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Unium e Tetra Pak fecham acordo para construir queijaria

Investimento marca ingresso da Unium no setor de queijos. Tetra Pak será a fornecedora de todo o sistema de processamento da nova fábrica

O investimento marca a entrada da Unium no mercado de queijos.
O investimento marca a entrada da Unium no mercado de queijos. -

Da Redação

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Investimento marca ingresso da Unium no setor de queijos. Tetra Pak será a fornecedora de todo o sistema de processamento da nova fábrica

A Tetra Pak, fornecedora de tecnologias para o processamento e envase de alimentos e bebidas, fechou acordo para equipar o laticínio da Unium, marca que representa a intercooperação entre as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal. Avaliada em cerca de R$ 460 milhões e com inauguração prevista para 2023, a nova planta será instalada no município de Ponta Grossa e será dedicada à fabricação de queijo Muçarela, Prato, Cheddar e Cagliata. O investimento marca a entrada da Unium no mercado de queijos.

“A nova operação marcará a expansão do nosso negócio e o ingresso em novos mercados. Estamos trabalhando com soluções de ponta que tornem a nossa operação uma referência em qualidade e modernidade na indústria brasileira de laticínios”, diz Edmilton Aguiar Lemos, Superintendente de Operações Lácteas da Unium.

O sistema de tratamento do leite e fabricação do queijo será inteiramente fornecido pela Tetra Pak. Inicialmente, o projeto prevê a captação de até 800 mil litros de leite por dia, convertidos em 80 toneladas de queijo, o que fará da queijaria umas das principais do país em capacidade de produção.

“O grande destaque deste projeto é a diversificação de portfólio de produtos para além do leite UHT, investindo em inovação com tecnologia de ponta, em uma categoria que apresenta uma demanda crescente do consumidor brasileiro”, diz Gustavo Minasi, da Tetra Pak.

O escopo contratado inclui todas as etapas de processamento do leite para queijo, incluindo coagulação, drenagem e acidificação, filagem, formação de blocos, resfriamento e salmoura. O acordo também prevê o fornecimento de tecnologias complementares para o tratamento do soro gerado na queijaria -- viabilizando a produção de WPC com 35%, 50% e 80% de concentração. O WPC é um concentrado proteico bastante utilizado na indústria de ingredientes para a formulação de bebidas com alto teor de proteína.

Dessa forma, além do fornecimento de queijos para o mercado B2B, varejo e/ou para redes de food service, a marca também poderá fornecer o soro concentrado em pó a um mercado em expansão. Segundo segmentação realizada pela Tetra Pak, com base nos dados Nielsen, a venda de bebidas com alto teor de proteína cresceu 16,4% em volume consumido entre setembro de 2020 ao mesmo período de 2021.

“A indústria de laticínios tem avançado em inúmeros aspectos e apresentado maior dinamismo. Este é um segmento em busca de diversificação de portfólio, o que demanda dos fornecedores de soluções de processamento a entrega de linhas completas e versáteis que respondam aos novos desafios de negócio”, explica Ana Paula Forti, diretora da área de Processamento da Tetra Pak.

Atualmente, a Unium registra mais de R$ 7 bilhões em faturamento anual. Diariamente, mais de 3,5 milhões de litros de leite são processados pelas fábricas do grupo, com ofertas de produtos que incluem leite UHT, bebidas lácteas, creme de leite, leite concentrado, leite condensado e leite em pó. Além da produção de laticínios, a Unium também produz carne suína, embutidos e defumados, farinha de trigo e energia.

Consumo de queijos cresce no Brasil

Pesquisa realizada pela Tetra Pak em parceria com Lexis Research, consultoria global de estudo de mercado, indica que a pandemia estimulou o consumo de queijos no mundo. No Brasil, quase metade dos entrevistados (46%) afirmam ter aumentado a ingestão do alimento durante a pandemia, índice acima da média global, de 1/3 dos entrevistados.

A alta no consumo é explicada pela chegada da Covid-19, que mudou o comportamento da população. Isso se deve, em parte, ao fato de mais pessoas estarem passando tempo em casa, o que proporciona mais oportunidades para o consumo do alimento, como ao assistir TV (36%) ou ao acompanhar uma bebida -- como aperitivo (35%) ou em um lanche rápido (35%). No Brasil, a maioria (84%) consome queijo no café da manhã e como tira-gosto no fim de tarde (51%).

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