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Nascido em PG, projeto ‘Family On Board’ percorre o mundo

Ponta Grossa

21 de janeiro de 2022 09:52

Da Redação


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Em meio às dificuldades e desafios, Violet superou os medos e começou a pesquisar e estudar sobre o autismo Foto: Rede Social
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Ponta-grossense conta como superou desafios do diagnóstico da filha autista e hoje ajuda diversas pessoas

Violet Shibuta, natural de Ponta Grossa, descobriu há quatro anos que a sua filha, Summer, era autista. Em meio às dificuldades e desafios, Violet superou os medos e começou a pesquisar e estudar sobre o autismo. Foi então que criou o projeto ‘Family On Board’ (família a bordo), onde dá dicas, informações e mostra o dia a dia da família.

Antes mesmo de receber o diagnóstico de autismo de Summer, Violet conta que notava alguns comportamentos da filha. “Quando ela completou dois anos, vi que não estava falando. até que eu comecei a pesquisar e vi que crianças que não falam com essa idade podem ser autistas”, comenta mãe.

Em 2018, Summer recebeu o diagnóstico de um médico. Violet explica que não conhecia nada sobre o autismo e sofreu muito por conta disso. “Eu me questionava se ela iria falar comigo, se me chamaria de mãe ou até mesmo que tipo de vida ela iria ter”, relata. A família decidiu se mudar para os Estados Unidos, e iniciar as terapias de Summer. “Há quatro anos, tudo era diferente. Hoje há muitas clínicas e profissionais especializados”, justifica.

A família já havia criado o perfil de viagens no Instagram, e como Violet mostrava a rotina e as conquistas diárias da filha, muitas pessoas começaram a se interessar pelo assunto. “Com o tempo, mães de autistas foram chegando ao Instagram e se inspirando nos relatos. Foi então que comecei a dar mais dicas e tentar passar o máximo de informações”, explica.

Levando e buscando informações

Segundo Violet, cada país é muito diferente na maneira de lidar com pessoas autistas. A família então teve curiosidade de saber como era a realidade em cada canto do mundo. Ao todo, já foram 25 países visitados. “No Egito, conhecemos uma clínica particular que ajudava crianças carentes autistas com terapias. Na África, pudemos visitar uma clínica formada por mães de autistas, que se uniram para montar o espaço, entre tantas outras histórias” relata Violet.

No Brasil, a realidade também não é fácil. Segundo Shibuta, os pais precisam esperar e lutar muito na justiça para conseguir que o plano de saúde libere alguma porcentagem para as terapias. “Meu sonho é fazer com que o governo ou os planos de saúde sejam mais empáticos com a maternidade e paternidade atípica”, expõe.

Diagnóstico

Durante os anos de experiência e vivência, Violet explica que o diagnóstico do autismo é fundamental. Segundo ela, há muitas pessoas autistas que vivem uma vida inteira sem saber que são. “Quando você recebe o diagnóstico é libertador. Pois você priva muito sofrimento. As terapias funcionam e a Summer é a prova disso”, comenta.

A família reconhece que o autismo ainda é pouco falado e isso pode atrapalhar a busca pelo diagnóstico. Violet explica que é o medo do desconhecido ou do julgamento. “Existem pessoas totalmente independentes que são autistas, outras precisam de mais suporte, há pessoas adultas que são autistas e ainda não descobriram, entre outros”, comenta. E, sabendo disso, é possível entender que há diferentes níveis de autismo e que, quanto antes as terapias forem iniciadas, melhores serão os desenvolvimentos.

“O autismo não tem cara e não é doença. E eu sempre irei lutar por esta causa e passar o máximo de informações possíveis, tanto para quem não tem relação com o autismo, como para quem convive com um autista”, finaliza. 

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