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Stocco quer vaga na Alep para aumentar representatividade

Vereador de Ponta Grossa pelo 2º mandato consecutivo, Geraldo Stocco é pré-candidato ao cargo de deputado estadual nas eleições deste ano.

Vereador foi o segundo entrevistado da série com pré-candidatos do grupo aRede.
Vereador foi o segundo entrevistado da série com pré-candidatos do grupo aRede. -

Marcus Benedetti

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Vereador de Ponta Grossa pelo 2º mandato consecutivo, Geraldo Stocco é pré-candidato ao cargo de deputado estadual nas eleições deste ano.

Pré-candidato a deputado estadual, Geraldo Stocco foi o segundo convidado da série de entrevistas realizadas pelo Grupo aRede. O parlamentar anunciou, no início do mês, que entrará para a disputa por uma cadeira na Alep. Em 2020, Stocco foi o 2º vereador mais votado para a Câmara Municipal de Ponta Grossa e ressaltou a necessidade de renovação de ideias e de propostas para a Assembleia Legislativa do Paraná. De acordo com o entrevistado, a expectativa é expandir para o âmbito estadual a característica de cobrança e de fiscalização já realizada  em Ponta Grossa. Atualmente, Stocco é membro da CPI da Saúde, que busca investigar os motivos do caos existente na área da saúde no município. Confira abaixo como foi a entrevista com o pré-candidato a deputado estadual:

Quais foram as motivações para entrar na disputa por uma vaga na Assembleia? 

Geraldo Stocco:  A conversa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná surgiu a partir da segunda eleição. A partir do momento que, graças a Deus, fui eleito o segundo vereador mais votado aqui da cidade, o pessoal começou a cogitar que poderíamos tentar concorrer a uma vaga, foi isso que veio de externo. Mas, internamente, vejo que nossa cidade pode  e precisa ter mais representantes a nível estadual. Representantes que estejam perto do município, que estejam perto da realidade. O trabalho do vereador é extremamente importante, já que o vereador é a primeira pessoa política que o povo tem contato e, quando fui eleito em 2016, uma das nossas maiores propostas era deixar a política mais perto das pessoas. Por que? Porque as votações acontecem e as pessoas nem sabem. Então, muitas vezes, as pessoas não sabem o que tá acontecendo. Portanto, quanto mais próximas as pessoas estiverem da política, mais força elas terão para mudar as coisas. Então, estamos buscando mais representatividade, buscando trabalhar e ajudar o nosso município. Por isso, coloquei meu nome na disputa como pré-candidato à Assembleia. 

Como o senhor avalia esse cenário local e municipal de disputa das eleições a deputado estadual?

Geraldo Stocco: É uma disputa bem acirrada. Temos pessoas com nomes fortes também para a Assembleia Legislativa do Paraná, porém, eu acredito e espero que as pessoas de Ponta Grossa votem em pessoas de Ponta Grossa. Que a nossa cidade possa eleger os nossos representantes. Não somente a cidade, mas que  a região dos Campos Gerais possa eleger seus representantes.. Pessoas que sejam compromissadas, que tenham compromissos com a região, não somente ‘forasteiros’, por assim dizer, que em época de campanha batem aqui de quatro em quatro anos, porque isso a gente tem muito. Nós precisamos aumentar a representatividade das próprias pessoas de Ponta Grossa. O deputado que representar a nossa região tem que conhecer a realidade, trazer emendas, enfim. Nós temos hoje uma falta de emendas por parte dos deputados estaduais que representam ou que eram para representar a nossa cidade. Então, esse é mais um motivo pelo qual a gente coloca o nosso nome. 

Atualmente, o senhor vem atuando nas oitivas da CPI da Saúde em Ponta Grossa. O que vocês conseguiram extrair dos depoimentos até o atual momento?

