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VCG apresenta nova proposta para evitar greve no transporte

Ponta Grossa

30 de novembro de 2021 17:02

Rodolpho Bowens


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Viação Campos Gerais é a responsável pelo serviço público em Ponta Grossa. Foto: Divulgação/Otto Drone.
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Empresa paga 30% do 13º salário nesta terça-feira e sugere parcelar o restante nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro

A Viação Campos Gerais (VCG), concessionária responsável pelo transporte público coletivo de Ponta Grossa, enviou uma nova proposta ao Sintropas, sindicato que representa os funcionários da empresa, com o objetivo de evitar uma nova greve no serviço público da cidade. Na última segunda-feira (29), os trabalhadores optaram em iniciar uma nova paralisação, que seria a partir de sexta-feira (3), depois de uma assembleia realizada pela entidade sindical, em que os empregados não aceitaram as propostas de reajuste salarial e do 13º salário.

A nova proposta consiste no parcelamento do 13º em quatro vezes, e não mais em cinco como as propostas da última segunda-feira, sem pular os meses de janeiro e fevereiro de 2022. Assim, considerando que 30% já foi pago nesta terça-feira (30), ficaria da seguinte maneira: 30% em 20/12/2021; 20% em 20/01/2022; e 20% em 20/02/2022. A proposta enviada pela VCG também fala em um reajuste salarial de 10,67% e 14,3% no vale alimentação.

Em nota enviada para seus colaboradores na tarde desta terça-feira (30), a Viação Campos Gerais afirma que “a greve para nossa operação, que depende da arrecadação e giro da catraca diárias, é extremamente prejudicial a todos”. Além disso, a empresa cita, “vale destacar que embora tenhamos tido um reajuste de tarifa, ele não é suficiente para nos tirar de uma situação de crise. O cenário ainda é de extrema atenção e responsabilidade”, justifica.

Mais informações sobre o anúncio da greve clicando aqui. Confira abaixo o texto enviado aos funcionários:

“Caros Colaboradores:

No dia de ontem, duas propostas enviadas pela empresa em relação ao reajuste salarial, pagamento do décimo terceiro salário e demais providências foram rejeitadas pela categoria, de modo que foi aprovado o indicativo de greve.

A greve para nossa operação, que depende da arrecadação e giro da catraca diárias, é extremamente prejudicial a todos.

A crise financeira vivida pelo sistema de transporte coletivo não passou, e ainda depende de muitos fatores incertos para ter seu fim.

Vale destacar que embora tenhamos tido um reajuste de tarifa, ele não é suficiente para nos tirar de uma situação de crise. O cenário ainda é de extrema atenção e responsabilidade para que possamos, gradativamente e ainda que lentamente sair da situação atual.

Neste sentido, como forma de evitar-se um mal maior, hoje enviamos ao SINTROPAS uma nova proposta de acordo, que contempla um reajuste salarial adequado, inclusive acima da média para o cartão alimentação, mas depende necessariamente de um parcelamento do décimo terceiro para ter sustentabilidade.

A proposta enviada pela empresa é realmente o limite daquilo que pode ser oferecido para a não ocorrência de uma greve geral, e pedimos o entendimento de para que o transporte coletivo não viva um colapso de grandes proporções, de modo que possamos manter nossas atividades.

A não aprovação da proposta levará a questão a uma decisão judicial, mediante um dissidio.

Contamos com o apoio de todos para superarmos, em definitivo esta crise!”.

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