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CMT sugere retirar cobradores para reduzir tarifa

Ao todo, onze sugestões foram apresentadas pelo Conselho Municipal de Transportes para evitar a passagem de R$ 8,35.

A passagem atual tem o valor de R$ 4,30 e não é reajustada desde 2019.
A passagem atual tem o valor de R$ 4,30 e não é reajustada desde 2019. -

Rodolpho Bowens

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Ao todo, onze sugestões foram apresentadas pelo Conselho Municipal de Transportes para evitar a passagem de R$ 8,35

O Conselho Municipal de Transportes (CMT) de Ponta Grossa apresentou quatro novas sugestões à Prefeitura Municipal (PMPG), para que a nova tarifa do transporte público coletivo não seja de R$ 8,35. E uma delas é a retirada de trocadores dos veículos, os chamados cobradores. Esse afastamento não aconteceria de forma imediata, mas, sim, gradual. A sugestão faz parte das 11 ideias apresentadas pelo CMT, que agora são de análise do Poder Executivo.

Segundo o presidente do ‘Conselho’, Elidio Carlos Curi de Macedo, “em relação aos cobradores, é uma retirada gradual. Não é acabar da noite para o dia com os cobradores. O Conselho não é favorável à demissão, mas a sugestão veio à tona”, disse. Além dessa sugestão, os membros que fazem parte do ‘Grupo’ também falaram na adequação das linhas dos ônibus, e valores diferenciados para pagamentos da passagem em dinheiro ou cartão.

“Fazer uma atualização das linhas, otimizar para que não fique andando ônibus vazio”, explica Elidio ao Grupo aRede. Atualmente, a passagem do transporte público coletivo custa R$ 4,30 – o último reajuste foi em 2019. As outras sugestões apresentadas pelo CMT são:

- A Prefeitura deve bancar as gratuidades dos estudantes, das pessoas com deficiência, dos usuários de 60 a 65 anos, além dos que tenham 65 anos ou mais;

- O Executivo deve, ainda, assumir as despesas integrais para a manutenção e operação dos terminais;

- Que a Prefeitura zere ou, ao menos, reduza a alíquota do ISS pago pela Viação Campos Gerais (VCG);

- O transporte por aplicativo deve ser regulamentado e as taxas cobradas sobre o serviço devem ser utilizadas para subsidiar o transporte público coletivo. Nesse caso, é a taxação no aplicativo e não nos motoristas.

Todas essas ideias já estão com a Prefeitura, que pode aceitar ou não as propostas. “Não sabemos se destas 11 sugestões, a prefeita acatará alguma ou vai decretar passagem de R$ 8,35”, ressalta o presidente do CMT. Em outra ocasião, Elidio já disse ser contrário ao valor técnico sugerido pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT). “Não queremos que seja esse valor. É péssimo para todos. Nas simulações, estamos tentando chegar a um valor abaixo”.

Quem também se mostrou contra a ideia foi a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Silveira Schmidt (PSD). "Não há a menor possibilidade de se chegar a esse valor. Uma tarifa nesse patamar tornaria o sistema inviável”, reforçou na época em que o valor técnico, de R$ 8,35, foi apresentado pela AMTT.

Composição

Atualmente, o CMT é composto por 11 membros de instituições, entidades, entre outros. São: Secretaria Municipal de Planejamento e Infraestrutura; Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg); Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Concessionárias do Serviço de Transporte Coletivo de Passageiros (Sintropas); Empresa Concessionária do Serviço de Transporte Coletivo de Passageiros –VCG; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Ordem dos Advogados do Brasil de Ponta Grossa (OAB/PG); Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa (AEAPG); Câmara de Dirigentes Lojistas de Ponta Grossa (CDL); Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Ponta Grossa; Federação das Indústrias do Paraná (Fiep); e AMTT.

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