Mulheres trocam socos em ônibus da VCG; veja vídeo

Confusão só terminou quando o veículo parou na base da Polícia Militar no Parque Ambiental

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Confusão só terminou quando o veículo parou na base da Polícia Militar no Parque Ambiental | Autor: Reprodução

Andre Bida

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Confusão só terminou quando o veículo parou na base da Polícia Militar no Parque Ambiental

Vídeos encaminhados à redação do Portal aRede mostram uma briga envolvendo duas mulheres dentro de um ônibus do transporte coletivo de Ponta Grossa. A situação ocorreu na tarde desta quinta-feira (30), dentro da linha Princesa-Coronel Cláudio. A confusão só terminou quando o veículo parou na base da Polícia Militar no Parque Ambiental. Clique na imagem ou no play e assista o vídeo

Segundo relatos de usuários do transporte público, a discussão ocorreu por causa de um desentendimento por um assento dentro do ônibus. Uma das mulheres envolvidas na confusão alega que utiliza o ônibus com dois filhos, sendo que um é autista e outro possui doença cardíaca.

Com a entrada da mulher com os filhos, um dos bancos foi cedido a mãe, mas ela pediu mais um assento para o outro filho e acabou recebendo uma negativa de uma passageira, estopim para o início da confusão que terminou em empurra-empurra, puxões de cabelo e socos.

A discussão acalorada começou dentro do Terminal Central e um coordenador da Viação Campos Gerais foi acionado para executar os protocolos da empresa para este tipo de situação, mas as mulheres entraram em vias de fato. Com os ânimos exaltados, o ônibus foi deslocado até a base da PM, no Parque Ambiental, para serem tomadas as medidas cabíveis.

Em nota, a VCG informou que todos os procedimentos foram adotados neste caso e repassados para a resolução com as autoridades competentes.

Mãe apresenta versão sobre caso

A mãe das crianças que se envolveu em uma briga contatou a reportagem para apresentar sua versão do caso. Segundo a alegação, os seus filhos precisam utilizar os bancos preferenciais do ônibus, pois um deles é autista e outro possui problemas cardíacos e não pode ficar em pé no veículo.

Outro dado repassado a reportagem é que a discussão começou pela insistência de uma passageira em não ceder o banco preferencial do ônibus. “Eram dois bancos preferenciais onde meus filhos todos os dias sentam. O pequeno que é cardíaco e o outro autista, tenho laudos que comprovam. Um sentou e no outro (banco) ficou uma senhora. Eu pedi para ela dar o banco e a senhora disse que não falando ‘vocês são um bando de folgado’ e deu um tapa no vidro”, disse a mãe.

Referente a agressão, a mãe disse que “me defendi e defendi meus filhos. Eu só quero exigir o direito do meu filho”, finaliza.

Erramos

Anteriormente, a reportagem mencionou que uma das crianças era portadora de autismo, sendo que o termo é errôneo e foi corrigido.

Transtorno do Espectro Autismo (TEA)

O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.

Diagnóstico de TEA

O diagnóstico de TEA é essencialmente clínico, feito a partir das observações da criança, entrevistas com os pais e aplicação de instrumentos específicos. Instrumentos de vigilância do desenvolvimento infantil são sensíveis para detecção de alterações sugestivas de TEA, devendo ser devidamente aplicados durante as consultas de puericultura na Atenção Primária à Saúde. O relato/queixa da família acerca de alterações no desenvolvimento ou comportamento da criança tem correlação positiva com confirmação diagnóstica posterior, por isso, valorizar o relato/queixa da família é fundamental durante o atendimento da criança.

Manifestações agudas podem ocorrer e, frequentemente, o que conseguimos observar são sintomas de agitação e/ou agressividade, podendo haver auto ou heteroagressividade. Estas manifestações ocorrem por diversos motivos, como dificuldade em comunicar algo que gostaria, alguma dor, algum incômodo sensorial, entre outros. Nestes momentos é fundamental tentar compreender o motivo dos comportamentos que estamos observando, para então propor estratégias que possam ser efetivas. Dentre os procedimentos possíveis temos: estratégias comportamentais de modificação do comportamento, uso de comunicação suplementar e/ou alternativa como apoio para compreensão/ expressão, estratégias sensoriais, e também procedimentos mais invasivos, como contenção física e mecânica, medicações e, em algumas situações, intervenções em unidades de urgência / emergência.

Grupo de apoio em Ponta Grossa

A cidade de Ponta Grossa possui grupos de apoio e troca de experiências entre famílias autistas de Ponta Grossa. Entre eles está o grupo Autitute Autismo.