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Dor é apenas um dos sintomas da enxaqueca

Saúde

18 de maio de 2015 18:13

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Reconhecida popularmente pela dor intensa, pulsante e lateral, a enxaqueca crônica tem outros sintomas desconhecidos da maioria da população e que podem retardar o diagnóstico desta doença que compromete bastante a qualidade de vida dos pacientes. Sintomas como vertigem, tontura, enjoo ao andar de carro ou ao sentir cheiro forte e até mesmo uma dor abdominal fazem parte da lista de sinais que dificilmente ligamos à enxaqueca.

Como existem mais de 150 tipos diferentes de dor de cabeça, no Dia Nacional do Combate à Cefaleia, ainda é frequente encontrar pacientes que pouco conhecem sobre o distúrbio ou não procuram o médico especialista por confundir a enxaqueca crônica com uma dor de cabeça mais comum.

Mas, apesar do conhecimento ainda ser baixo, o número de pessoas acometidas está no sentido contrário. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a enxaqueca é uma doença neurológica que afeta 15% da população no Brasil, o equivalente a 30 milhões de pessoas, sendo que a prevalência mundial no sexo feminino é de 20%, número três vezes maior do que nos homens. Já a enxaqueca crônica, um tipo de disfunção ainda mais intenso e que tem como principal característica a dor por pelo menos 15 dias a cada mês, com duração de mais de quatro horas por dia, por mais de três meses, já tinge cerca de 2% da população mundial.

Apesar de ser uma doença grave e sem cura, a enxaqueca crônica pode ser controlada por meio de cuidados e tratamentos. Para que a disfunção possa ser diagnosticada corretamente, o médico neurologista ou especialista em dor precisa ter detalhes sobre as crises, por isso, um diário é sempre um suporte útil. Nele, o paciente anota por cerca de 30 dias informações que considerem:

- Horário de início da dor

- Duração

- Intensidade

- Localização

- Fator desencadeante da crise naquele dia

- Frequência

- Relação das crises com a luminosidade, sons, odores e clima

Como o estilo de vida também é um ponto muito importante para a melhoria da cronicidade do quadro, informações sobre hábitos alimentares, atividade física, sono e medicamentos utilizados também devem fazer parte das anotações. Para o Dr. Leandro Calia, neurologista do hospital Albert Einstein, esse é um dos pontos mais complicados para adesão a qualquer tipo de tratamento de enxaqueca. "As pessoas não gostam de mudar a maneira como vivem, principalmente se isso envolver a forma como se alimentam ou a frequência com que se exercitam, mas para que os resultados sejam bons, as orientações de bons hábitos de alimentação devem ser seguidos", comenta o médico.

A outra parte da terapia envolve medicamentos e, em alguns casos, aplicações de toxina botulínica A, que reduz de maneira significativa diversos parâmetros relacionados à dor, como número de dias, de crises de dor, intensidade e duração, proporcionando assim uma boa melhoria na qualidade de vida do paciente.

Informações da assessoria.

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