PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Aeroporto de PG poderá receber aviões a jato

Ponta Grossa

15 de outubro de 2021 18:55

Fernando Rogala


Relacionadas

Caminhão tomba e motorista morre em rodovia de PG

Prefeitura de PG aplica 2ª dose da Coronavac na terça-feira

Instituto Pedro Gaspar realiza ação ‘Anjos do Bem’ em PG

Indivíduo morre esfaqueado na região central de PG
Homem morre atropelado por trem neste sábado em PG
Presidente do PSOL vem a PG na próxima semana
PG volta a obrigar o uso de máscaras em ambientes abertos
Chácara na lateral da cabeceira 08, ao lado da rodovia, é desapropriada para ampliar a margem de segurança Foto: Divulgação
PUBLICIDADE

Aeródoromo recebe obras no entorno para ampliar a margem lateral da pista, mudar de categoria e poder receber aviões maiores


O aeroporto Comandante Antonio Amilton Beraldo, de Ponta Grossa, está sendo estruturado para poder receber aviões a jato já a partir de 2022. O Sant’Ana, como é mais conhecido, recebe obras para a ampliação do distanciamento lateral em relação à pista, para ter 140 metros livres a partir do seu eixo, ficando com uma margem de segurança maior, possibilitando ao aeroporto mudar de categoria e receber os aviões maiores. A pista, contudo, não será alterada, mantendo os 1.430 metros de comprimento por 30 m de largura. Cabe destacar, ainda, que essas obras não se referem ao investimento de R$ 32 milhões que será realizado no local, cujos trabalhos ainda não foram iniciados.

Para que o aeroporto fique apto a receber as aeronaves maiores e mais rápidas, uma série de medidas foram adotadas, como desapropriações (entre elas, a da Associação dos Servidores Públicos Municipais), demolição de estruturas existentes, corte de árvores, e inclusive a alteração do trajeto da via de acesso ao aeroporto, que liga a rodovia PR-151 à entrada do terminal de passageiros. No momento, há o trabalho de desapropriação de uma chácara ao lado da cabeceira 08, para que todo raio da pista esteja livre de anteparos laterais em uma distância adequada. Ao final das obras, que devem ser concluídas até o final deste ano, o Sant’Ana estará adaptado às condições para receber os aviões ‘turbofan’.

De acordo com Victor Hugo de Oliveira, superintendente aeroportuário, esses 140 metros laterais de margem do eixo da pista fazem o aeroporto evoluir para a categoria III C (Três Charlie). “Por esse motivo, estamos com o acesso provisório ao aeroporto, por afastar o muro. E do outro lado estamos trabalhando com a desapropriação de uma chácara; precisamos remover algumas árvores, para construir o muro e ficar 100% preparados para a mudança de categoria”, informa.

Oliveira esclarece que a extensão da pista, mesmo com a altitude do aeroporto, de 789 metros acima do nível do mar (2.589 pés), permite a decolagem e aterrissagem dos aviões a jato menores, que operam em voos comerciais pelo Brasil. “Poderemos receber aviões a jato da Embraer, como os 190 e 195 E2 (operados pela Azul) e os Boeing 737, como os operados pela Latam e Gol”. Contudo, as aeronaves não poderiam operar com capacidade máxima, mas com restrições em torno de 80% de sua capacidade – que, de qualquer forma, seria o suficiente para transportar mais pessoas do que o total de passageiros que conseguem os ATR-72, modelos turboélice que operaram em Ponta Grossa nas linhas comerciais da Azul (Campinas) e Voepass (São Paulo e Foz do Iguaçu). 

Com isso, há a expectativa de que mais empresas aéreas possam entrar na cidade, podendo realizar rotas almejadas há alguns anos pelo poder público municipal, como o voo direto para Porto Alegre, por exemplo.


Sant’Ana poderá se tornar internacional

A realização dessas obras para viabilizar o aeroporto a receber aviões maiores também é um objetivo do município diante da busca de tornar o aeroporto internacional. Um diferencial para a obtenção dessa chancela já foi conquistada há duas semanas, foi a aprovação, com 100%, na inspeção de AVSEC (Aviation Security) da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC), que se refere às questões de segurança contra atos de interferência ilícita. Oliveira lembra que esse pedido de internacionalização do aeroporto já foi protocolado junto à ANAC, e já houve a conversa com a Receita Federal. “Agora estamos esperando aceite da Vigiagro (Vigilância Agropecuária Internacional) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”.

PUBLICIDADE

Recomendados