Estudo sobre cavalos traz aspectos históricos em 2º ano C

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23 de outubro de 2019 15:55

Dhiego Tchmolo


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Turma da Escola São Bento, através de relato de aluno e em sintonia com a BNCC, desenvolveu um amplo estudo sobre os animais e sua relação com o ser humano

O 2º ano C vespertino da Escola Municipal São Bento em Tibagi desenvolveu uma atividade, sob a coordenação da professora Maria Luiza Martins de Freitas, através de uma história contada por um dos alunos, Marcelo, sobre os animais que possui na chacará. A docente destaca como foi o projeto e quais os aspectos foram abordados em sala.

“Marcelo se encontrava em sua casa sentado e, de repente, ouviu um barulho das patas dos cavalos que iam passando correndo em frente à sua casa: “Pocotó, pocotó, pocotó”. Suas patas tem um casco muito forte, o barulho é alto. O menino chamou seu pai e seu padrinho para cercar os animais que estavam indo próximos ao asfalto, beirando a rodovia e estavam quase chegando ao pedágio”, aponta Maria Luzia.

Os fatos se sucedem até recuperar os animais, que tem o nome de Pintado e Chocolate. A professora elenca que dentro da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), há a possibilidade de reconhecer elementos já estudados, explorando os novos como base de análise em diferentes tipos de arte. Dessa forma, o relato de Marcelo veio a complementar outras iniciativas sobre animais, de interesse da turma, abrangendo a temática ‘meios de transporte’.

“Assim sendo, trabalhamos a questão dos animais como cavalo. Ele é um animal que antigamente era um meio de transporte muito importante para várias famílias. Mas primeiro tinha de ser adestrado por um profissional na área, que usava cabresto, rédea e montaria formada primeiro por uma bandana, um socado, mais uma bandana para firmar o socado, um pelego de carneiro e um chinchador para firmar o pelego. Ao montar no cavalo usava-se (e ainda usa-se) estribos nos pés para se firmar melhor”, complementa a docente.

Maria Luiza dá outras características sobre o tema da atividade: cavalos possuem muita força, sendo usados como meio de transporte, levando pessoas em carroças, charretes e puxando mercadorias em cargueiros. Utilizado por casais de noivos em estrutura enfeitadas para os levar até o casamento, além da célebre utilização por cavaleiros, com mala de couro para suas viagens, além de capa de chuva, roupas e mantimentos.

Ainda, a docente explica que o tema faz parte dos destaques da BNCC, que abordam socialização decorrente de festas e festejos, valorizando a preservação das tradições familiares, entre outros aspectos. Pontualmente, também há a diferença entre patrimônio material e imaterial, onde se reconhece as mais diferentes formas de cultura do país.

“Conversando com as pessoas de mais idade nos contaram que começaram a existir outros meios de transporte como caminhão, carros pequenos para passeios que eram uma das mais grandes novidades nos lugares. Pois era muito difícil ouvir-se um ronco de caminhão e também de carro de passeio. Quando se ouvia um ronco de caminhão ou de carro, as crianças corriam e subiam nas cercas de rachão para ver os veículos passarem na estrada de chão. E assim foi evoluindo o transporte cada vez mais e mais. Tanto que agora temos vários meios de transporte: terrestres, aquáticos e aéreos”, diz a professora.

A proposta do projeto, complementa Maria Luiza, foi que os alunos entendessem a importância de questões como o homem do campo e animais, companheiros que ajudam no trabalho. Novamente, utiliza as questões voltadas a BNCC e as habilidades presentes, que são desenvolvidas quando possibilitam que os alunos explorem elementos constitutivos de obras, onde desenvolvem suas produções de acordo com o que é observado e aprendem no espaço em que habitam.

“A cada dia os alunos queriam aprender mais, deixando o projeto bem significativo, incluímos nomes próprios, comuns, gêneros masculino e feminino. Ao finalizar o projeto cada aluno fez uma ilustração sobre o que foi estudado. Os alunos passaram a gostar mais e mais dos animais e saber que devemos tratá-los com amor e carinho, pois eles fazem parte da nossa vida e também sentem dor, têm sentimentos. Devemos amá-los e respeitá-los e nunca maltratá-los”, conclui a docente.

Confira essa e outras atividades na íntegra no blog escolar da Escola São Bento. Clique aqui.

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