PLATAFORMAS


EDITORIAS


SEÇÕES


PROJETOS


INSTITUCIONAL

Vereadores processam Stocco por declaração na ‘CPI da VCG’

Ponta Grossa

23 de maio de 2022 17:45

Rodolpho Bowens


Siga o a rede no Google News

Relacionadas

Stocco lança pré-candidatura para deputado estadual

Jornal da Manhã completa 68 anos de história na região

Carro pega fogo em cima de guincho em rodovia de PG

Ponta Grossa entra no mapa nacional do cicloturismo
El Tomato prepara grande promoção de feijoada e pizzas
PM apreende carro adulterado, arma e drogas em PG
PG é a 19ª no Brasil em qualidade de administração
Vereador de Ponta Grossa, Geraldo Stocco Filho (PV). Foto: Luiz Lacerda/CMPG.
PUBLICIDADE

Parlamentares movem ação na Justiça cobrando danos morais do vereador do Partido Verde. Stocco entende que Comissão deixou de investigar a Viação Campos Gerais

O vereador Geraldo Stocco (PV) está sendo processado por dois colegas da Câmara Municipal de Ponta Grossa (Leandro Bianco e Léo Farmacêutico) - o processo é motivado pela declaração de Stocco de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Viação Campos Gerais (VCG) terminou em pizza. O processo tramita no Terceiro Juizado Cível de Ponta Grossa e pede que Geraldo indenize Bianco e Léo em R$ 30 mil por danos morais. 

A declaração de Stocco foi dada sobre a investigação da CPI sobre a Viação Campos Gerais (VCG) - Geraldo se referia especificamente ao fato de que a Comissão não ter pedido à Justiça a quebra do sigilo fiscal e bancário da empresa e seus dirigentes. "Na época, a VCG foi a única empresa a receber ajuda financeira da Prefeitura para enfrentar a crise da pandemia e, mesmo assim, não pagou seus funcionários em dia", lembra Stocco. 

O vereador do Partido Verde (PV) destacou ainda que, na prática, a CPI não avançou em basicamente nada daquilo que se sabia sobre o transporte público na cidade - Stocco foi o autor do pedido de criação da Comissão. "Criamos a Comissão para investigar a situação que era absurda: uma empresa recebia subsídio público e não pagava nem o salário dos funcionários", diz Stocco. 

"Infelizmente houve uma manobra e fui retirado da presidência, depois deixei a CPI por perceber que ali não havia uma vontade de investigar a situação de verdade", explica Geraldo. O vereador lembra ainda que, após ser criada, a CPI teve uma reunião, sem que ele fosse convidado, onde os membros tiveram suas funções definidas, sem a presença de Stocco. "Desde o começo fui boicotado", conta Stocco. 

O vereador destacou ainda o fato de que a CPI tem poderes amplos e que devem ser constitucionalmente utilizados. "A CPI tem um poder de polícia que deveria ser utilizado para investigar e apurar situações como estas. Ao ler o relatório final, nota-se que a Comissão deixou de aprofundar questões fundamentais, como o fato de a companhia ter atrasado o pagamento de vários funcionários por meses seguidores", cita Stocco. 

Perseguição política

Essa não é a primeira ação do tipo movida contra Stocco. O vereador também já foi levado à Corregedoria da Casa de Leis em três denúncias distintas - todas elas acabaram arquivadas por falta de provas. "Muitas vezes noto que existem pessoas usando mecanismos legais para tentar nos intimidar, intimidar nossa forma de fazer política e nos perseguir politicamente, mas seguimos firmes", explica Stocco.

Outro lado

Em nota enviada ao Portal aRede, o vereador Leandro Bianco afirmou que as decisões da Comissão foram pautadas por pareceres jurídicos dos advogados do Legislativo. Além disso, criticou a atuação de Stocco em ano eleitoral. Confira abaixo o documento na íntegra:

"Presidi os trabalhos da CPI e o que tenho a dizer é que a Comissão sempre tomou decisões democraticamente, por votação da maioria de seus membros e, especificamente sobre a quebra de sigilo da empresa, digo que nos pautamos em pareceres jurídicos dos advogados da Câmara, os quais, naquele momento, entenderam que não haviam fundamentos aptos a justificarem a medida. Acerca do processo judicial referido, também foi motivado por ilações e ofensas pessoais proferidas pelo Vereador Stocco contra os membros da CPI. Aliás, lá é o foro competente para ele se defender, pois, assim como está fazendo, parece-me que está omitindo fatos para posar de bom moço. É ano eleitoral, eu compreendo que ele queira estar na mídia, embora reprove tais atitudes e declarações distorcidas ou omissivas".

PUBLICIDADE

Recomendados