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Grokoviski valoriza austeridade fiscal e finanças em dia

Secretário Cláudio Grokoviski enaltece austeridade da gestão e alerta que Ponta Grossa “não tem sobras de recursos para o bicentenário”

Secretário diz que atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), base para cobrança do IPTU dos terrenos, precisa ser corrigida.
Secretário diz que atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), base para cobrança do IPTU dos terrenos, precisa ser corrigida. -

Sebastião Neto

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Principal gestor financeiro de Ponta Grossa desde a passagem do ex-prefeito Marcelo Rangel, o secretário municipal da fazenda Cláudio Grokoviski se destaca pela austeridade e posições contundentes em relação as finanças e a capacidade de investimentos do município na atualidade. E durante a entrevista com o Jornal da Manhã para a edição especial dos 199 anos de Ponta Grossa, o secretário deixou claro a importância da atualização do valor venal do IPTU no município para que a cidade volte a poder investir de forma robusta nos setores prioritários para a população.

“A atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), base para cobrança do IPTU dos terrenos, precisa ser corrigida urgentemente. O Tribunal de Contas do Paraná apontou isso, indicando uma defasagem de 43 anos. Não podemos concordar que um terreno próximo ao Parque Ambiental a prefeitura lance o valor venal de R$ 50 o metro quadrado e cobre IPTU sobre esse valor. Isso é injustiça fiscal. Com o novo Plano Diretor aprovado, vamos implantar o IPTU progressivo e reduzir os vazios urbanos em nossa cidade”, destaca Grokoviski.

Apesar das dificuldades e da não aprovação do aumento deste imposto em 2021, cercado de polêmica na Câmara de Vereadores, o secretário reforça o equilíbrio nas contas do município. “Conseguimos um equilíbrio entre receita e despesa, porém sem sobras de recursos para o bicentenário de nossa cidade. Esse equilíbrio se deve muito a coragem de nossa prefeita no enfretamento de temas até então não propostos, como a reforma administrativa, extinção de empresas públicas deficitárias, extinção de secretarias e autarquia, transformação da natureza jurídica de fundações municipais, redução de gastos públicos, enxugamento da máquina e estruturas. Tudo isso somou para esse resultado, sempre com o apoio da base do Governo no Legislativo”, explica.

Orçamento bilionário

Mesmo em um cenário de cautela, Ponta Grossa conseguiu ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão no orçamento anual. Para a secretaria da Fazenda, o expressivo patamar é resultado de uma soma de fatores. “Os ciclos de investimento em nosso Parque Industrial, desde as moageiras até agora os investimentos recentes transformado nossa cidade em um polo cervejeiro, metal mecânico, de alimentos, embalagens, do cooperativismo, entre outros segmentos; o processo de verticalização das construções de 10 anos para cá, que aqueceu muito nosso mercado imobiliário e de serviços; também a vinda de grandes empresas de varejo, somando aos grupos aqui já existentes, que aqueceram muito nosso comércio; também a volta das operações em nosso aeroporto, que aqueceram todos os demais segmentos”, pontua.

Grokoviski também falou sobre as ações diretas da Prefeitura Municipal neste processo: “não podemos deixar de ressaltar as ações efetuadas pela gestão, como a atualização constante de nossa legislação tributária e de fiscalização, onde premiamos o bom pagador, criamos ferramentas de cobrança, revogamos isenções, acompanhamento diferenciado dos grandes contribuintes, política séria de incentivo ao empreendedorismo, entre outras ações”, ressalta.

Críticas

Durante a entrevista, o secretário ainda criticou as políticas recentes adotadas pelo Governo Federal. “Isso nos preocupa todo dia, pois a conta da inflação certamente virá. A política de criação de despesas por parte do Governo Federal, sem respaldo financeiro aos municípios, tomou conta do cenário político nacional nos últimos meses, ao preço de reduzir a alíquota do ICMS da gasolina e não o lucro da Petrobrás, resultando em perda de receita para os municípios. Tudo isso certamente será sentido pelos municípios da Federação no final deste exercício e durante o ano de 2023”, alerta Grokoviski.

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