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AMPG ressalta importância de hábitos saudáveis

Ponta Grossa

26 de outubro de 2021 16:18

Da Redação


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Neste Outubro Rosa, ginecologista, mastologista e oncologista, membros da Associação Médica de Ponta Grossa, reforçam informações essenciais sobre a neoplasia Foto: Ilustração/Shuteterstock
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Neste Outubro Rosa, ginecologista, mastologista e oncologista, membros da Associação Médica de Ponta Grossa, reforçam informações essenciais sobre a neoplasia 

Em outubro, várias ações são realizadas ao redor do mundo para reforçar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Alcunhada de Outubro Rosa, a campanha mobiliza várias organizações da sociedade. A Associação Médica de Ponta Grossa (AMPG) é uma das que apoia a causa e busca, por meio dos associados, ressaltar à população a necessidade do autocuidado, de idas em consultas médicas e de realizações de exames para obtenção de diagnósticos.  

O câncer de mama é, atualmente, o tumor mais incidente em pessoas do sexo feminino e o responsável pela maior mortalidade por câncer em vários países, inclusive no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020, mais de 2 milhões de mulheres descobriram a doença ao redor do mundo. 

Segundo o presidente da AMPG, Francisco Barros, além do incentivo do diagnóstico precoce, é preciso que os médicos e a sociedade incentivem as mulheres também a adotarem práticas saudáveis no cotidiano, assim como ficarem atentas a fatores genéticos e hereditários. “Há alguns anos, a sociedade se mobiliza por meio de campanhas que despertam a necessidade de cuidados preventivos com a saúde humana. No mês de outubro, um dos temas abordados é o câncer de mama. Sabemos que o diagnóstico precoce do câncer é fundamental para a cura, mas, podemos muito mais do que isso, incentivar também hábitos de vida saudáveis”, ressalta Barros. 

O ginecologista e mastologista, Fábio Mansani; a oncologista, Cynthia Koehler; e o ginecologista e obstetra, Gilmar Nascimento, são médicos associados à AMPG. Cada um, dentro de sua especialidade, lida com pacientes que buscam a prevenção do câncer de mama e conhecem casos de pacientes que lutam contra o tumor. 

Conforme Mansani, a prevenção do câncer de mama pode ser dividida em duas partes: a primária, que é a forma de evitar o aparecimento do tumor; e a secundária, mais relacionada com o diagnóstico precoce.  

“A prevenção primária relaciona-se principalmente com qualidade de vida, como alimentação equilibrada, exercícios físicos, amamentação por maior tempo possível, evitar o tabagismo e a ingestão de bebidas alcóolicas. A prevenção secundária é a do diagnóstico precoce, que é capaz de reduzir a mortalidade da doença. A principal estratégia é a realização da mamografia de rastreamento. O exame clínico das mamas mostrou também ser efetivo em populações onde o acesso à mamografia é restrito ou indisponível”, destaca o mastologista, que desenvolve uma pesquisa a nível nacional sobre uma plataforma genética, que possibilita a redução em até 50% da utilização de quimioterapia nas pacientes em tratamento por câncer de mama. 

Para os médicos, o autoexame das mamas também é importante, porém, tem um papel limitado, já que nem todos os tumores são palpáveis. Segundo os profissionais, a ida ao médico e a realização da mamografia não devem ser substituídas apenas pelo autoexame. Ainda assim, a orientação dos especialistas é que as mulheres conheçam alterações suspeitas de câncer, observem e palpem ocasionalmente suas mamas.  

De acordo com os profissionais, as modificações que devem ser observadas são nódulos na mama ou axila, aparecimento de áreas de retração, inchaço, alteração no volume, vermelhidão, secreção pelos mamilos e dor mamária localizada.  

