PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Na Câmara, diretor fala em 'desequilíbrio brutal' na VCG

Ponta Grossa

19 de maio de 2021 15:53

Rodolpho Bowens


Relacionadas

Grave acidente mobiliza equipes de socorro na BR-373

Jovem desacata PM e vai parar na delegacia de Ponta Grossa

Homem de 32 anos promove festa e acaba detido em PG

Homem é preso após assaltar estabelecimento em PG
Posto da PRF em PG recebe Operação Pré-Verão 2021
Rottas oferece grandes promoções na Black Friday
Mesquita Imam Ali em PG é alvo de ataque
Diretor de relações institucionais da VCG, Rodrigo Venske. Foto: Luiz Lacerda/CMPG
PUBLICIDADE

Rodrigo Venske, diretor de relações institucionais da empresa, respondeu dúvidas sobre a atual crise no transporte público coletivo

O diretor de relações institucionais da Viação Campos Gerais (VCG), Rodrigo Venske, esteve nesta quarta-feira (19), na Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG), para responder perguntas sobre o transporte público coletivo da cidade ponta-grossense. O diretor foi convocado pelo Legislativo para esclarecer a atual crise que o serviço público vive (entenda a situação clicando aqui). Ele afirmou que um município não vive sem transporte público e solicitou que a votação do PL aconteça, ainda hoje, em duas discussões. “Precisamos acabar com a greve”.

Durante a sua fala, Rodrigo agradeceu a velocidade que o Projeto de Lei (PL) 086/2021 tramitou pela Casa de Leis, permitindo que a indenização de mais de R$ 1,7 milhão a VCG seja votada nesta quarta-feira (19). O diretor apresentou dados técnicos da empresa e alegou que houve, em “14 meses, um desequilíbrio brutal” nas contas da concessionária. Ele voltou a falar que, “na pandemia, perdemos R$ 52 milhões”, e “uma margem de 13 anos foi destruída em 14 meses”, ao falar sobre a atual situação da empresa.

Além disso, o diretor de relações institucionais falou sobre a defasagem da tarifa dos ônibus, que não há uma nova desde 2019, segundo ele, influenciando na atual crise do transporte público, ampliada pela pandemia da covid-19. Por fim, antes de responder as dúvidas dos vereadores, Rodrigo utilizou de exemplos de outras cidades paranaenses, que entraram em crise antes da VCG. “É um problema de Ponta Grossa ou do sistema como um todo”, questionou.

Esclarecimentos

O diretor foi perguntado pelo parlamentar Divonsir Pereira Antunes (PSD) se haverá garantias de que, caso o PL seja aprovado, o dinheiro será destinado aos trabalhadores. Segundo Rodrigo, o recurso será da folha salarial e que, em 20 minutos, todos os funcionários terão o dinheiro em conta, ao falar sobre o sistema de pagamento da VCG.

Já o vereador Izaías Salustiano (PSB) questionou se a indenização poderá, no futuro, acontecer uma nova paralisação no transporte. “Se vai inibir o colapso futuro, não sei te responder. Espero que sim. Precisamos do passageiro utilizando o serviço”, explicou Rodrigo. Ao final, o parlamentar Leandro Bianco (Republicanos) perguntou se a VCG pretende participar das próximas licitações do transporte.

“Do jeito que está hoje, não temos interesse”. Apesar disso, Rodrigo finalizou afirmando que, caso o novo modelo de licitação seja vantajoso para a concessionária, ela participará”. A VCG permanece como responsável pelo transporte público coletivo de Ponta Grossa até 2023.


Assuntos semelhantes:

Câmara vota hoje, em duas discussões, indenização à VCG.

Câmara vota projeto de liberação de dinheiro à VCG.

VCG alega que greve prejudica ainda mais o transporte de PG.

PUBLICIDADE

Recomendados