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Arco Norte e ESA irão sobrevalorizar megaprojeto em PG

Ponta Grossa

04 de junho de 2021 19:21

Da Redação


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Área onde está a sede da Fazenda Modelo da Embrapa fica próxima ao terreno onde foi projetada a Smart City Foto: Divulgação/AEN
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Terreno que pertence à Embrapa e será cedida à Escola de Sargentos é vizinha da área onde foi projetada a ‘Smart City’


Dois grandes investimentos projetados para Ponta Grossa deverão sobrevalorizar e contribuir para viabilizar o empreendimento ‘Smart City Ponta Grossa’, projeto que compreende a construção de uma ‘Cidade Inteligente’ entre o Cará-Cará e o Distrito Industrial. Um deles é questão de tempo para ser executado, o Contorno Norte da cidade, que irá desviar o fluxo ‘pesado’ do trecho urbano da cidade; e o outro é a escolha de Ponta Grossa para receber a Escola de Sargentos das Armas (ESA) do Exército Brasileiro – o município disputa para sediar a ESA especialmente com o município gaúcho de Santa Maria, e, portanto, no momento ainda não há a certeza do local da instalação. Somados esses dois investimentos, o aporte seria superior a R$ 2,1 bilhões. 

No caso da ESA, ela seria instalada, em Ponta Grossa, no terreno hoje ocupado pela Fazenda Modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A área da Embrapa, de 4,5 mil hectares, é vizinha ao terreno onde está previsto para ser instalada a Smart City Ponta Grossa. Nesta semana, em uma reunião em Brasília, o presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti, se comprometeu com o governador Ratinho Junior, com o secretário de Estado Sandro Alex, e com a prefeita Elizabeth Schmidt a conceder a área da Embrapa para o Exército, e ser realocada para uma área em Palmeira, pertencente às Forças Armadas. 

O investimento da ESA, informou o Exército Brasileiro, deverá ser na ordem de R$ 1,2 bilhão, e reunir um contingente de aproximadamente 10 mil pessoas, entre alunos, instrutores, familiares e todo o pessoal necessário para fazer a escola funcionar. A proximidade da ‘cidade’ que será construída no prazo de cinco anos com a ESA, que se for instalada em Ponta Grossa, já deverá estar pronta quando a Smart City ficar pronta, irá valorizar ainda mais a Cidade Inteligente, pela logística e pelo fato dela ter tudo o que é necessário para viver. 

Já no que se refere à construção do Contorno Norte de Ponta Grossa, um antigo projeto reivindicado pelo município, ele deverá ser concretizado dentro dos próximos anos, pela concessionária que vencer o lote 3 na concorrência das concessões rodoviárias do Paraná, prevista para ocorrer neste ano. Pelo que foi discutido até o momento, a empresa que vencer este lote será obrigada a construir tal contorno, que será dividido em duas partes: uma ‘perna’ que liga a BR-376, na região do Distrito Industrial, até a PR-151, nas proximidades da DAF, e outra que liga esse trecho da PR-151, ao lado da Frísia, até o Trevo Caetano, na confluência da BR-373 e a BR-376. 

O investimento no Contorno Norte será de aproximadamente R$ 950 milhões em valores correntes, sendo pouco mais da metade para desapropriações e o restante para a execução da obra, toda duplicada, com terceiras faixas e retornos. O local exato do início desse contorno na BR-376 ainda não foi 100% definido e está a cargo da EPL, Empresa de Planejamento e Logística que fez o projeto executivo das licitações, e que recebeu sugestões de lideranças da região – a principal é que seja na estrada já existente, entre a Makita e a Cargill, que segue até o antigo aterro municipal. Essa via será a de acesso para a ESA. Com a construção do Contorno Norte, a logística da Smart City será beneficiada, pelo menor fluxo de veículos, e facilitando também o acesso para a BR-376, que leva à capital paranaense – a Smart City está posicionada em local estratégica, ao Sul da cidade, justamente na saída para Curitiba. 


Projeto foi atualizado e aporte inicial será  de R$ 200 milhões

Na última quarta-feira (2), o Portal aRede revelou detalhes do projeto da construção do megaempreendimento Smart City Ponta Grossa, também publicado na edição da última quinta-feira (3) do Jornal da Manhã. O projeto, como publicado, foi idealizado pela RR Padrão Empreendimentos Imobiliários, de Maringá, porém, sofreu alterações: agora quem está à frente do empreendimento é a Executar Participações S/A, sediada em Curitiba. Um dos diretores da empresa entrou em contato com a reportagem do Portal aRede e Jornal da Manhã e confirmou que o investimento, estimado inicialmente em R$ 120 milhões, foi atualizado e agora está na casa dos R$ 200 milhões. Sua construção, que terá a participação de investidores, tem a previsão para ser executada em cinco anos.


Objetivo é ter ‘cidade sustentável’

Como a reportagem já revelou, o conceito consiste na construção de uma cidade sustentável, de forma a ter tudo próximo, para evitar deslocamentos maiores: residências, instituições de ensino, pontos comerciais, empresas, indústrias de baixo impacto ambiental, hospital, entre outros. Assim, será possível estudar, trabalhar e viver próximo onde mora. O objetivo do projeto é construir um bairro planejado com uma visão diferente de loteamento, pautado pela máxima mobilidade urbana, segurança pública, sustentabilidade em consonância com o meio ambiente. No quesito empresarial, haverá espaços para a implantação de galpões, armazéns digitais, parques tecnológicos, e indústrias de baixo impacto ambiental. A área total do empreendimento é de 4.042.679,22 m², sendo que a maior parte desta área será destinada para lotes residenciais, no total de 1,13 milhão de m², e mais 692 mil m² de área para lotes industriais. As áreas de mata se aproximam de 1 milhão de metros quadrados, o sistema viário irá ocupar 797 mil m², e outros 211,8 mil m² serão destinados a equipamentos comunitários (inclusive lazer) e urbanos.

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