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UEPG investe mais de R$ 340 mil em ar-condicionado

Ponta Grossa

27 de janeiro de 2022 15:05

Da Redação


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Itens serão instalados na Central de Salas

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) investiu R$ 346.080,80 mil na adequação, ampliação e instalação elétrica de ar-condicionado na Central de Salas. O trabalho aconteceu entre 06 de dezembro e 11 de janeiro, que instalou 57 aparelhos,  distribuídos em 23 salas de aula e 2 auditórios. A adequação tem o objetivo de proporcionar mais conforto térmico aos alunos, docentes e servidores que frequentam a Central de Salas.

O valor é a soma de R$ R$ 18.450,00 em projetos; R$ 127.830,85 em equipamentos; e R$ 199.799,95 na instalação dos equipamentos. A verba para a obra veio da Unidade Gestora do Fundo Paraná, da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (UGF/Seti). “A Central de Salas é o coração didático do Campus Uvaranas, onde há o maior número de aulas ofertadas”, explica o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto. O reitor explica que a obra foi prioridade na gestão, porque se buscou “sempre investir em projetos que atendessem o maior número de pessoas, tanto de alunos, quanto de professores e agentes universitários. Esse projeto de climatização atende isso, melhora as condições didáticas para professores e alunos”, ressalta. A obra possui um apelo didático muito forte, segundo ele. “Nós ficamos muito felizes de podermos melhorar as condições de alunos e professores que frequentam o local”.

A melhoria da climatização da Central de Salas não envolveu apenas a instalação dos aparelhos de ar-condicionado, mas também a execução de toda a infraestrutura necessária da rede elétrica e frigorífera, conforme explica o diretor de Planejamento Físico da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan), Matheus Santana Carrer. “As salas atendidas, bem como as demais do local, contavam apenas com ventiladores. A melhoria permitiu que 25 salas de aula fossem contempladas com 57 aparelhos adquiridos anteriormente pela Universidade”, explica.

O atendimento de 25 salas se deu em função da disponibilidade dos aparelhos existentes e de estudo realizado pela Proplan, que visou a eficiência na distribuição dos equipamentos, em função de conforto térmico. “A principal preocupação, durante a fase de planejamento para a execução, foi não sobrecarregar a rede elétrica da edificação, de forma que a reestruturação e reforço da rede foram primordiais para uma boa execução do serviço e posterior utilização”, enfatiza Carrer.

“A execução desta obra segue as diretrizes que têm norteado os projetos da Proplan, de atendimento ao maior número de usuários possível, otimização do uso do recurso financeiro, atendimento de demandas coletivas e resolução de problemas históricos nos campi”, comenta a pró-reitora de Planejamento, professora Andrea Tedesco.

A ausência de púbico nos campi em função da pandemia, de certa forma, favoreceu a execução de obras de maior porte, de acordo com a pró-reitora. “Em situação normal de ocupação, essas obras gerariam transtorno aos usuários dos locais, como foi o caso das obras de recapeamento asfáltico no campus Uvaranas; construção do vestiário na Fazenda Escola; revitalização do estacionamento; instalação de esquadrias com isolamento acústico e pintura externa no campus central; reforma da cobertura de parte do Colégio Agrícola e RU”, complementa.

O prefeito do campus, Eduardo Pereira, destaca que a climatização na Central de Salas era uma demanda histórica de acadêmicos e professores. “Sabendo da importância disso e priorizando o local com maior concentração de usuários, como tem sido a prática, este projeto foi uma prioridade”, explica. Mesmo durante o período de atividades remotas ocasionadas pela pandemia, a Precam e as Pró-Reitorias continuaram trabalhando pela manutenção e conservação dos espaços físicos na UEPG, como destaca Eduardo. “Tudo para que, ao retornar para o presencial, a comunidade acadêmica encontre um espaço muito melhor”.

O projeto de melhoria do conforto térmico era o planejamento da gestão desde 2019. “Foi pensado logo no início da gestão, com recursos captados ainda em em 2019”, conta o pró-reitor de Assuntos Administrativos, Ivo Mottin Demiate. “Quando aceitamos esse desafio, era uma realidade de aulas presenciais, onde havia a preocupação de dar conforto térmico aos estudantes”. Ivo ressalta a atuação da Diretoria Financeira (Difi) e Diretoria de Material e Patrimônio (Dimapa), órgãos da Proad, que viabilizaram a compra de equipamentos e o ganho de verbas para a execução da obra. “O nosso dia a dia é atuar para que as pessoas encontrem o melhor espaço para a volta às aulas presenciais. A gente está sempre por aqui e, nesses anos de pandemia, estivemos sempre trabalhando para que as pessoas possam se surpreender positivamente com as reformas dos campi”.

Usuários

Ronaldo Moura é acadêmico de Licenciatura em Artes Visuais, curso que acontece na Central de Salas. Para ele, a melhoria auxilia muito no conforto de quem frequenta o local. Ronaldo destaca que a reforma auxilia no retorno às atividades acadêmicas presenciais. “Umas salas que eu frequentava ficavam muito quentes em dias de calor e algumas também tinham problemas no ventilador, o que dificultava bastante, principalmente nas salas de produção, onde sempre tinha um maior grupo de pessoas juntas”.

Sandra Borsoi, professora do Departamento de Artes, salienta que a obra é uma demanda histórica dos alunos e professores. “É uma obra de extrema importância, que traz qualidade à aula e compreensão dos alunos, porque eles não estão se abandando, não estão com dificuldade de concentração devido ao calor intenso”. Possibilitar o conforto térmico para a retomada das aulas é sinônimo de receptividade, aconchego e de querer estar na UEPG, segundo Sandra. “Esse é um momento de acolhida, onde toda a Universidade se preparou para recebê-los. Vejo com olhos felizes essa iniciativa estar sendo consolidada em um momento de pandemia”, completa.

“É uma ótima notícia saber que no retorno presencial teremos ar-condicionado nas salas de aula da Central de Salas”, afirma o professor do Departamento de História, Robson Laverdi. “Nos dias ensolarados, o trabalho lá era quase insuportável, pois as salas eram também muito abafadas e potencialmente quentes pela arquitetura frágil e posição das janelas em relação ao sol”, conta. O professor lembra que essa era uma demanda antiga dos professores que atuam na Central de Salas. “Neste momento em especial, que retornaremos presencialmente, em pleno verão de fevereiro, o ar-condicionado nas salas assumirá um outro sentido, o de nos brindar com um recomeço à altura dos nossos desejos de ensino presencial”, comemora.

Uso do ar-condicionado

Durante a pandemia, disponibilizar meios para a circulação de ar é obrigatória para dissipação dos aerossóis do vírus. Para o uso do ar-condicionado na Central de Salas, as janelas e portas devem se manter abertas, para a função dos equipamentos seja apenas para ventilar um ar mais fresco. Conforme explica, a médica infectologista do Hospital Universitário da UEPG, Gabriela Gehring, a Ômicron, que já circula na cidade desde dezembro, é altamente transmissível. “A gente precisa muito tomar todos os cuidados, evitando a transmissão e contaminação. Devemos continuar usando máscara, manter o distanciamento social, usar álcool na mão e manter todas as medidas preventivas, o que sempre foi orientado”, finaliza.

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