Geraldo Stocco: Estamos indo para a 5ª semana de depoimentos. Já ouvimos ex-secretários, já ouvimos pessoas que trabalham na UPA Santana, enfim. O que nós vemos, realmente, é uma omissão por parte da Prefeitura. É muito triste ouvirmos alguns relatos de que os gestores públicos estão sabendo há anos do que estava acontecendo e, infelizmente, não fizeram nada. Nós denunciamos ao Ministério Público antes da CPI. Nós enviamos oficios, outros vereadores também enviaram pedidos de melhorias, mas,infelizmente, quem tem a caneta na mão, é o Poder Executivo. Isso não é da minha cabeça, que fique muito claro para todas as pessoas que estão acompanhando. Independente de gestão, independente de quem está na Prefeitura hoje, aconteceram vários erros. E, hoje, estamos pagando o preço por esses erros. Então, hoje, a CPI está trazendo diversos documentos  com recomendações. Uma das recomendações urgentes, que aconteceu na semana passada e a Prefeitura não nos respondeu, é sobre a contratação de médicos. Outro exemplo muito triste é de que, antes, as pessoas faziam ultrassonografia e tomografia aqui em Ponta Grossa. A pessoa ia até a UPA e, se precisasse do tomógrafo, em uma ou duas horas estava resolvido. Hoje, tem pessoa indo para outra cidade fazer tomografia, indo para Campo Largo e demorando horas, às vezes o dia inteiro. Então, as pessoas estão sofrendo e a CPI está trabalhando para tentar ajudar a cidade o mais rápido possível.

O senhor tem essa característica de ser um político de cobrança e fiscalização. A tua pré-candidatura é um indício de que pretende levar isso para o âmbito estadual?

Geraldo Stocco: Com certeza, espero que sim. Todo o trabalho que fizemos como vereador, nós estaremos ampliando, se tudo der certo, para a Assembleia Legislativa. Questão de regalias e de uso do dinheiro público, por exemplo, nós não fizemos isso aqui em Ponta Grossa e não faremos no estado do Paraná. Acho que as coisas tem que mudar. O trabalho de fiscalização é essencial, Hoje, nós temos, salve engano, 5 escolas estaduais em Ponta Grossa, que era para ter reformas, mas não teve, porque a empresa contratada pelo Governo do Estado do Paraná reformou somente metade. Por exemplo, o Colégio José Elias da Rocha. A mesma empresa ganhou para vários colégios e foram lá (no colégio) para fazer um banheiro novo, mas, na verdade, quebraram as paredes, fizeram um banheiro torto, não colocaram pia e foram embora. Cadê os deputados estaduais aqui de Ponta Grossa para fiscalizar esse pessoal. Então, a fiscalização tem que aumentar. Não precisamos nem falar na quadro negro, que tivemos um deputado daqui da cidade envolvido no escândalo de corrupção. Portanto, essas coisas tem que mudar. Vamos trabalhar para a cidade, para a região, trazer emendas, enfim. Esse será o nosso objetivo. 

O senhor pretende declarar apoio a algum pré-candidato ao Governo do Estado?

Geraldo Stocco: Atualmente, estou no Partido Verde e a Federação onde o partido está encaixado vai apoiar o pré-candidato a governador Roberto Requião, então, vamos seguir a diretriz do partido nesse quesito. 

Quais as estratégias de campanha para fortalecer essa pré-candidatura e angariar votos até outubro?

Geraldo Stocco: Não vou falar tudo, porque se não vão querer copiar a gente (risos). Brincadeiras a parte, eu venho da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Os nossos maiores eleitores, claro, teve o pessoal do meu bairro, teve muita gente espalhada pela cidade inteira, mas a Universidade me deu muita base. Então, será nesse sentido que vamos buscar nossa base e será também um dos nossos focos de trabalho. Porque eu gosto muito da pauta da educação,mas, como vereador, eu fico ‘parado’ até as escolas municipais. Com todo respeito aos diretores, ao Núcleo de Educação, mas acho que é meu papel visitar as escolas. Até veio uma diretriz do núcleo dizendo para não receber políticos nesse período eleitoral. Acho uma diretriz equivocada, mas tenho conversado com vários professores e um dos motivos da pré-candidatura é poder ajudar a educação a nível estadual, a educação de nível superior. Porque aí o deputado pode estar inserido na universidade, pode destinar emendas, fazer projetos, enfim. Essa também vai ser uma das nossas maiores bandeiras, sem dúvida alguma. 

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