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‘Tornaria o sistema inviável’, diz Executivo sobre valor da tarifa

Ponta Grossa

03 de setembro de 2021 13:23

Da Redação


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Prefeita da cidade de Ponta Grossa, Elizabeth Silveira Schmidt (PSD). Foto: Arquivo/aRede.
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Prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, responde a uma série de perguntas da imprensa sobre o possível aumento na tarifa do transporte coletivo de Ponta Grossa

A Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte de Ponta Grossa (AMTT) apresentou, recentemente, um estudo sobre o valor técnico da tarifa do transporte público coletivo da cidade ponta-grossense. Assim, foi apresentado o preço de R$ 8,35, o que acabou gerando críticas da população sobre o possível novo aumento na tarifa de ônibus – alguns vereadores também se posicionaram contra o valor abusivo. Sobre essa situação, a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) se posicionou contrariamente ao valor sugerido pela Autarquia.

Em uma série de respostas à Imprensa, a prefeita Elizabeth Silveira Schmidt (PSD) afirmou que “não há a menor possibilidade de se chegar a esse valor”, bem como “uma tarifa nesse patamar tornaria o sistema inviável”, reforça. O valor técnico apresentado será agora estudado pela Comissão de Fiscalização e Avaliação do Transporte Público, que é formada por um procurador municipal, um contador, um engenheiro e um servidor da AMTT, responsável pela Divisão de Transporte Urbano. Na sequência, a análise chega até a prefeita que decide pela aprovação, ou não, do possível novo reajuste – ele não acontece desde 2019 e a tarifa custa, atualmente, R$ 4,30.

Confira abaixo as respostas da líder do Poder Executivo municipal:

Grupo aRede: A tarifa do transporte coletivo será mesmo elevada para R$ 8,35?

Prefeita Elizabeth: Não há a menor possibilidade de se chegar a esse valor. Precisamos entender que se trata de uma indicação técnica, baseada nos meses mais agudos da pandemia. O quadro hoje está bem diferente.

Grupo aRede: O que motivou esse valor tão expressivo?

Prefeita Elizabeth: Com a redução do número de passageiros, em quase 50% - e passando disso em alguns meses – o impacto no custo do sistema foi enorme. O retorno dos passageiros ao sistema integrado, por outro lado, leva a uma redução no custo.

Grupo aRede: O número de passageiros influencia no cálculo da tarifa?

Prefeita Elizabeth: Em Ponta Grossa, desde o início do atual contrato, a tarifa é calculada com base numa série de parâmetros, que vão resultar num dado chamado IPK, Índice de Passageiros por Quilômetro. Quanto mais passageiros, menor a tarifa; quanto menos passageiros, mais cara a tarifa.

Grupo aRede: Há outros elementos na composição da tarifa, além do número de passageiros?

Prefeita Elizabeth: Muitos. Entre eles estão os custos dos ônibus, salários dos motoristas, cobradores, funcionários e diretores da empresa que detém a concessão. Além disso, entra no cálculo o custo médio de pneus, peças de reposição, óleo diesel e vários outros.

Grupo aRede: Existem formas de reduzir esses impactos?

Prefeita Elizabeth: Em alguns casos sim, como a redução das chamadas gratuidades – que não são gratuitas: se um não paga a passagem, por qualquer razão, os demais usuários pagam por ele. Durante muito tempo foram criadas essas ‘gratuidades’ como ação humanitária ou política. Mas esqueceram de apontar ou calcular que isso teria forte impacto na tarifa que todos os usuários pagam. Em outros casos, como no custo de pneus e combustíveis, há uma inflação acumulada que elevou todos esses preços.

Grupo aRede: Por que dizer que “não há possibilidade” de uma tarifa nesse valor?

Prefeita Elizabeth: Uma tarifa nesse patamar tornaria o sistema inviável. Não haveria suporte econômico para manter o sistema de ônibus. E a própria empresa sabe disso. Então estamos buscando formas de reduzir os impactos da alta dos custos e da redução dos passageiros. Uma forma é racionalizar trajetos e horários, para que os ônibus não rodem vazios.

Grupo aRede: Existe maneiras de se evitar que situações como essa se repitam?

Prefeita Elizabeth: Existem. A Prefeitura já tem uma comissão trabalhando com alternativas para avaliar o melhor modelo de sistema, com vistas à licitação desse serviço, que começará no ano que vem. Queremos um sistema que seja eficiente, confiável e sustentável. E, obviamente, acessível.

Grupo aRede: Qual será o valor da tarifa?

Prefeita Elizabeth: Se houver reajuste, esse valor será ainda avaliado pela prefeitura, após a análise do Conselho Municipal de Transporte.

Grupo aRede: Quando haverá um reajuste?

Prefeita Elizabeth: Se houver reajuste, o início de sua vigência também será avaliado, depois que o Conselho Municipal de Transportes se manifestar e que forem feitos todos os estudos necessários.


Histórico

De acordo com um levantamento do jornalista e doutorando em Comunicação Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Afonso Verner, a passagem do ônibus já teve, desde 2011, dez mudanças, sendo que em somente uma ocasião o valor foi reduzido. Confira abaixo o ano e o valor da tarifa:

- 2011 (R$ 2,40);

- 2012 (R$ 2,50);

- 2013 (R$ 2,40);

- 2014 (R$ 2,60);

- 2015 (R$ 2,85);

- 2016 (R$ 3,20);

- 2017 (R$ 3,70);

- 2018 (R$ 3,80);

- 2019 (R$ 4,30);

- 2020 (R$ 4,30);

- 2021 (R$ 8,35 – se aprovada).


Assunto semelhante:

Comissão avaliará tarifa do ônibus de R$ 8,35 em PG.

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