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Câmara rejeita pedido de cassação da prefeita Elizabeth

A abertura de uma CPP foi pedida pelo vereador Geraldo Stocco, relator da CPI da Saúde. Entretanto, o requerimento foi rejeitado com 16 votos contrários

Sessão Ordinária desta segunda-feira (12).
Sessão Ordinária desta segunda-feira (12). -

Marcus Benedetti

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Os vereadores da Câmara Municipal de Ponta Grossa rejeitaram, na Sessão Ordinária desta segunda-feira (12), um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar Processante (CPP) contra a prefeita Elizabeth Schmidt (PSD), que poderia culminar em uma cassação da atual gestora municipal. O pedido foi requerido pelo vereador Geraldo Stocco (PV), relator da CPI da Saúde que está em andamento na Câmara Municipal. No total, foram 16 votos contrários, uma abstenção e um voto favorável. 

Durante a sessão, Stocco não pôde participar da discussão e nem da votação do requerimento por ter sido o autor do pedido de abertura da CPP. No seu lugar, quem participou da votação foi o suplente e ex-vereador, Professor Careca (PSB). Porém, antes de sair do plenário para a discussão, Stocco justificou a denúncia. “Esse pedido tem base em toda a investigação que aconteceu dentro da CPI e, devido ao Ministério Público Federal ter solicitado um relatório parcial, eu não poderia ser omisso. Nós verificamos crime de improbidade da prefeita Elizabeth. A falta de contratação de médicos, o fechamento do Pronto Socorro, o fechamento do atendimento primário no Hospital da Criança, tudo isso motivou esse pedido. Esse processo não vai cassar a prefeita imediatamente, mas ela será investigada”, disse o parlamentar. 

Na sequência, o presidente Daniel Milla se retirou da função de comando da sessão para se posicionar contrariamente ao pedido de Stocco. “Como parlamentar de terceiro mandato, eu sempre me posiciono. Porque? Porque a população precisa saber o que pensa cada vereador dentro desta casa. O político, acima de tudo, precisa ter posicionamento. Todo mundo tem o direito de denunciar, investigar e cobrar. Mas também, outras pessoas têm o direito do questionamento e principalmente da contradição”, disse Milla. 

“Respeito a denúncia do vereador Geraldo Stocco, mas com base nessas denúncias, tenho que fazer algumas contradições. Se houve ato de improbidade administrativa, o que não vejo assim, o próprio secretário da pasta (saúde) deveria estar citado com o seu CPF na mesma CPP. Nós temos que aguardar o relatório final de um trabalho que está sendo realizado pela CPI da Saúde. Para uma comprovação de pedido de CPP, é muito prematuro”, afirmou Milla. 

MANIFESTAÇÕES CONTRÁRIAS 

Na sequência, outros vereadores também se posicionaram contrários ao pedido feito por Stocco. Inclusive, parlamentares da oposição, como foi o caso de Joce Canto (PSC) e Josi do Coletivo (Psol). “Acredito que não é o momento ainda. A CPI precisa concluir os seus trabalhos, precisa apresentar o relatório final para isso. Tenho total tranquilidade para falar sobre isso, pois sou adversária política da prefeita Elizabeth. Eu poderia vir aqui e votar favoravelmente simplesmente por adversidade política, mas eu preciso ter responsabilidade”, disse Joce, que se absteve da votação. 

“Como há alguns indícios concretos de que há irregularidades, nós votaremos favoravelmente. Apesar disso, com todo o respeito que temos pelo vereador Geraldo Stocco, queremos deixar claro a posição do Mandato Coletivo. Acreditamos que o pedido é em um momento muito inoportuno, pois a CPI da Saúde ainda está em andamento”, afirmou Josi do Coletivo, autora do único voto favorável. 

Paulo Balansin (PSD), Leandro Bianco (Republicanos), Ede Pimentel (PSB), Missionária Adriana (SD), Léo Farmacêutico (PSD), Gomes do Gás (MDB), Divo (PSD), Celso Cieslak (PRTB) e Izaias Salustiano (PSB) também se posicionaram, durante a discussão, contra a abertura da CPP.

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