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Mulheres de PG protestam contra veto de Bolsonaro

Ponta Grossa

15 de outubro de 2021 18:54

Da Redação


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Ato será referente ao veto do presidente na Lei da Saúde Menstrual e acontece neste domingo (17) Foto: Divulgação
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Ato será referente ao veto do presidente na Lei da Saúde Menstrual e acontece neste domingo (17)

O veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, à Lei da Saúde Menstrual, sancionada e publicada no Diário Oficial na dia 7 deste mês, causou reação imediata de mulheres e organizações de movimentos feministas em todo País e no mundo. Em Ponta Grossa, o protesto está previsto para este domingo, 17, na Praça Barão de Guaraúna, ao lado da Igreja dos Polacos, às 15h. Organizado pelos coletivos de mulheres, o protesto é convocado pelas redes sociais.

Da proposta original do Projeto de Lei da Saúde Menstrual, aprovado na Câmara dos Deputados e Senado, Bolsonaro retirou justamente o artigo que previa a distribuição de absorventes femininos para adolescentes em situação de pobreza, moradoras de rua e detentas. Em vídeo que circulou na internet, Bolsonaro alegou que o projeto de lei não especificava a origem dos recursos para compra dos absorventes femininos.

Em Ponta Grossa, o protesto exige a derrubada do veto pelo Senado e Câmara dos Deputados. Pois, com o veto de Bolsonaro, a Lei retorna para apreciação do Parlamento Federal. O protesto lança ainda a campanha no combate à pobreza menstrual “Absorventes ficam, Bolsonaro cai”, com a arrecadação de absorventes íntimos, a serem distribuídos para as adolescentes em situação de pobreza, moradoras de rua e detentas.

As doações podem ser feitas no local do protesto, neste domingo, 17, ou entregues na Casa Colaborativa Casulo, Rua Paula Xavier, número 1352, no centro de Ponta Grossa.

Justiça por Mari Ferrer

O protesto também tem como bandeira a luta por Justiça no caso Mari Ferrer. No dia 7 deste mês, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina inocentou o empresário André Aranha, 44 anos, acusado por Mariana Ferrer, 25 anos, por estupro de vulnerável. O caso teria ocorrido em dezembro de 2018. Mariana trabalhava em uma festa em um clube de praia em Florianópolis e, na denúncia, alega ter sido dopada e estuprada por Aranha, um dos convidados.

O caso de Mari Ferrer teve repercussão também depois de uma sessão online na 1ª Instância, em setembro do ano passado, em que o advogado de Aranha, Claudio Gastão da Rosa Filho humilha Mari Ferrer.

As imagens da sessão online foram divulgadas pela imprensa e causou diversos protestos por mulheres e movimentos feministas. Em função deste caso, tramita na Câmara Federal o projeto de Lei Mari Ferrer (5096/2020), que protege a mulher vítima de violência de ser submetida às situações de constrangimentos no sistema de Justiça.

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