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MP investigará vacinas irregulares em PG e Ipiranga

Ponta Grossa

29 de novembro de 2021 22:05

Rodolpho Bowens


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Robson Xavier, diretor da 3ª Regional de Saúde. Foto: Luiz Lacerda/CMPG.
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Em Ponta Grossa, imunizantes teriam vencido e sido descartados; em Ipiranga, as doses foram aplicadas fora do prazo

O Ministério Público do Estado do Paraná (MP/PR), por meio da 17ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, que tem atribuição na área de proteção à Saúde Pública, investigará as situações de vacinas da covid-19 irregulares nos municípios de Ipiranga e Ponta Grossa. O procedimento administrativo ocorre após denúncias apresentadas que 3 mil imunizantes teriam vencido e foram descartados em Ponta Grossa, enquanto 174 doses teriam sido descongeladas e aplicadas fora do prazo de uso em Ipiranga.

Em 23 de novembro, a deputada estadual de Ponta Grossa, Mabel Corá Canto (PSC), encaminhou ao MP/PR e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) um pedido de abertura de procedimento investigativo. Na cidade ponta-grossense, no mês de outubro, 3 mil doses da vacina contra o coronavírus não teriam sido aplicadas, por conta de elas terem vencido e, consequentemente, descartadas.

Sobre a situação em Ponta Grossa, o diretor da 3ª Regional de Saúde Robson Xavier da Silva, responsável pela distribuição dos imunizantes na região dos Campos Gerais, afirmou que as percas foram “técnicas, em virtude de essas vacinas terem sido descongeladas e não utilizadas em tempo hábil. O Município está procedendo corretamente, ou seja, abrindo um procedimento administrativo para checar o motivo dessa perca, e se necessário for, promover as devidas adequações, ajustes, para que isso não aconteça”, explicou. O Grupo aRede procurou a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) para falar sobre o ocorrido. Entretanto, não obteve nenhuma resposta.

Já em Ipiranga, 174 doses teriam sido descongeladas e aplicadas fora do prazo, o que diminui a eficácia dos imunizantes - após o descongelamento, as vacinas precisam ser aplicadas em 31 dias. Segundo a assessoria de imprensa do Município de Ipiranga, a 3ª Regional encaminhou o lote “sem informar a data de descongelamento”, assim, ocasionando o possível erro.

Por outro lado, Robson Xavier ressaltou que o posicionamento da Prefeitura Municipal de Ipiranga não procederia. “Já recebemos 70 lotes de vacinas, e na distribuição dessas para todos os municípios, é encaminhado um documento do Ministério da Saúde, com todas as informações relacionados àqueles insumos que os municípios estão recebendo. O que houve em Ipiranga foi um evento adverso”, explica. Todos os cidadãos que receberam os imunizantes fora do prazo, já foram comunicados para serem novamente vacinados contra o coronavírus.

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