Sindicato não descarta nova greve no transporte de PG

O Sintropas informa que o indicativo de greve permanece, porque há uma preocupação com os salários dos meses subsequentes.

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Da Redação

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O Sintropas informa que o indicativo de greve permanece, porque há uma preocupação com os salários dos meses subsequentes. 

Após 46 dias, está sendo suspensa uma das maiores greves do transporte coletivo já registradas no país. Na manhã de hoje (21), os trabalhadores da Viação dos Campos Gerais informaram que receberam os salários atrasados de abril e, que, atualmente, não existe pendência salarial por parte da VCG. Sendo assim, o sistema do transporte voltará com 100% da frota, ficando a partir de agora na dependência dos ajustes da empresa para o retorno integral.

O Sintropas informa que o indicativo de greve permanece, porque há uma preocupação com os salários dos meses subsequentes. “Não sabemos como serão os pagamentos nos próximos meses, por isto estamos apenas suspendendo a greve. Aproveitamos para agradecer a todos os colaboradores e à diretoria do sindicato que estiveram todos estes dias trabalhando, inclusive pela madrugada, em prol da nossa movimentação para assegurar os pagamentos de salário à categoria”, destacou Luizão, presidente do Sintropas.

Durante todo este período, a entidade esteve ao lado da classe, travando lutas perante à empresa e recorrendo judicialmente para colocar um ponto final no caos instalado, envolvendo o transporte público.

Relembre a atuação do Sintropas durante esta greve

No dia 12 de janeiro, o Sintropas ajuizou uma ação na Justiça do Trabalho em Ponta Grossa, contra a empresa do transporte coletivo, em razão do descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho realizado em abril de 2020. Além disso, os trabalhadores estavam sem receber a segunda parcela do 13ª, o vale alimentação estava atrasado e os salários sendo pagos em duas parcelas. A entidade recebeu parecer favorável do judiciário, em 27 de janeiro, que determinou pagamento dos atrasados em 48 horas, sob pena de multa diária.

No dia 26, o sindicato comandou uma paralisação em frente à garagem da VCG, e no dia 28, os trabalhadores aprovaram por unanimidade o indicativo de greve e o ajuizamento do dissídio coletivo, durante assembleia.

No dia 29, os salários de dezembro foram pagos aos trabalhadores, mas os pagamentos posteriores continuaram sendo efetuados em duas parcelas, gerando insatisfação à classe. Algumas audiências de conciliação foram realizadas, mas nenhuma terminou com acordo.

No dia 26 de março, o Sintropas entrou com pedido liminar na Justiça do Trabalho, requerendo que a Viação dos Campos Gerais (VCG) efetuasse o pagamento do restante do salário referente ao mês de fevereiro. Cinco dias depois, os trabalhadores se reuniram em frente à Igreja dos Polacos e manifestaram pacificamente pela Avenida Vicente Machado, até o Terminal Central.

Em 5 de abril, a greve foi deflagrada com adesão de 100% da frota. No dia 7, o Sintropas entrou com dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho. No dia 13, o TRT determinou pagamento aos funcionários em 48 horas, e a greve continuou com 50% da frota, no dia seguinte, por determinação judicial.

No dia 15, ainda de abril, o sindicato teve que se manifestar no processo, por falta de cumprimento, da VCG, em relação a determinação judicial. No dia 26, mais uma decisão judicial foi despachada, obrigando a VCG a cumprir com as obrigações salariais. Desta vez pela Justiça do Trabalho de Ponta Grossa.

Por falta de cumprimento, por parte da empresa, no dia 3 de maio o Sintropas protocolou petição solicitando o bloqueio das contas da VCG. No dia 7, o sindicato voltou a deflagrar greve com 100% da frota. Na ocasião, os meses de março e abril estavam em atraso.

A frota voltou com 50% às ruas, no dia 13, após a VCG se comprometer com o pagamento do mês de março, perante o TRT, e pagamento de abril, no dia seguinte, dependendo de um aporte do executivo para o cumprimento deste último. O dinheiro não caiu na conta dos trabalhadores, nesse dia, mas por confiar no que foi acordado com o TRT, e pela preocupação da entidade sindical em relação a superlotação nos ônibus, que facilita a propagação da Covid-19, na segunda-feira (17), 70% da frota foi liberada.

Com assessoria. 

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