“Os nódulos palpáveis geralmente não doem, são irregulares, firmes, duros e aparecem normalmente em uma mama, localizados na maioria das vezes no quadrante superior lateralizado ou na região central da mama. Apesar de atentar-se a essas alterações, o ideal é que não se espere palpar para fazer a prevenção, que é relacionada aos hábitos de vida”, sustenta o ginecologista, Gilmar Carvalho, que também é vice-presidente da AMPG. 

Características do câncer de mama 

O câncer de mama é resultado de uma alteração genética, seja hereditária (quando já nascemos com ela) ou adquirida (resultado de alguma agressão no organismo). Segundo o INCA, há fatores que aumentam a probabilidade de incidência da doença, como os ambientais e comportamentais (relacionados aos hábitos de vida), os da história reprodutiva ou hormonal (que dizem respeito ao histórico de menstruação e menopausa, por exemplo) e os genéticos e hereditários (desencadeados por influência do histórico de incidência de câncer na família). A faixa etária mais atingida pela neoplasia é a das mulheres com mais de 50 anos.  

Após diagnosticado, as principais formas de tratamento são cirurgia, quimioterapia e radioterapia. E é para minimizar o impacto do tratamento e a aumentar a chance de cura que o diagnóstico precoce se faz importante. “Toda doença, principalmente as neoplasias malignas, quando se tem o diagnóstico precoce, ocasiona a melhora na conduta. Prevenir é o melhor remédio. É necessário realizar os procedimentos corretos, na hora certa, para que quanto mais cedo identificar o tumor, mais chances de minimizar as agressões que a doença e o tratamento causam na paciente”, alega Carvalho. 

Atualmente, a principal forma de detecção do câncer de mama é a mamografia. O exame é indicado para mulheres acima de 40 anos.  

De acordo com a oncologista, Cynthia Koehler, além da adoção de hábitos saudáveis de vida para a prevenção do câncer de mama, a prática da amamentação também se mostra como eficaz para a redução de chances de aquisição da doença. “Durante a amamentação, as taxas de alguns hormônios que favorecem o desenvolvimento de câncer de mama caem na mulher. Neste período também ocorrem a eliminação e renovação de células que poderiam ter alterações precursoras de câncer de mama”, argumenta a médica. 

Acolhimento e serviço 

Fábio Mansani e Gilmar Nascimento desenvolvem um trabalho voluntário na Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC), em Ponta Grossa. A organização realiza um trabalho de prevenção do câncer e amparo aos pacientes em tratamento e suas famílias. O objetivo dos voluntários é, principalmente, acolher a população mais vulnerável e que necessita de cuidados de saúde. A Rede constantemente precisa de voluntários para dar continuidade aos trabalhos de forma qualitativa. 

O médico ginecologista, Gilmar Carvalho, atende no Hospital São Camilo e realiza cirurgias em todos os hospitais de Ponta Grossa. 

O médico ginecologista e mastologista, Fábio Mansani; e a médica oncologista, Cynthia Koehler, atendem no Complexo ISPON. Cynthia também realiza atendimentos médicos na Unimed e na Clínica Believe. 

A AMPG também possui outros profissionais das referidas áreas. Para mais informações ligue no 3224-2261. 

As mulheres interessadas em consultas ou realização de exames de mamografia também podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. No local, ela será atendida pela equipe médica e receberá os encaminhamentos necessários. 

SOBRE A ASSOCIAÇÃO MÉDICA DE PONTA GROSSA  

A Associação Médica de Ponta Grossa é a entidade responsável por defender os interesses da classe médica de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Com 90 anos de atuação, a AMPG é a associação mais antiga da categoria no Paraná, tendo consolidado seu papel de representatividade na região. A diretoria atual é composta por: Francisco Barros (presidente), Gilmar Nascimento (vice-presidente), José Artur Sgarbi (tesoureiro) e Mário Montemór Netto (secretário). As principais frentes da AMPG são Relacionamento Comunitário, Convênios e Científico & Cultural. A Associação localiza-se na rua Júlia Wanderley, 473. O telefone para contato é (42) 3224-2261. Mais informações, acesse: ampg.org.br   

 

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