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Frente em Defesa da TVE PG intensificará ações

Ponta Grossa

12 de maio de 2022 16:34

Da Redação


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Frente defende que mudanças propostas pelo Executivo levarão à extinção da TV Educativa Foto: Divulgação
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Projeto foi protocolado pelo Poder Executivo no ano passado e aguarda votação pela Câmara de Vereadores 

Os membros e apoiadores da Frente em Defesa da TV Educativa de Ponta Grossa – TVE PG estão vigilantes com a possibilidade de o Projeto de Lei 339/2021, entrar em votação nos próximos dias. O objetivo do projeto é cortar repasses e transferir servidores concursados/comissionados para outras funções que não as suas originais na TVE PG. Segundo membros da Frente, a prefeitura já se movimenta nos bastidores para fazer lobby político com vereadores da situação, na tentativa de apagar do mapa a história da TVE.

 O projeto foi apresentado à Câmara pela prefeita Elizabeth Schmidt e poderá levar a TV à extinção, por falta de pessoal e recursos, já que a retirada do apoio à Fundação Educacional de Ponta Grossa (Funepo), responsável pela gestão da emissora pública na cidade, decretará o fim das transmissões em um curto espaço de tempo.

A prefeitura, por sua vez, alega que há prejuízo financeiro e incapacidade de garantir recursos. Porém, segundo a Frente, a informação não se sustenta, já que a média das despesas da TVE, entre 2016 e 2021, foi de pouco mais de R$ 1,2 milhão ao ano, bem menos que os R$ 2 milhões que a Prefeitura divulgou recentemente.

Conforme a Frente, a confusão da prefeita se deve ao fato de que, anualmente, ficam reservados para a TVE os referidos R$ 2 milhões. Entretanto, este valor não seria utilizado na íntegra. Só entre 2018 e 2021, a direção da TVE devolveu mais de R$ 1,5 milhão aos cofres da Prefeitura, justamente porque economizou e não usou todo o montante previsto no orçamento.

Além disso, dos 54 servidores concursados da TVE PG quando foi fundada, em 2000, só restam 14 e a prefeitura nunca fez a reposição de pessoal, que foi saindo por tempo de serviço ou por motivos pessoais. O resultado, alega a Frente, é que faltam condições de trabalho e a TV não produz o equivalente ao potencial que possui. Enquanto isso, acrescenta, a prefeitura aproveita os cargos vagos para emplacar aliados políticos em funções comissionadas, sem concurso, com pessoas que muitas vezes podem não possuir sequer qualificação para o trabalho ao qual são designados, o que impede a TVE de operar com 100% da capacidade que possui.

Exclusão digital

Para justificar a extinção da TVE, a prefeitura tem tentado argumentar que a Internet já sobrepujou as transmissões televisivas. Porém, no entendimento da Frente, tal argumento é elitista, desonesto, excludente e fora da realidade.

Isso porque nem todas as famílias de Ponta Grossa possuem Internet via cabo ou amplos pacotes de dados móveis e, por isso, para elas, a TV, que está presente em mais de 98% dos lares brasileiros, ainda é uma fonte de informação e entretenimento.

Além disso, durante a pandemia, a pobreza cresceu 25% em Ponta Grossa, conforme números de 2021 do jornal Diário dos Campos, com base em dados do Governo Federal. Logo, acabar com a TV é governar para os mais ricos e desprezar os moradores mais carentes da cidade, geralmente lembrados apenas em época de eleições.

Para completar o pacote de meias verdades, a prefeitura ainda acusou problemas na parte de gestão da TVE que, nos últimos anos, esteve sob o comando de pessoas indicadas pelo ex-prefeito, Marcelo Rangel, de quem a atual prefeita era vice.

Depois que assumiu, Elizabeth manteve a política de nomeações por conta própria. Logo, além de empurrar a responsabilidade para o antecessor, a atual gestora foge da responsabilidade em 2022.

Sendo assim, parte da responsabilidade pelos eventuais desmandos é da própria prefeitura e não da TV Educativa como emissora e nem da Funepo como Conselho formado por membros indicados pela sociedade civil.

Decisão está na Câmara 

Como a extinção da TVE PG depende do voto dos vereadores do município, a Frente defende que cada parlamentar terá a chance de escolher como será lembrado para a posteridade: como aqueles que ‘salvaram’ a TV Educativa ponta-grossense e promoveram a comunicação pública no Município ou como aqueles que preferiram seguir opiniões equivocadas e sem fundamento do Executivo. 

*Com informações da Assessoria de Imprensa

 

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