sofrendo”. Por fim, a parlamentar Josiane Schade Kieras (PSOL) afirmou que lutará, “arduamente, para que essa empresa não se crie mais nesta cidade. Estamos sendo vítimas de uma chantagem. A VCG passou dos limites de indecência”, finalizou.

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